sexta-feira, 26 de março de 2010

WTF??

Estou eu em plena pesquisa sobre logotipos ligados à área da saúde, de clínicas várias e afins... e eis o que surge:



Ainda gostava de saber quem são os senhores criativos que têm estas brilhantes ideias, e como é que isto é aprovado e posto à vista do mundo!!
Ai ora eu...

Das rotinas...


Tenho a dizer que não gosto.
Que não sou fã, não me agradam, fazem-me confusão, evito-as, sufocam-me, aborrecem-me, deixam-me com a neura, de mau humor... xô, rotina, xô.
Sou assim desde pequenina. Era incapaz de brincar à mesma coisa todos os dias no infantário, e bastava-me meia hora na casinha das bonecas para morrer de vontade de ir para o cantinho dos livros, onde logo a seguir me apetecia revirar o baú das roupas, e já vestida de princesa brincar com plasticina, enquanto perguntava se faltava muito para o lanche!
Não gosto de saber que sei o que vai acontecer a seguir, não gosto nem de situações nem de pessoas previsíveis, não gosto de sentir que as manhãs são todas iguais, ou pior ainda que são iguais à tarde. Não gosto de ficar sem saber em que dia estou por todos os dias ter feito a mesma coisa, adormecido à mesma hora, comido no mesmo sítio, com a mesma pessoa, e acordado à mesma hora, e tomado o mesmo pequeno almoço de sempre, e chegado àquela hora certa ao trabalho, e almocado no sitio de sempre, onde o prato do dia até vai variando, mas só o facto de saber que é lá que vou e que é o prato do dia que vou pedir me tiram o apetite.
Não gosto de padrões, de repetições, de monotonia, de estagnação.
Mas sei que esses mesmos padrões, rotinas e repetições para muita gente são uma espécie de farol, e até mesmo uma forma de equilíbrio, de segurança, de estabilidade. E que é nessa mesma estabilidade que muita gente encontra a felicidade e paz de espírito. Eu não faço parte desse grupo, já que quem me quer ver feliz é a surpreender-me, a dar-me novidades, e a viver num limbo entre a surpresa e o inesperado!
Mas há alturas na vida em que de repente certas rotinas tomam conta de mim, do meu dia a dia e sobretudo das minhas noites e serões, e que me sabem tãoooooooooo bem! Nos últimos tempos têm sido as rotinas de descanso, os momentos zen que encaixei quase à pancada no meu planeamento semanal, e pelos quais espero ansiosamente durante o dia! E penso: "Eh lá... afinal até sou normal, comás pessoas!!"
Ou então simplesmente estou a um passo de ter um colapso mental e físico e se calhar o melhor é mesmo sossegar o espírito. E é exactamente isso que tenciono fazer este fim de semana. Menos sábado entre as 19h e as 22h lá para os lados da Luz!! Aí a adrenalina e o ritmo cardíaco vão subir e não me mandem ter calma por favor senão solto-vos os cães!!
Sou danada, pá...

quinta-feira, 25 de março de 2010

O caminho faz-se caminhando...


