terça-feira, 11 de novembro de 2008

Parabéns, Umbigo!

Eu queria escrever algo sobre o primeiro aniversário do nosso Umbigo...a sério que queria, mas a Fifs achou por bem ouvir o tema "Bailarico dos Bombeiros", retirado do álbum "Comboio do Forró", do nosso mui querido Nel Monteiro, e como podem imaginar a concentração torna-se escassa! Pois que ele diz que, e passo a citar: "era um calor do cacete, no quartel quase tudo fugia, foram pegar nas mangueiras mas o fogo não se via. Era uma mini-saia que tinha falta de amores, pois que entre a multidão ia espalhando calores", e o diabo a quatro, e por mais que eu queira ser nostálgica e saudosista e relembrar aqui algumas das nossas melhores pérolas numa espécie de compacto best off de fim de ano....não dá!
Aqui fica somente um grande bem-haja a quem nos lê desde o primeiro post, e aos que, devagar, devagarinho, vão achando alguma graça a esta esquizofrenia saudável (ou não) que nos invade diariamente e que precisamos, como que uma necessidade fisiológica partilhar para a modos que não explodir!
Bem-haja, e voltem sempre porque, como podem constatar, isto tem tendência para piorar, e a decadência humana é coisa sempre bonita de se ver!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A ti calhou-te cócó... A mim carapaus à espanhola

Carta a um ilustre desconhecido:

Até podes ser bom, ser bom marido/ boa mulher, namorado, romântico inveterado, bom na cama, bom a dançar, bom a cozinhar. Podes ser imaginativo, uma bomba, um altruísta, um lamechas e um coração de algodão doce.
Podes-te mover em torno de alguém que abrilhanta o teu dia, ter necessidade de dizer aos transeuntes que se te cruzem, que lhe dizes que o amas, todos os dias da tua existência.
Que lhe fazes, aconteces e que o viras ao contrário... Podes levá-lo a passear e falar dele como se fosse um cãozinho... Ou um tamagochi, a que(m) dás papinha, amor e carinho e limpas-lhe o cócó.
Podes presentear o-teu-mais-que-tudo com a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade ou mesmo a Lua Cheia... Uma mão cheia de jóias Tifannys =)
E expor tudo, mas tudo neste Universo que vai e vem, neste vapt vupt que é a vida, nesta bolha que é a nossa... Mas sabes que mais...?

WE DON'T GIVE A DAMN! E o Cosmos também não.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pontas soltas

Que há tanto eu tentava cortar. Que, por soltas, saíam do novelo da minha vida, que nunca primou pela perfeição nem pela forma homogénea que os novelos supõem ter. De soltas e rebeldes acabavam por se prender a outrém, a outros, a coisas, que vou arrastando como uma bagagem pesada da qual não me conseguia/queria livrar.
Caprichos dos quais não se abre mão. Escolhas que revelam ser más. Adiamentos de decisões inadiáveis mas que apenas porque sim levam o tempo que têm que levar até ao dia "D". Mudanças.
São as desilusões, são as lembranças do bom e do mau, a insustentabilidade do momento que se vive, a falta de forças para continuar a arrastar uma bagagem que já não é nossa e que nos atrasa cada vez mais. São balanços de vida que de repente se fazem cujo somatório é igual à certeza do que é necessário mudar.
Custa-me mudar. Tanto me sufoca a rotina e a estagnação, como me assusta a mudança por mais esperada e necessária que ela seja. Talvez por ser radical, talvez porque mudança invariavelmente para mim signifique corte com o que já foi, e nunca prolongamento do passado. Quando mudo re-começo. Sem amarras, sem pontas soltas.
Dou por mim a cortar todas as pontas que destoavam do novelo que eu quero certinho, por agora, da minha vida.
E se antes pensava tanta vez no que eu tinha a perder...agora só consigo pensar no que tenho a ganhar. Que é tanto e bom e saudável e libertador.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Desafio

Colocar uma foto individual nossa; escolher uma banda/artista; responder às questões somente com títulos de canções da banda/artista escolhido; escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los..

Vamos a isso!
Aqui está: A menina da foto com a xupeta a tira colo que aqui não se vê, sou eu.

A artista escolhida, Madonna.

