segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Melodia e Letra


Já dizia o Ruizinho: "Não se ama alguém que não ouve a mesma cançãooooo!"... Este verso diz tudo: mais do que uma metáfora incrível que se adapta a tantas outras coisas, literalmente não há magia igual aquela que se sente quando duas pessoas vibram de igual modo com a mesma música, que passa tão despercebida para umas alminhas, que é até mesmo rejeitada por tantas outras, e que, de repente, do nada, se descobre que mexe dentro de nós, na mesma intensidade e na mesma frequencia que mexe com a pessoa que está à nossa frente. Melodia e letra conjugam-se
Instintivamente, como duas mãos que também por instinto se procuram e se entrelaçam, em silêncio. E é nesse silêncio que se ouve essa música, trocam-se olhares e sorrisos e se percebe que não se ama mesmo alguém que não ouve a mesma canção.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Day after


Devia ser criado um movimento anti "o dia a seguir" MDAS! Adoro movimentos devia haver mais movimentos, mais razões para lutar e discordar!
O dia a seguir... Nunca se sabe como se há-de comportar. Mas porquê que os seres humanos têm uma natural aptência pra complicar tudo comó caneco?!? É tão bom jantar fora, arranjarmo-nos para jantar fora, dar umas gargalhadas, mostrar que somos uma maravilha e que queremos é jantar fora! Mas nem só de jantares vive o Homem, a confiança aumenta, os corações aceleram e a vontade cresce e puff! Faz-se o Chocapic! (Forte em ChOcOlAtE). Tudo corre bem, tudo é pozinhos de perlimpimpim mas e o dia a seguir? Como é? Vive-se o momento até o nosso sono nos permitir, deixamos medos, inseguranças e desejos de perfeição de lado e depois?
Depois vem a treta do dia a seguir! Telefona-se? Olha-se? Faz-se de conta que se é despassarada? Beija-se onde? Reza-se ao Santo António pra ser a outra parte a chegar e ele que faça o que entender! E se nos beija como ontem? Vamos gostar ou ligar o corante? Ou se não o fizer por um milhão de razões vamos ficar zangadas? E se nos liga muito? Por isso é que vos digo meus Queridos, bania-se o dia a seguir, acelerava-se uns dois dias o amoque passava e era como se nada fosse! Beijinhos à almofada é que está a dar!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Ver para crer


Acredito:
Acredito em contos de fadas
Acredito em Príncipes Encantados (e em sapos também)
Acredito em fantasmas (dos bons, aquele quente que às vezes sentimos por cima do ombro)
Acredito no Amor
Acredito que tenho uma Estrelinha
Acredito nas pessoas de quem gosto
Acredito na influência dos astros (Caranguejo com ascendente em Leão... Não podia bater mais certo)
Acredito em ironias do destino
Acredito piamente que tenho um Tico e um Teco
Acredito em Deus
Acredito que me enganam e que ainda vai have muita gente a enganar-me
Acredito na Felicidade
Acredito em Almas Gémeas
Acredito em mim
E agora vou-me calar que isto é conversa de quem anda a ver passarinhos! A Prima Vera já chegou? =)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

SOSSAÇO!!!










Patrick Dempsey A.K.A Mcdreammy, nova cara (e corpinho!) da Versace. Bem escolhido, Donatella. Para vermos que não é só a bata que lhe dá charme. É todo um conjunto...
Mas digam-me se isto não é de ficar com o sistema nervoso todo alterado?!?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Borboletas na Barriga


Ora bolas... Eu que andava tão nem aí pras coisas de repente comecei a ter borboletas na barriga... Quer dizer não é de repente, algo me faz ter borboletas escusado será dizer que é... algo! É teenager, é ridículo e é no mínimo enervante. Traz-me à memória tempos da Eugénio dos Santos em que o "algo" me fazia dar 100 voltas à escola pra por um mero acaso tropeçar nele. Passaram 10 anos e as coisas ainda funcionam assim; Ficamos parvinhas, damos risinhos nervosos e fazemos de tudo pra passar lá na esperança de o algo nos encontrar...
Quando há borboletas vem a fauna toda e começamos a ter bichos carpinteiros, não paramos quietos, de um lado pro outro e olhamos insistente pra todos os lados. E sonhamos... Neste caso específico sonho em língua estrangeira... é engraçada esta fase. Às vezes nem nos leva a lado nenhum, os bichos carpinteiros nem tempo têm pra fazer uma mesinha de cabeceira porque trocam-se meia de dúzia de impressões e voltamos à fase do "Tou nem aíiii tou nem aíiii" mas enquanto há borboletas olha... Que me guiem à Torre Eiffel!

