segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Momento: "Estou crescida"



Amanhã faz 1 ano que comecei a trabalhar aqui.
Na verdade faz 1 ano que comecei a trabalhar. A sério, sem estágios, sem me arrastar, sem choro todas as manhãs, sem vontade de faltar, sem desgosto por saber que ia fazer algo que não era o que eu realmente queria, sem sacrifício.
Faz 1 ano que assumi um compromisso para comigo mesma e 1 ano depois posso dizer, com muito orgulho, que o cumpri: levar isto a sério, agarrar a oportunidade, não desperdiçar, não ter medo de falhar, não desistir perante as dificuldades, não virar costas. Há 1 ano que sinto verdadeiro orgulho em mim mesma, daqueles que não preciso que mais ninguém sinta por mim, que não procura validação exterior, que não precisa ser constantemente exposto, valorizado ou reconhecido. Que vale por si próprio, que é só meu. Há 1 ano que me sinto verdadeiramente realizada, que encontrei finalmente o meu lugar, que me sinto abençoada, mas também com a certeza de que depois da sorte da oportunidade, todos os dias me esforcei para fazer o melhor que sei e aprender mais. Há 1 ano que cumpro horários de gente grande, que me levanto muito cedo, que não faltei um único dia, que faço horas extra, que pago segurança social, que faço o IRS. E isto, que parece tão banal, que faz parte da vida de toda a gente, para mim tem um sabor muito especial, um sabor que só eu sei o bem que me sabe. Há 1 ano que tenho a sorte imensa de poder acordar todos os dias (de mau humor e a refilar, é certo), mas com a certeza de que tenho a profissão que sempre quis ter, e que faço aquilo com que sempre sonhei e me imagino a fazer no futuro, sem prazo de validade. E isso não é assim tão banal, não há ordenado que pague e não é uma certeza que todos tenham.
Que seja o primeiro de muitos, sempre a aprender, a descobrir coisas novas sobre mim e sobre os outros, e a saber escrevê-las cada vez melhor e de forma mais clara para quem me lê.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Há dias felizes...



E o meu, ontem, foi um deles. Daqueles que se guardam para sempre na memória, que aquecem a alma e preenchem todos os pedacinhos do coração!
:)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

De fevereiro a fevereiro



Isso do Amor...



Assim, com maiúscula, à séria, de verdade, do tipo que não se encontra por aí ao desbarato, é coisa difícil de definir. Como tens certeza se é Amor isso que sentes? Como sabes se não tem prazo de validade? Que não se esgota, que não te foge pelos dedos à medida que o tempo, esse capataz dos sentimentos menores, o chicoteia com desilusões, com feridas, com pequenas mágoas que se desculpam mas não se esquecem, com a rotina dos dias que sem darmos por isso se tornam iguais, com falta de paciência, com o tomar por certo o outro, com a tentação do incerto, com a paixão, que essa todos sabemos, acaba por ir embora?
Não sabes. Não tens a certeza. Não podes garantir.
É por isso que é tão bom.
É por isso que o idealizas, o procuras, vais atrás, crias expetativas, te desiludes, voltas a acreditar, dás um salto de fé, te entregas, deixas levar e rezas para que tudo corra bem.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

De dentro para fora



É o exercício que tenho tentado fazer e que, devagar devagarinho, vai dando os seus resultados.
Não emagrece, mas torna-me mais firme. Não faz desaparecer a celulite mas diminui a vulnerabilidade de certos estados de espírito.
Basicamente é interiorizar que quando as atitudes dos outros não me agradam ou não correspondem ao que eu acho certo ou suposto, não me compete a mim tentar mudá-las. A única coisa que eu posso realmente mudar é a forma como lido com elas. E a forma como eu lido com elas terá de ser sempre, mas sempre, fiel a quem eu sou, ao que me faz sentido e faz sentir bem. E nunca, mas nunca, para provar o quer que seja, seja a quem for - ou de fora para dentro.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cada um sabe de si






"Com alguma facilidade fazemos juízos de valor sobre outro casal que conhecemos, mas na grande maioria das vezes a nossa avaliação está errada. Porque é pontual. A relação será tão mais saudável e feliz quanto satisfeitos e felizes se sentirem os elementos que a constituem."
Mónica Bento Nogueira, psicóloga clínica.

É por isso que cada vez mais me abstenho de comentar, julgar, cobrar ou criticar o quer que seja sobre a vida dos outros. Aquilo que vemos e sabemos (ou achamos que sabemos) é só uma ínfima parte daquilo que realmente se passa. Para o bem e para o mal.