quarta-feira, 29 de julho de 2009

Chocaholic

Uma das gavetas da minha secretária lá no Bunker contem:
- Um croissant de chocolate
- Um twix
- Um pacote de leite chocolatado

Acham que isso diz alguma coisa sobre mim, ou nem por isso?

P.s- Na mesma gaveta encontra-se ainda pasta e respectiva escova de dentes, a que dou uso frequente.

terça-feira, 28 de julho de 2009

I Get Lonely

Hoje jantei sozinha.
Não é novidade, pois não. Janto sozinha muitas vezes, quase sempre. Mas hoje jantei mesmo sozinha.
Sem televisão a fazer companhia, sem rádio, sem pc à minha frente, sem sequer mexer no telemóvel e responder a msgs em atraso. Jantei de garfo e faca, mesa posta, janela aberta e silêncio total. Só eu e eu.
E eu, a sôdona "all by myself", que gosta é de estar sossegada, que vive segundo o lema: "Não me chateiem que eu também não chateio ninguém!", que tanto aprecia o seu espaço, o seu tempo, a sua solidão, dei por mim a perceber que sinto falta de companhia.
Não é de estar acompanhada... isso é bem diferente. Continuo a ser 100% fiel ao velhinho ditado tão sábio, e a preferir estar só do que mal acompanhada. Mas sinto falta da companhia certa.
Daquela com quem tenho vontade de jantar, frente a frente, de rir, de contar como foi o meu dia, de ouvir como foi do outro lado, de comer só com o garfo porque a outra mão está entrelaçada com outra, de arrumar a cozinha a meias enquanto continuamos a conversar porque com a companhia certa o assunto nunca se esgota. De ficar em silêncio, no mais profundo silêncio, porque na companhia certa o silêncio nunca é ensurdecedor, nem se torna incómodo. De fazer tanta coisa que sempre gostei de fazer, mas entretanto esqueci de como se faz.
Talvez não tenha esquecido. Mas deixou de ser prioridade. A prioridade passei a ser Eu, sozinha, comigo mesma. A fazer todas as coisas que muita gente tem medo de fazer sozinha. A mim nunca me meteu medo... sentia mesmo necessidade de o fazer. Perceber quem era a Rita por si só. Gostei do que descobri, quase sempre. E descobri que é motivo de orgulho gostar muito da minha própria companhia, mas sobretudo que não é motivo de vergonha assumir que se sente falta da companhia de outrém. Da certa.

P.S- A música da Janet que dá título a este post está a tocar em repeat over and over again aqui no pc da menina.

domingo, 26 de julho de 2009

Let's go!!

Há várias maneiras de recomeçar.
Há quem recomece sem sequer dar conta disso.
Há quem passe por todo um processo de mentalização e consciencialização até dar o grande passo de recomeçar.
Eu recomeço em silêncio. Consciente mas sem grande mentalização. Sinto que está a chegar a altura... e vamos a isso! Estou a recomeçar. Outra vez. Nova fase, nova etapa, novos objectivos, novas motivações. E gosto quando isso acontece.
Afligem-me as rotinas, a estagnação, a perda de entusiasmo, a tentação do virar as costas.
Afligem-me as energias negativas de outrém que tenho tendência a absorver, vai-se lá saber porquê.
Aflige-me perceber que começo a ver problemas e obstáculos com demasiada antecedência e que esse tempo de ansiedade devia ser dispendido a ter pensamentos positivos, e a esforçar-me para que tudo corra pelo melhor.
Desta vez recomecei a fazer 300km em silêncio. Cheguei a casa e o silêncio permaneceu pois que estava vazia. Fifs fora por tempo incerto, mas feliz, e é isso que importa. Vesti pijama cheiroso e novo, mudei lençois da cama, pus roupa para lavar, desfiz a mala que no último mês foi feita e desfeita vezes sem conta, comi qualquer coisa e vim até aqui. Cantinho abandonado, mas não esquecido. Fiquei sem vontade de falar de mim por uns tempos, só isso. Estive mais ocupada a viver, de facto, do que a pensar e escrever sobre a vida.
Amanhã, bem cedo, recomeço.
De cabeça erguida, sorriso nos lábios e pensamento mais do que positivo. E muito, muito importante: sem olhar para trás.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ponto da situação

- Continuo em luto pelo MJ e a ouvir músicas do dito over and over again.

- A Kika casou, teve o dia de princesa com que sempre sonhou e que tanto merecia. Estava linda, correu tudo tão bem, e as fotos que vi hoje mostram isso mesmo. Que a felicidade dos noivos naquele dia se repita e multiplique todos os dias das suas vidas.