Não sei como me aguentas!


De7 dias da semana passo 6 com neuras e dramas existenciais, e guardo apenas um para boa vibe, guinchos, piadolas ordinárias e observações pertinentes sobre o que nos rodeia. E por ti, faça chuva ou faça sol cá p'rós meus lados, não te cansas dos meus excessos...

Das 300 mensagens que trocamos durante o dia, 250 são para fazer cusquices e lamúrias basicamente por 2 grandes motivos: tudo e nada. Coisas de facto relevantes e que incomodariam qualquer um, como comer de boca aberta, lamber a faca e tirar King Kongs em plena fila de trânsito, uma unha que com uma camada de Renda e outra de Paris não ficou como eu queria, ou um 2º Beija-mão que foi à vida.... E tu ainda me consolas e dás importância como se de facto uma fatalidade tivesse ocorrido!

Queixo-me porque desde sempre sou magra e tenho dois caniços no lugar das pernas que não me permitem usar aqueles calções giros que vimos na zara. Queixo-me porque de repente engordei uns quilos a mais e vejo-me vítima do efeito "muffin" com o qual não estou habituada! E tu, que és saudável, andas no ginásio, fazes pilates e spinning até deixares de ter pulmões e praticamente não sentires os cotos, dizes sempre: "Tá calada! Estás óptima! Come mais uma trança de chocolate, mazé!"

O meu namorado tem uma piquena ciumite de ti porque acha que contigo estou sempre feliz e bem disposta, inclusive me transformo ligeiramente e tenho acessos de loucura! (A parte dos acessos de loucura ambas sabemos que é verdade....mas bolas..é inevitável!)... Agora se sou mais feliz ao teu lado...não sei, tu fazes-me Feliz e ponto. Sem termos de comparação...

Eu adoro o Inverno, favas com chouriço, leite morno com cereais ou nesquick, chá noite tranquila e acredito piamente que o croissant simples é, sempre foi e será, um Doce!... Tu não só abominas os itens referidos, como fazes rezas diárias pela chegada do Verão, adoras queijo da serra, leite frio e com café, comes o queijo da minha salada e eu como as tuas azeitonas (isto não soa lá muito bem mas é verdade!), e estás toda contente porque na Torradinha puseram os croissants junto com os pães de chouriço, empadas e afins, o que faz dele oficialmente um Salgado!

"Fumamos", cada uma em sua casa, todos os episódios de Anatomia de Grey e agora também Clínica Privada, e compeltamente coladas ao ecrã, ficamos divididas entre enviar sms em tempo real, com comentários sobre uma ou outra frase, ou simplesmente morrer para o telemovel e só no fim, quando passa o genérico da Clínica, trocarmos as devidas impressões, com direito a identificarmo-nos (ou não!) com as personagens, e reflectirmos sobre o nosso grande drama: Mcdreammy, porque não estás tu de plantão ali em S. José??!!

Criamos cenários idílicos de viagens, lugares e pessoas que nos são tão próximas, como o Justinho e o Orlando..por exemplo... E, como que voltando aos sweet sixteen, imaginamo-nos felizes e reinadias, comendo caldo verde com chouriça, em qualquer baile de Verão do interior, ao som desse grande senhor que é o Zé Malhoa, e a banda sonora de nossas vidas: "Aperta com Ela"...dançando com Justinho e Orlando em plena pista...e no fim da festa vermos os fudetes, perdão, foguetes! Pum...Pum... (Para quem não sabe a quem me refiro, esclareço: Sim, o Justinho é o Justin Timberlake, e o Orlando é o Orlando Bloom... não tecer comentários, por favor.)

