segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Comunicação


É a primeira coisa que aprendemos a fazer na vida: comunicar.
O engraçado é que, assim que se começa a crescer, a aprender as palavras e o seu significado, e realmente se começa a falar, mais difícil se torna saber o que dizer. Ou como pedir aquilo que precisamos.
No fim do dia, há coisas sobre as quais simplesmente não conseguimos deixar de falar.
Coisas que não queremos ouvir.
E há coisas que dizemos porque é insustentável continuar em silêncio por mais tempo.
Algumas coisas valem não tanto pelo que se diz mas sim pelo que se faz e como se faz.
Outras coisas dizemos porque não temos escolha.
Há coisas que guardamos para nós.
E não muito frequentemente, mas de quando em vez, algumas coisas simplesmente falam por si.

domingo, 24 de janeiro de 2010

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Há dias assim.
Em que não há nada para dizer, tão pouco para escrever.
Mas também nada para ouvir.
Nada a acrescentar.
Está tudo bem, sim está. Mas hoje estou bem é em silêncio. Porque sim...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Secret Single Behaviour


Há comportamentos que não são reproduzíveis.
Que tudo o que não precisam é de assistência, plateia, audiência nem tempo de antena.
Daqueles que quem mora sozinho há algum tempo tem, uma especie de ritual de conforto, de manias, de pequenos luxos, que não o sendo nos dão um prazer imenso. Coisas de cada um, à sua medida, para ser vivido consigo mesmo, no seu espaço.
O que se faz em casa, de portas fechadas, quando não está mais ninguém, pode revelar bastante sobre a personalidade de cada um. Sobretudo quando esse tempo a sós é escasso, e por isso se tenta aproveitar ao máximo aquelas horas de total liberdade dentro do próprio lar.
Desde ver reality shows daqueles mesmo muito maus, a comer gelado directamente da embalagem e voltar a pôr no congelador, vestir aquele pijama velhinho e cheio de borboto, ou roupas largas, que não combinam mas que são tão confortáveis, andar nu pela casa, cantar em plenos pulmões, por piores que sejam os dotes vocais, beber um copo de vinho sozinho, ouvir aquelas músicas dos anos 90 que nos fazem lembrar a adolescência e de quando suspiravamos pelos meninos das Boysband, máscaras faciais daquelas bem verdes, ler revistas cor de rosa ou procurar na net modelitos que possam ser reproduzíveis com aquilo que temos no nosso armário, espremer pontos negros e borbulhas à frente do espelho...
Enfim, nenhuma destas coisas parecem ser estranhas quando se escreve sobre elas, e na verdade não o são, não estou a falar de nenhum "freakshow" nem nada que envolva actos de taradice ou equilibrio mental duvidoso (se era isso que pensavam no início do texto, lamento desapontar!). Até porque não é essa a razão pela qual são secretas. A magia está no facto de que, ao acrescentar outra pessoa ao cenário diminui inevitavelmente o prazer que dá fazê-las sozinho, e é por isso mesmo que gostamos tanto desses "mini-fetiches", sejam eles quais forem. Não são apenas coisas que se fazem sozinho, mas que se faz para si próprio... e que sabem tão bem!
E vocês? Que tipo de SSB têm? Partilhem lá... não doi, é de borla, e eu não conto a ninguém!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Are we there yet??


Tenho saudades da Primavera.
Quem não tem, não é? Normalmente eu. Eu que adoro o Inverno e que aqui já disse e repeti milhares de vezes o quanto sou uma "Winter person", e que não desespero por Verão, nem praia nem o aspecto de frango assado a partir de Março.
Mas este Inverno está a custar a passar. Logo este que começou mais tarde, que tarde veio o frio, a chuva e os dias cinzentos. Logo este que ainda não fui uma única vez à neve na minha Estrela, não bebi chocolate quente na Torre, não atirei bolas de neve, não fiquei com o nariz e as mãos congeladas, não fiz sku, (sim, é sku, não ski) não fiz Todo o Terreno nocturno, não ouvi a neve estalar debaixo dos meus pés, não almocei no Sabugueiro as minhas adoradas "Batatas à Pastor" uma única vez, não andei de patins no gelo, não me sentei à frente de uma lareira na companhia de um belo copo de vinho tinto e uma boa conversa.
Talvez por tudo o que não fiz neste Inverno ele me esteja a custar tanto a passar. E a vida cá fora está a passar rápido, muita informação, muitas mudanças, muitas escolhas novas, muitas surpresas, tudo muito rápido. Mas o Inverno não.. está lento, está demorado.
E talvez também por tudo estar finalmente a avançar depressa na minha vida, eu esteja nesta ansiedade de Primavera, de dias de sol, de passarinhos a chilrear, de borboletas no ar (e na barriga, porque não?!), de menos casacos, de dias mais longos, de passeios na praia com a areia ainda fria, de piqueniques, de viagens com os vidros todos abertos, música alta e cabelos ao vento, com passeios de balão de ar quente, com por do sol numa esplanada, com serões ainda frescos, de mantinha no sofá, mas só pelo conforto e não pelo frio... uma vontade de que a estação mude, e fique igual ao que vai cá dentro.
Porque cá dentro... já é Primavera!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