Aos 20 anos achava que ia acabar o meu curso aos 22. Que começaria a trabalhar logo a seguir, na área que tinha estudado e que era a minha vocação. Que já teria encontrado "aquela" pessoa com quem já namoraria há algum tempo, e moraria junto há outro tanto. E que, se o cenário anterior se concretizasse na totalidade, aos 24 estaria a casar. Filhos viriam entre os 26, 27, mas antes deles muitas viagens a dois, muito namorar, e continuar feliz e contente naquele tal trabalho que arranjei logo à primeira e que me preenchia e me dava motivação, gosto e orgulho.
Aos 20 anos achava que o principal da vida era alcançar todos estes itens, em timmings que não fugissem muito do estipulado, que a felicidade era olhar à minha volta e ver que tinha conseguido, que a lista tinha todos os "check" à frente.
Com o passar dos anos vi que me faltava ter a motivação e força de vontade para terminar o curso que queria. Faltava-me a certeza da área em que queria trabalhar, e se seria realmente aquela a minha vocação. Vi que tinha encontrado pessoas tão importantes, tão especiais, e que todas foram "aquela" pessoa naquele momento, enquanto durou... e depois passou. Percebi que não queria morar junto com ninguém, que não estava preparada e que era até um assunto a evitar. Percebi que o Casamento me causava reacções contraditórias e que o melhor era nem pensar nisso. E descobri uma certa resistência à ideia de ter filhos, de ter pessoas dependentes de mim, de suportar tamanha responsabilidade vitalícia, e mais uma vez, o melhor era não pensar nisso.
Com o passar dos anos percebi que o principal da vida são os abraços, os sorrisos e os afectos. É estar saudavel, fisica e mentalmente. Ter um coração grande e rodear-me de quem me quer bem. O timming para tudo isto é um só: SEMPRE. E os "check" devem surgir dia a dia em pequenas coisas como: "Jantar com amigas do coração"- check. "Ir ver o Benfica à Catedral sempre que possível"- check. "Ver o pôr do sol ao lado daquela pessoa especial"- check. "Não me esquecer de quem sou, de onde vim e a quem devo tudo o que tenho e quem sou hoje"- check. "Dizer: Gosto muito de Ti! aqueles de quem realmente gosto" - check.
Aos 26, mais perto dos 30 do que dos 20, tudo o que eu achei que iria ser na verdade continua a ganhar forma. O fio condutor é exactamente o mesmo, e continuo a querer o mesmo que antes. Só que os timmings mudaram, e deixaram de existir. Aprendi que para chegar a um destino há tantos caminhos que se podem percorrer, e sobretudo muitas vezes voltar atrás. E isso leva tempo. E há paragens, daquelas onde simplesmente nada avança, porque não. E isso também leva tempo. E há outras alturas em que sonhar, querer, pensar, idealizar, leva tempo mas não faz caminho... e o tempo passa.
Aprendi que não são os timmings que importam nem o que é suposto fazer-se até à data X. Que ainda há muita gente que se preocupa com isso em vez de se preocupar em ser feliz, todos os dias. Por tudo aquilo que não consegui alcançar quando era suposto, por tudo o que entretanto deixei de querer alcançar, pelo que nunca sonhei vir a querer e agora quero tanto (sem pressas, mas com certezas!), algo é imutável: Não importa o tempo que demorei a chegar, o que interessa é que cheguei e que a viagem tem sido fantástica.
Não alimento frustrações nem ressabiamentos pelo que não consegui.
Não me deixa ansiosa nem em crise pensar no que ainda me falta.
Porque o caminho faz-se caminhando... e na verdade, eu estou sempre a caminho!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Funciona?


Tem sido o mantra dos últimos dias:

"Relaxa. Respira. Tem calma. Descontrai. Não penses. Respira outra vez. Controla a ansiedade. Descansa. Dorme. Estica-te ao comprido. Relaxa os músculos. Liberta a tensão. Tem mais calma! Não leves tudo tão a sério. Respira bem fundo... Olha lá para fora. Anda a pé e respira."


Não tem dado resultado. Alguém me envia um cupcake??

sábado, 20 de março de 2010

Sobre os Amigos...