1. És homem ou mulher? "Who's that girl"
2. Descreve-te: "Ray of Light"
3. O que as pessoas acham de ti? "Beautiful Stranger" (modesta, sempre!!)
4. Como descreves o teu último relacionamento: "Devil wouldn't recognize you (but I do)"
5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado ou pretendente: "Cherish"
6. Onde querias estar agora? "Miles away"
7. O que pensas a respeito do amor? "Till death do us part"
8. Como é a tua vida? "Human Nature"
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? "Live to tell"
10. Escreve uma frase sábia: "Laugh to keep from crying"

Não vou passar o desafio a ninguém, mas digo-vos que é um exercício interessante de se fazer.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Just wondering

Hoje ouvi na Rádio (m80 Ra-di-uuuuuu) que segundo um estudo o povo considerado mais ciumento é o brasileiro... E o menos é o Japonês... E que tudo se explica dada a evolução dos povos, ou seja o ciúme é considerado um sentimento primitivo... Mas não o é o amor também?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Compasso de espera


Há pessoas que simplesmente não se decidem.
Não, não são pessoas indecisas. Indecisa sou eu, que também sou bipolar e ora quero ora não quero, ora amo ora odeio, ora choro ora rio e sobretudo quando me dizem "vais ou ficas?" é como dar-me uma machadada na cabeça e dou por mim a fazer listas de prós e contras até ao minuto final...mas decido.
Eu falo de pessoas que são mesmo incapazes de tomar uma decisão. De dizer sem sombra de dúvida e assumir consigo próprias o compromisso de, independentemente das consequências da sua escolha, levarem-na até ao fim.
Isso faz-me bastante confusão. Eu sou insatisfeita e sou ambiciosa. Eu quero sempre um bocadinho mais e melhor, e chegar mais longe e testar-me a mim mesma e ao que me rodeia. Mas eu consigo escolher e pronto.
Não fico no eterno limbo de pensar: "Escolho x...mas e se entretanto encontro melhor?"; "Não posso escolher y porque estou automaticamente a pôr de lado a,b,c".
E pelos vistos esse tipo de comportamento é cada vez mais recorrente. Em conversa de amigos, que já não vão para novos e já levam uns aninhos de ramboia e regabofe, percebo que levaram uma vida de salta-pocinhas, de constante descontentamento e insatisfação que não lhes permite viver o presente na sua totalidade pois as poucas escolhas que fazem prendem-se sempre por um lado com os fantasmas do passado, e por outro com a ansiedade do que está para vir e lhes possa escapar por terem feito antes uma "má" escolha.
E depois o que é que acontece?? Acontece que olham à volta e vêm que têm muito pouco. Vêm que "quem tudo quer, tudo perde" e as grandes coisas da vida acabam por lhes passar ao lado, sem tempo para esperar que eles se decidam ou que finalmente escolham o quer que seja. Vêm que vivem num ciclo vicioso de "não escolhas", à espera que os outros escolham por eles, que os agarrem ou que os deixem, que os amem ou os odeiem, culpando, em última instância, o destino, esse ranhoso, que não os deixa ser felizes e teima em castiga-los com essa insatisfação, que os inunda de um vazio que não consegue ser preenchido com nada nem ninguém.

sábado, 1 de novembro de 2008

S

Esta dedico-a a todas a mulheres da minha vida..

Superwoman - Alicia Keys


À minha Mãe por conseguir sorrir a todos os obstáculos que se lhe apresentam e nunca mas nunca baixar os braços. Por ser tão sensata... Por saber viver com o que tem. Por me ter ensinado quase tudo o que sei!


À minha Avó por ter descoberto tão cedo a Solidão: Por ter perdido o amor da vida dela tão precocemente, por ser a maior lutadora de todos os tempos e por aceitar tão bem o curso natural da vida... Por ser tão sagaz!


À minha Querida amiga e irmã do Coração, Rita, que me provou poder haver amizade pura e por ter aprendido, com toda a Coragem, a sobreviver, com um sentimento de não retorno, de perda e de saudade... Por me ter ensinado a não aguentar, deles, o que não quero!

À minha amiga Tottas, por vir de um ambiente familiar tão desolador e ter o dom da boa disposição... Por nunca me ter julgado...

À minha amiga Isabelinha por cada vez mais acreditar em si...

A mim... Porque consegui tudo aquilo a que me predispus, sem homens para me segurar. Sem preconceitos nem vergonhas.

Só nós sabemos o que é ser mulher...