Temos um Tico e Teco, cada um seu par deles, que são primos, e se comunicam através de uma tecnologia avançadíssima que se usa muito lá fora, e que consiste basicamente no uso de tachos na cabeça, ligados por cordões e com copos de yogurte nas pontas. E quando querem chamar a atenção uns aos outros batem com colheres de pau na cabeça até ficarem atordoados de todo. Estão sempre em sintonia e os teus gostam especialmente de comer massa e dançar can can a horas tardias. Os meus têm problemas de dicção: Tico não diz os "L" e Teco não diz os "R", e têm fixação por capacetes... que usam por cima dos tachos, como é óbvio. Os preferidos são os da construção civil e os de futebol americano. Fazem tudo com eles...inclusive comer massa com os primos e dançar o YMCA.

Temos nomes de código, tu és Creuza e eu Juraci. Falamos brasileiro, alto e bom som em qualquer lugar onde vamos, inclusive fazemos pedidos aos empregados que são, de facto, brasileiros, e que, ainda que nosso sotaque seja perfeito e digno de aplausos, acredito que se questionem de que estado seremos nós do país. Ao que nós responderiamos prontamente: " Êtaa minino, a gentxi somo dxi Guarinipará, no interior de Floritxicaráparu! Cê num conheci não?? Pô! Fala sério...!"

E é isso aí... num sei como tu me atura não, Creuza... tem dxia qui nem eu tô podendo mi aguentá! Muita pressão...fala sério! Mas aí vem você com seu jeitxinho desligado, dona do pedaço e falando qui tá nem aí pro meu mau humor...e eu fico tranquila, poderosa e goxtosa como só a gentxi sabe sê!!

Txi amuuu ô pôposuda! Saudadxi dxi ocê!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Questões gramaticais


Porque não há mal que dure sempre, nem bem que seja eterno...quando é que se sabe com toda a certeza e segurança, sem vacilos nem hesitações, que é tempo de pôr um ponto final?

Seja no que for, seja em quem for, seja onde for. Será que alguma vez se tem mesmo a certeza de que acabou? Será que se consegue terminar algo (seja o que for, repito) sem deixar espaços nem aberturas para nem mais uma vírgula, um silêncio que acaba por preencher esse espaço. Acabar e pronto?

Porque a vida é feita de ciclos, de etapas, de fases. Porque no fundo nada acaba mesmo, apenas muda de forma, de conteúdo, de lugar, de postura, de espaço e tempo. Então é mesmo necessário marcar com pontos finais o que antes nos causou dias de exclamação e noites de reticências mal dormidas?

E logo Eu, a personificação de enumerações, de estórias vividas e acumuladas, de metáforas pouco implícitas e pleunasmos que conto vezes sem conta. Relembro e felizmente sorrio sempre com carinho, sem mágoa, nem rancor cada uma delas. E acredito que isto só é possível quando não há cortes incisivos e totais com o até há pouco presente, agora passado. Mas também tenho momentos em que sinto que fui golpeada por um desses cortes quase fatais do destino. E sinto que me obrigaram a virar a página antes do tempo...mais, virar a página antes de eu ter acabado de ler tudo o que nela estava escrito.

Tenho de começar a escrever uma nova página. E não sei por onde começar...e tenho medo que seja porque ainda não mudei de parágrafo. Tem sido longo, pesado, cinzento e carregado de eufemismos e antíteses de me fazer perder o norte. E eu quero uma nova página escrita a gosto, com vontade, com garra, com sede de neologismos, calões e novos acordos ortográficos!

Mas ainda não percebi se ponho ou não um ponto final. Se aceito por terminado um capítulo cujo fim foi escrito pela sua própria mão. Ou se deixo em aberto, com três pequenos pontinhos, sem necessidade de acrescentar nem adornar com recursos estilísticos, nem emendas lexicais.

Sem ironias nem sarcasmos, queria tanto que um ponto tivesse a capacidade de fazer com que tudo o que a ele se segue fosse novo e leve...mas já diz Djavan: "Mais fácil aprender japonês em Braile!"