quinta-feira, 20 de maio de 2010

Custa-me, sei lá!


Estou com tanto calor que até me custa escrever. E ler. E andar, sobretudo andar. Mas estar sentada também me está a dar calor, que esta cadeira é quente. Também me custa falar, dá-me sede e por mais água que beba hoje estou numa secura só. E agora que penso nisso também me custa comer, que nem à senhora dos gelados fui, quando o pessoal partiu em romaria à barraquinha da Olá. O que também me custa é ver aqui da janela do lado direito uns senhores estrangeiros que desde as 10h da matina estão a filmar uma publicidade a qualquer coisa que ainda não percebi o que é. Só sei que é uma coisa à séria, que são mais do que muitos a trabalhar para o mesmo, que o set de filmagens tem de tudo um pouco, e que os protagonistas e figurantes estão há cerca de 7 horas debaixo de um sol escaldante a mexer em plásticos cor de laranja. Já da janela do lado esquerdo vejo personagens divididas em dois grupos: metade vestidos de preto e metade com comida de cão na cabeça, pinturas várias e roupa interior por cima da dita roupa normal. E entoam cânticos indecifráveis. O que custa ainda mais de ver é que estão todos enfiados naquela espécie de rio de água suja, sujinha, que sai dos vulcões, aqueles do Parque das Nações, estão a ver?
Mas já diz o ditado: "Cada um é pró que nasce!" Que é coisa que às vezes também me custa a aceitar.
P.S- O plástico cor de laranja transformou-se subitamente num cão gigante, ou será um elefante, um carneiro? Whatever...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Que riquinhos!


Esta menina foi a primeira a fazer um comentário ao meu post sobre o seguidor nr 100, e adicionou-me na sua lista de leituras!
E esta menina foi oficialmente a seguidora nr 100 do Meu Umbigo!
Um grande bem haja às duas, umas queridas, autoras de blogs bem dispostos e sem papas na língua, como eu gosto.
Um outro bem haja igualmente de grande dimensão aos outros 99 seguidores, e a todas as alminhas que dedicam minutos preciosos das suas vidas a ler os meus devaneios e afins.
É verdade que não ligo a números, visitas, nem à maior ou menor popularidade do blog. Passa-me realmente ao lado tudo isso. Mas também é verdade que não escrevo apenas para mim, que gosto que me leiam, que comentem, que partilhem opiniões sobre aquilo que aqui escrevo. Na verdade é o que mais gosto de fazer na vida, e o que maior prazer me dá. Seja qual for o assunto, mais ou menos sério, seja qual for o público, mais ou menos cor de rosa. Seja qual for a motivação, profissional ou puro desabafo emocional. Dou-me bem com as palavras e elas também gostam de mim, e enquanto assim for, cá estaremos.
Obrigada a todos... e venham mais 100!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Quem é?? Quem é???


Vi agora que o Meu Umbigo tem 99 seguidores!! Estou a um passo dos 100! Uma centena!!!
Eu que não ligo a nr de seguidores, nr de visitas diarias, mensais, nocturnas, diurnas, a fazer o pino e o diabo a quatro. Mas quer-se dizer, quando percebo que falta apenas um para ter uma centena de alminhas que assumidamente me lêem... mexeu aqui com os nervos, confesso!!!
Por isso, e como este humilde espacinho ainda não tem categoria para fazer passatempos, concursos, dar prémios e afins, a única coisa que garanto é uma menção mui honrosa ao meu seguidor nr 100!!
Estamos combinados??
Então vá, venha daí o pequenino!

Não me engana... que eu não gosto.


"A necessidade de não sermos criticados pela sociedade impõe-se quase sempre. Mesmo, muitas vezes, ao peso do homem que amamos. Validação externa- é o nome que a Psicologia lhe dá."
Aqui.