É fácil falar decor e depois arrependermo-nos do que foi dito.
É tão fácil cair na tentação de julgarmos, condenarmos, nos acharmos no direito de ter a certeza de que, no lugar do outro, fariamos assim ou assado, e que não cometeriamos os mesmos erros e disparates que, (a nosso ver) o outro está a cometer.
É difícil ficar calado. Não meter o bedelho sem ser chamado. Não comentar por trás. Guardar para nós aquilo que nos vai na alma, quando achamos que devemos opinar, chamar à atenção, alertar.
É impossível ficar indiferente quando vemos asneiras atrás de asneiras, comportamentos que não entendemos porque não encaixam com a pessoa que nós conhecemos tão bem, e que até nos magoam por isso mesmo. Porque pior do que atirar areia para os olhos dos outros, é vermos alguém de quem gostamos muito atirar areia para os seus próprios olhos.
É frustrante quando queremos ou pensamos que estamos a ajudar, e do outro lado fazem orelhas moucas, há toda uma fronteira de negação, com direito a passar na alfândega, sermos barrados e nos mandam voltar para trás porque estamos a querer entrar em território para o qual não fomos convidados nem somos bem vindos.
É triste quando percebemos que aquela máxima de que "Os amigos estão lá para os bons e maus momentos", na grande maioria só funciona para os maus momentos deles, e mesmo nesses muitas vezes não se pode tocar em certos assuntos que são tabu. Porque nos bons, há quem tenha tendência para se fechar numa redoma e queira viver essa felicidade só para si, porque ainda não aprendeu que a felicidade é das poucas coisas que quando dividida se multiplica! E depois há ainda outros amigos que por não saberem lidar com a felicidade alheia preferem afastar-se porque lhes custa ver o que o outro conseguiu e ele não.
Sobre os amigos há tanto que pode acontecer, porque as relações interpessoais são das coisas mais difíceis de entender, lidar, de gerir, e porque entre Amigos de verdade as expectativas são sempre demasiado altas, e é impossível que a dado momento, não haja desilusões ou decepções.
O importante sempre é saber separar o trigo do joio. Quem vale e quem não vale a pena mantermos na nossa vida, mesmo quando nos desiludem um bocadinho, mesmo quando não compreendemos o que vai do outro lado, mesmo quando achamos que se calhar as coisas nunca mais vão ser como eram. Porque as coisas podem perfeitamente voltar a ser como eram, podem vir a ser até muito melhores, porque depois de as coisas se resolverem e de se perceber que a amizade é mesmo verdadeira fica aquela sensação de conforto, de alívio, de alegria por aquela pessoa existir na nossa vida, e pela segurança que isso nos dá.
Sobre os Amigos há muito a dizer, mas na prática a regra é simples: há os que vão e vêm, mas o que interessa mesmo são os que nós queremos que fiquem ou que caminhem pela vida connosco, sempre lado a lado.
(obrigada por fazeres esta maratona comigo, D.)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Rai's partam a TPM!


Se alturas houve em que me gabei de que não sofria de TPM, e se sofria todos os sintomas eram positivos e bem vindos... agora bato na boca e só penso: "É bem feita que é pra aprenderes a estar calada!"
Pois que o belo do síndrome agora dá-me para isto:
Para chorar a torto e a direito; chorar porque sim, por causa das misérias das Companhias das Manhãs, das misérias do Mudar de Vida da Fátinha, e da Luciana tetraplégica a tomar banho de piscina, em Viver a Vida.
Dá-me para dar a minha sandes do lanche e um pacote de leite à senhora que todas as manhãs está a pedir, na estação de comboio.
Dá-me para ver fotografias dos meus irmãos quando eram pequeninos.
Dá-me para querer ser pequenina e aninhar-me o mais possível no colo de quem me dá doces e chocolates na boca, enquanto devoramos series "românticas" tipo Dexter, no sofá.
Dá-me para ficar com os olhos cheios de lágrimas (aqui não chorei, foi só ameaça, vá lá), quando ao fim do dia, porque sim, recebo uma rosa linda (que não é dos monhés) com uma dedicatória ainda mais linda.
Dá-me para querer lençois cor de rosa princesa, mas mesmo mesmo rosa princesa, e não descansar enquanto não os tenho na minha caminha (e ter quem me ature a pancada e ainda vá comigo comprar de bom grado).
Dá-me para fazer bolos e receitas novas. (Vá lá que não me dá para come-los compulsivamente a seguir! Menos mal!)
Dá-me para dormir mais de 8 horas por noite.. (ok, isso ja te dava antes, não culpes a TPM!).
Dá-me para ver catálogos de bikinis e querer todos. E destinos de viagens e querer todas.
Dá-me para ter saudades da Fifs, e fazer-lhe declarações lamechas via sms, quando ela está em Bruxelas e me manda beijinhos "comás couves!".
Dá-me para as arrumações, organizações, limpezas no geral.
Dá-me para gostar de sushi!!
Dá-me para estar "zen", desvalorizar e não alimentar tudo o que não me interessa, nomeadamente: "novelas", invejas, controlo, amuos, coscuvelhices, frustrações, ressabiamentos, boquinhas, birras e afins.
Dá-me para pensar no futuro.
Dá-me para me esquecer do Facebook.
Dá-me para pensar mais em mim, soltar amarras e deliberar responsabilidades e obrigações sem me sentir culpada por isso.
Dá-me para contar os minutinhos até às 18h, porque é a partir dessa hora que posso dar realmente largas à minha TPM, ser mimada e "bebé", ter quem me faça as vontades, quem cuide de mim, leia os meus pensamentos e ainda ache a maior das graças às minhas coisinhas e vontades!
Só dura uns dias, mais coisa menos coisa... depois eu prometo que volto a ser insuportavelmente normal, vá.