(Des) ilusão


Isto, deixou-me a pensar que a Desilusão, para além de um substantivo abstracto feminino, é uma variável inversamente proporcional.
Quando menos estamos à espera, maior é a desilusão.
De quem menos esperamos, maior é a desilusão.
Quanto menos queremos acreditar e a aceitar que de facto aconteceu, maior é a desilusão.
E não há nada a fazer quanto a isso. É tão certo como a lei da gravidade.
E a desilusão é um sentimento que se vive de pés bem assentes na terra. Todos os dias, todas as horas, todos os minutos que nos lembramos dela.
É uma decepção, um desengano. Mas sobretudo uma grande frustração por si e pelo outro.
Por si que esperava X e recebeu Y. Pelo outro que não percebe como é que nós esperavamos X e não Y.
Por si que fica com o coração apertado e põe em causa milhões de outras variáveis como o tempo, o espaço, os sentimentos e a vida que se partilhou com o outro. Pelo outro que no seu silêncio se acha dono da razão e no direito de assim permanecer.
Por si que sabe como se sente. Pelo outro, por não saber o que ele sente.
Não sei se há solução para esta equação. Quem me dera que fosse uma regra de 3 simples! Onde um valor está para outro, tal como outro está para X!
Mas sei que o primeiro passo é que haja vontade de achar a solução. De curar, de remendar, de refazer. E para isso não se pode fingir que nada aconteceu e que nada se passou. Não se pode agir perante a desilusão como se ela não doesse, não estivesse cá. Não se pode continuar a chamar a incógnita de incógnita.
Eu prefiro encarar de frente. Sempre.
Viro as costas a muita coisa na vida. Quase sempre ao que não me interessa. Mas o resto encaro. E pergunto, e chamo as coisas pelos nomes. Meto o dedo na ferida e peço satisfações. Quero saber o que vai do outro lado, tal como quero que saibam o que vai do meu!
Mas tenho o direito de ficar na bolha, tal como o outro também tem pelo tempo que lhe apetecer.
Não fujo, nem finjo que nada se passou.
Por isso estou aqui... para o que der e vier.

Vá de metro, forças do mal!


Em 3 dias já tive direito a:

- febre;
- dor de ouvido;
- molha intensa com bonus de pés ensopados durante horas a fio;
- paragem de digestão;
- acordar e "bolsar" (sim, as Princesas bolsam, não vomitam!);
- ligeiras alucinações envolvendo sons e actividades paranormais;
...
Posto isto agradeço a quem me rogou a dita praga de me querer deixar na cama à força toda, que pare de se esforçar porque NÃO VAI CONSEGUIR.
E se duvidas restavam de que "elas andam aí", hoje o sol voltou a brilhar, mas ligeiros chuviscos vão dando o ar da sua graça de quando em vez, e até já vislumbrei um arco-iris sobre o Tejo.
Diz que são elas, as outras, que se estão a pentear. Não faz sentido nenhum, mas é o que o povo diz. E voz do Povo é a voz de Deus!
Corações ao alto e as melhoras para mim!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mentaliza-te de uma vez:


- Acordar cedo custa a todos.
- O pior são aqueles primeiros 10 segundos de instinto assassino onde ouves as primeiras notas do "Man in the Mirror", carregas na tecla para parar, respiras fundo e te levantas. São menos de 10 segundos se não pensares... por isso, não penses!
- Levanta-te e corre para o W.C.
- Água a ferver.
- Aquele champô, aquele amaciador, aquele gel de banho.
- Depois do banho o sofrimento é menor.
- Evita contacto de qualquer tipo com qualquer entidade que atravesse o teu caminho.
- Escolhe a roupa no dia anterior. Tem uma ideia pelo menos. Diminui o nível da neura.
- Faz a cama sem te marterizares com a ideia: "Hoje deito-me às 21h!". É um mito. Aceita.
- Come um bom pequeno almoço enquanto vês as notícias e ligas o pc.
- Não te ponhas a pensar nesta vida e na outra e nas "vozes" que te invadem o pensamento enquanto secas o cabelão.
- Põe aquele perfume.
- Respira fundo outra vez.
- Sai para a rua e não penses que só voltas prá cama dali a 12 horas.
Tá certo? Tá.
Agora vai dormir que já passam 3horas das 21h e só faltam 7h:30m para te levantares.
P.s- Não faças as contas de 15m em 15m. Não ajuda.