Era exactamente nisto que eu estava a pensar.
A importância que tem nas nossas vidas a opinião dos outros, o que ficam a pensar de nós, a imagem que deixamos transparecer, a diferença entre aquilo que queremos transparecer e aquilo que transparece de facto. O esforço necessário para conseguir a tal validação, para que não nos critiquem nem falem nas nossas costas, ou pela frente. Para ter de ouvir duras verdades que custam a ouvir, ou que simplesmente não apetece ouvir.
São as mãozinhas cheias de areia prontas a abrir e soprar bem para aos olhos de quem nos vê. O uso do tabu, para não sermos confrontados sobre o que não queremos ouvir nem falar. O soprar para o alto e fingir que não é nada connosco, que nos passa ao lado, que a carapuça não nos serve. O "Pufff! fez-se chocapic". O elefante cor de rosa no meio da sala.
Tudo para que não nos critiquem, para não sermos o alvo de ataque, para que as nossas falhas não sejam expostas. Porque apontar o dedo não custa nada, nadinha... e há quem o use até como um bom exercício de oratória, de análise, de enumeração do que NÃO se deve fazer. Mas a mim sempre me ensinaram que "apontar é feio".
Devido a enumeros factores que agora não interessam nada, fui educada a preocupar-me (excessivamente) com a validação externa. Depois, já mais crescidinha, passei por uma fase em que, a última coisa que me preocupava eram os juizos de valor que faziam sobre mim e sobre as minhas (más) escolhas, se falavam sobre mim, se criticavam, se riam e contavam episodios da minha vida em jeito de novela mexicana. Simplesmente não queria saber.
De há uns tempos para cá consegui arranjar um meio termo. Aquele em que tenho consciência de que não é bom quando as pessoas sabem demasiado da minha vida. Que isso dá azo a conversas que não interessam ao menino jesus, e que não me interessa esse tipo de validação ou crítica. Não contribui para a minha felicidade, não me ajuda em nada, não me faz ver nada que ainda não tenha visto com os meus olhos. Mas há algo que me recuso a fazer: viver num papel que não é o meu, esforçar-me para mostrar aos outros uma vida que não é a minha, desvalorizar as coisas graves que me acontecem só para não mostrar fragilidades, derrotas e incapacidade para lidar com X ou Y e sobretudo... procurar na validação externa o meu medidor de felicidade ou sucesso.
Isso é o que eu sinto sozinha, ao fim do dia, quando deito a cabeça na almofada.
Não é o que os outros dizem de mim, quer eu saiba ou não.

sábado, 15 de maio de 2010

Hoje tive a certeza


Lembro-me de, durante muito tempo, achar que Felicidade pode ser acordar num sábado de manhã com cheiro a pão fresco, ter à minha espera uma mesa colorida de sumo de laranja acabado de fazer, queijo, manteiga, fiambre, doce de morango, fruta variada, revistas e jornais para folhear e...flores. Tudo apenas e só porque sim.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

E de repente muda tudo


Estava eu a arranjar as minhas ricas "nells" (não, não são de gel... são verdadeiras da silva, duras e maravilhosas!), quando a minha manicure brasuca Andressa, um amor, bem disposta e fantástica, me pede para atender o telemovel que estava já há algum tempo a piscar, sendo que do outro lado estava o seu mais que tudo que dá pelo nome de Frances.
Passo a reproduzir a conversa, (ou parte dela, já que aquilo que o Frances dizia eu não ouvia).

Andressa:
- "Fala, Frances... que sangria desatada é essa???"

Frances:
- (...)

Andressa:
- "Como que não posso tomar a vacina da rubéola? Eu tratei de tudo ontem!! Fiz análise ao sangue e tudo! Eita vacininha difícil!!"

Frances:
- (...)

Andressa:
- "Amor, brincadeira tem hora!"

Frances:
- (...)

Andressa a ficar pálida:
- E é meu???

Frances:
-(...)

Andressa desliga o telefone e diz:
- Gente, meu homem acabou de me dizer que eu tou grávida!!

E é assim, a vida a acontecer ali, à minha frente, eu com uma mão pintada e outra por pintar!
3 ricas semaninhas de gestação, a joia da Andressa não fazia ideia e ficou a saber do seu estado de graça pelo marido que tinha ido buscar as análises rotineiras que ela tinha feito no dia anterior.
Uma emoção!! Estraguei logo 2 unhas com os nervos e a bater palmas!
Foi no mínimo original, ter sido o pai a dar a notícia da gravidez à mãe, e não vice-versa...
E a Andressa, brasileira de sorriso constante, de repente ficou ainda mais bonita, com o sorriso ainda mais rasgado, passando as mãos pela barriga e com um brilho no olhar que há 2 minutos atrás não tinha.
Foi o início do resto da vida deles e eu fiquei tão, mas tão feliz...!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Dieta


Comi uma banana a meio da manhã e uvas a meio da tarde.
Vindo de mim é quase milagre de 13 de Maio.
É que antes comia um pão de Deus com queijo + um galão a meio da manhã, e um croissant misto com leite chocolatado ao lanche!
Digam lá se não é espectacular???


P.S- Almocei no Chimarrão. Mas não bebi coca-cola. Bebi Guaraná.