segunda-feira, 15 de março de 2010

E na minha visão... eu faço brindes!


Pois tal como combinado, e já que as minhas leitoras (e um leitor, vá!), que são uns queridos e aqui deixaram algumas das suas visões (ou falta delas!), também eu vou partilhar a minha.
Sendo que as nossas, ao contrário das da serie, são conscientes, ponderadas e desejadas, o blackout a que vos propunha tomava muito mais a força de um desejo do que propriamente uma antecipação do futuro. E sendo que a minha vida nos últimos tempos tem sido a prova mais do que provada de que quando eu quero e desejo muito uma coisa ela acaba por acontecer, com leves contornos, sim senhor... mas que dou por mim a viver aquilo que desejo, lá isso dou!... então toca cá de materializar a minha visão através das palavras, que eu acredito que têm muita força, bem como os desejos, bem como o pensamento positivo , bem como a capacidade de acreditar que somos merecedores de tudo e mais alguma coisa!
Então aqui a sodôna Pips fecha os olhos e vê-se daqui a 6 meses morena e bronzeada, (de unhas pintadas de malícia...que saudades!), muito bem acompanhada, numa esplanada à beira mar, no fim de tarde, a beber sangria e comer petiscos. A fazer vários brindes. Depois dos meses de chuva e frio, de trabalho intenso, de sacrifícios, de esforço, de engolir sapos e de superar as minhas próprias expectativas, brindo ao dinheirinho que consegui juntar e poupar na conta, à grande viagem de sonho que fiz, às merecidas férias, ao sol da costa, ao descanso, às jantaradas que marcaram o Verão, às noites quentes no bairro, às morangoskas, daiquiris e caipirinhas ao longo do dia, aos mergulhos no mar quente e no mar gelado, brindo às saídas só com amigas, ao nascimento da Carolina, à amizade verdadeira que não muda com as estações, às novas amizades que acontecem quando menos se espera. Brindo à recuperação e as melhoras da mãe de uma grande amiga. Brindo à chegada e dou as boas vindas a outra amiga que terá um futuro brilhante na capital, brindo às amigas que estão longe mas estão sempre, mas sempre perto, aos meus irmãos que continuam a dar-me tantas alegrias e orgulho. Brindo ao Amor. Brindo às minhas pequenas grandes vitórias. Brindo ao Amor outra vez! Aquele que me ensinou o que eu pensava ter esquecido e me ensinou aquilo que ainda não tinha aprendido. Brindo a uma nova etapa que vai começar a partir dali, a novos objectivos a atingir, novas metas a alcançar, novos sonhos a concretizar, por mais longínquos que me pareçam. Brindo à mudança, que seja sempre para melhor. Brindo a mim, e a quem gosta de mim. Brindo à vida e ao facto de conseguir tirar o melhor partido dela!
(Sim, eu sei que o blackout só tinha 2 minutos e 17 segundos de duração, mas na minha visão eu também falava à velocidade da Teresa Guilherme e como tal deu para brindar a tudo e mais alguma coisa e ainda pedir outro jarro de Sangria, pronto já disse).