- Fui à Madeira. Aproveitei e vivi ao máximo cada momento. Dias de revelação. Não morri de amores pela poncha, e vinho da Madeira tem de ser bem doce. Já o bolo do caco conquistou o meu coração, e enjooei de tanto peixe que comi. Dou muito mais valor à Fifs e "bixas voadeiras" em geral, depois da aterragem mega atribulada em Lisboa, onde aquela lata abanou por tudo quanto é sítio e me fez ficar sem pinga de sangue! Boa querida, és a maior!

- Mudança de visual. Cabelo com direito a extreme makeover do qual ainda não me habituei. E foi psicologicamente doloroso, é só isso que tenho para dizer.

- Fui ao Algarve e soube-me pela vida. Descansar, passear, comer bem e ser tratada como uma princesa pequenina, junto daqueles que me querem bem. Que bom que é...

- Momentos de nostalgia e lágrima no olho, ao voltar aos lugares onde já fui muito feliz. Lugares que permanecem iguais, como um quadro, onde se viveram momentos descontraídos, sem nunca imaginar que nunca mais se iriam repetir. Saudades que doiem, que não são tão boas como se costuma dizer.

- Saúde em baixo. Desde paragens de digestão, a cólicas fortes, a um cravo/sinal que carinhosamente apelidei de "a minha merda" que resolveu infectar e me anda a deixar com os nervos à flor da pele.

- A Fifs fez anos! Dêm-lhe os parabéns, mesmo que atrasados, se faz favor. E teve um B day que eu sei que vai relembrar sempre com um sorriso. E ela bem que merece! Isso e muito mais.

- Vontade de regressar ao sul.

- Saudades deste meu cantinho.

E é isto.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Peter Pan


Não sei se recordam de um post há tempos escrito por mim em que confessei que quando era canina me queria casar com o Michael Jackson, que fazia parte do meu imaginário de criança e de adolescente, como um homem peculiar, excelente dançarino, músico brilhante que não queria crescer e que adorava crianças. Foi sempre assim que o vi...
O meu maior desgosto foi quando em 92 não pude ir ao concerto, embora com bilhete...
O MJ era brilhante, dançava como ninguém, fazia sons nunca dantes vistos, tornou-se conhecido por ter ficado branco, quando na verdade tinha nascido preto em Indiana.
A mim isso nunca me interessou. Sempre o achei um artista fabuloso, ímpar e sem igual. Sempre me assumi super fã, sempre o defendi nas excentricidades dele e tenho todos os álbuns inclusive alguns vinis. já tinha imaginado o MJ velhinho... Pelos vistos não vai acontecer...
=(

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Keep on moonwalking...

O som era ensurdecedor. O meu coração batia acelerado e compassado com o ritmo da música que parecia tomar conta de mim. Tinha 8 anos mas se hoje se repetisse vibraria com a mesma intensidade. Ele estava tão longe, não era mais do que um pontinho luminoso lá no fundo, que deslizava de uma ponta para a outra do palco. Nos ecrãs conseguia ver em grande o chapéu, a luva, a calça que deixava as meias brancas bem à mostra, os sapatos pretos.
Tinha o Michael Jackson à minha frente.
Faltei às aulas de propósito e fiz 300km para o ir ver. O meu primeiro concerto, do meu grande ídolo, na companhia da minha mãe e do meu pai. Nunca mais se repetiria.
Nunca tinha estado num lugar com tanta gente. Faltava-me o ar de emoção, de entusiasmo, de excitação, de felicidade por estar ali, por estar tão perto dele, por poder ver aquele espectáculo. Ninguém da minha idade, dos meus amigos, sabia sequer quem era o Michael Jackson.... eu não só sabia quem era, como tinha todos os cd's dele, cantava as músicas a plenos pulmões sem fazer ideia de como pronunciar correctamente as letras, e imitava-o a dançar o tempo todo.
Michael Jackson foi o meu primeiro ídolo. Adorava as músicas dele, achava genial os videoclips, ficava completamente paralisada com as coreografias que gravava via e revia vezes sem conta.
O resto não me interessa. Se era preto ou branco. Se era pedófilo ou inocente. Se era uma aberração ou um génio.
Era, é, e será sempre uma grande referência da minha vida. De uma infância repleta de músicas cheias de ritmo e melodias de embalar, de uma adolescência de quarto com porta fechada com cd em repeat. De uma fase adulta em que vibro quando em qualquer discoteca tocam o remix do Billie Jean ou do Bad.
No passado fim de semana o meu pai pôs um dvd a tocar de propósito para mim, da tour anterior aquela que o trouxe a Portugal, em 1992. Revivemos memórias dessa noite de Setembro onde, de colar fluorescente na cabeça, e às cavalitas de um rapaz com cabelo cortado à "tropa", bati palmas e cantei, e senti que aquele momento ia ficar guardado para o resto da vida.
Ficou, e vai ficar...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Just be yourself

De certeza que em algum momento da vossa vida, por algum motivo concreto ou por nada em especial, já se perguntaram: "O que é que os outros pensam de mim?".
Que imagem deixamos transparecer para aqueles que nos rodeiam?
E aquilo que nós achamos que os outros pensam de nós... será que corresponde à verdade? Ou deitamos um bocadinho de areia nos próprios olhos, e optamos por achar que aquilo que os outros vêm, é aquilo que nós gostávamos que eles vissem??
Por razões que podem ser sociologico/antropologico/culturalmente explicadas e que não vêm aqui ao caso, durante toda a minha adolescência e alguns anos da considerada já fase adulta, sempre me preocupei com aquilo que pensavam de mim. Não em demsia ou de forma excessiva, mas na dose certa perante o cenário em que estava.
Preocupava-me, e muitos dos meus comportamentos eram regrados com base não só na educação e valores que me foram transmitidos, mas em última estância, e em caso de dúvida, optar sempre pelo "socialmente correcto", pelo mais discreto possível e que não desse azo a grandes alaridos.
Curiosamente, acho que nunca deu muito resultado porque mais uma vez, por este ou outro motivo que também não é para aqui chamado, meia volta e havia algum zum zum zum com o meu nome... fosse porque fiz madeixas, porque estava magra demais, ou porque começava ou terminava algum namorico. Não esquecendo nunca que me refiro a um contexto de cidade pequena, onde toda a gente se conhece e onde as novidades são poucas, daí o simples facto de eu ter uma foto em bikini no hi5, ou até mesmo a existência deste blog, ser, eventualmente, motivo de conversa.
Sem querer perder o fio à meada, hoje dei por mim a pensar em como mudei, ao longo dos anos, do tempo, e como as vivências me moldaram e sobretudo me tornaram muito mais segura de mim mesma.
Ao entrar há 3 meses para uma empresa pela primeira vez, e conhecer pessoas novas, quase todas mais velhas, com as quais iria ter de lidar todos os dias, durante bastantes horas, conhecê-las e dar-me a conhecer por mais superficial que seja, mas que a convivência acaba por obrigar, nunca pensei nem me preocupei uma única vez com "o que é que eles iriam achar de mim?".
Percebi que só hoje, passados 3 meses, pensei realmente no assunto. Porque em 3 meses há pessoas com as quais ainda hoje não troco muito mais do que um "bom dia" quando chego, e um "até amanhã" quando saio, mas que hoje me disseram que já faço parte da mobília e que se fosse embora agora iam notar a diferença. Não estava à espera, confesso, e soube-me bem.
E pensei que em momento algum me esforcei o mínimo que fosse para que gostassem de mim. Para que me aceitassem. Para ser algo que não sou. Entrei tímida e calada, como sou sempre quando não conheço. A falar pouco e só quando necessário, como faço sempre quando não estou no meu ambiente natural. A dar-me a conhecer aos poucos e só quando me perguntavam, porque continuo a ser fiel ao meu lema de que "quem quiser saber, pergunta!". Preocupava-me que gostassem do meu trabalho, que me saísse bem e não fizesse asneira, que desse o meu melhor e que esse esforço fosse reconhecido.
Mas nunca pensei se eles me achavam xoxa, antipática, convencida, insegura, tímida, mal encarada ou se simplesmente, e porque sim, não gostassem de mim. Coisa que sei que há muito tempo me iria preocupar.
Hoje dei este conselho a alguém que conheço há pouco tempo, mas por quem já nutro um carinho especial, pelo que temos em comum, por ter sido a primeira pessoa com quem falei mais desde o início: "Sê tu própria. Não dês importância ao que não tem. Não penses demasiado nas coisas. Nem te preocupes com aquilo que os outros acham ou pensam de ti, desde que estejas com a consciência tranquila". E foi aí que percebi o quanto cresci nos últimos anos. Porque é exactamente isto que eu tenho feito, sem ter grande consciência disso, mas que me tem ajudado imenso nas coisas mais distintas que vão surgindo:
- Afastar o que não interessa;
- Valorizar tudo que há de bom que acontece e que me rodeia;
- Não querer provar nem impressionar ninguém a não ser a mim mesma;

É tão fácil, não custa nada... e não dá milhões, mas tem-me valido milhões de vitórias que só eu sei!