sábado, 9 de abril de 2011

Fim de semana #2


Era menina para passar todo o santo fim de semana assim... se me deixassem...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Fim de semana


É que estou mesmo a precisar...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Gira e boa


Ele há experiências que ficam para a vida. Para contar aos netos, aos amigos, aos conhecidos e até desconhecidos, de cada vez que se falar no assunto X. Ontem passei por uma dessas: andei de helicoptero pela primeira vez.

Estava numa alegria que dava gosto. O cenário não podia ser mais perfeito - sobrevoar Sintra, com partida e aterragem nos jardins do Palácio de Seteais. Paisagem linda de morrer, recepção com poupa e cirunstância, sumos vários, travesseiros e queijadas... tudo o que se quer. É chegada a vez do passeio e lá vai ela, em passo acelerado para dentro da máquina. Tirar fotos com look de Top Gun, muitos sorrisos e o coração acelera. O sr. piloto avisa: " Ah e tal que isto hoje está um bocadito de vento, é capaz de abanar..."

Quando dei por mim já estava a uns bons metros do chão, e a sensação era maravilhosa... até que ele começa a virar, a inclinar, a balançar por todos os lados. Digamos que os primeiros 10m da viagem (que durou 25), foram bons. Tirei fotos, filmei, vi a paisagem, achei lindo de morrer! Quando estávamos a entrar no Cabo da Roca é que a coisa mudou de figura... aquilo abanava tanto, mas tanto, que o sr. piloto teve a bondade de partilhar, e passo a citar: "Ehh lá! Está tanto vento que até o GPS ficou descontrolado!!!" enquanto ouviamos do lado de lá dos phones, a torre de controlo a avisar para voltarmos, para não passar os mil pés, para isto e para aquilo. Ora aqui esta menina automaticamente entra num estado que não sei bem definir, mas que incluia suores frios, tonturas, enjoo, sensação constante de desmaio e as mãos completamente dormentes. Toca de enfiar açucar na boca, fechar os olhinhos e pedir a todos os santos para que voltasse a terra firme. O que só aconteceu (pareceu-me a mim) passada uma eternidade!

Ainda estou para perceber o que se passou com a minha pessoa, se foi "nervos", como dizia uma das colegas de vôo, se foi "enjoo", como dizia a outra que, no final também já vinha agarrada ao saquinho de vómito, ou ainda um "problema do ouvido interno" como dizia a outra que ficou sentada ao meu lado durante o almoço, e que não conseguiu comer absolutamente nada, porque ainda não tinha recuperado das voltas que o estômago deu.

E pronto, serviu para aprender a lição de que, às vezes há coisas que achamos que vamos adorar, que podem ser experiências únicas, e que, se calhar, até vão ser mesmo, porque esta que vos escreve tão cedo (porque não gosto de dizer nunca) não volta a entrar num bixo daqueles!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Airbag


Há coisas que fazemos na vida que causam impacto. Maior ou menor, por serem diferentes, por se destacarem (para bem ou para o mal), inesperadas, por contrastarem com o padrão dito "normal", por serem motivo de orgulho ou vergonha, tanto faz. São coisas às quais é impossível ficar indiferente. E é giro ver como o mesmo acontecimento pode ter impactos tão diferentes, de pessoa para pessoa: Há aquelas que ficam genuinamente felizes e demonstram-no sem pudores. Há aquelas que ficam curiosas e não descansam enquanto não esmiuçam o que houver para esmiuçar, mas fingem que não sabem de nada. Há aquelas que tentam fingir que não estão interessadas mas até acabam por querer saber, para depois falar mal, fazer considerações e comentários completamente despropositados fruto de muita frustração. E há aquelas que simplesmente não são capazes de lidar com as coisas boas que acontecem aos outros, e por isso desvalorizam, deliberada e intencionalmente, numa tentativa de mostrar que aquilo que ele fez não é tão importante assim. Esta última postura, em tempos, era a que mais me magoava. Não entendia porquê, feria-me de facto aquela falsa indiferença, aquela incapacidade para lidar com as alegrias de quem supostamente queriam bem.

Hoje esse é um comportamento que, lá está, não me é indiferente. Percebo perfeitamente os sinais, as (in)directas, as bocas subtis, os reparos e a "indiferença" camuflada. Mas já não me doi como antes. Já não fere, nem me apanha de surpresa, não me desarma nem melindra. Lamento, não era suposto ser assim. Mas é. E por isso há que arranjar defesas e não cair no mesmo erro vezes sem conta: esperar dos outros aquilo que eles simplesmente não podem (ou não querem) dar. Porque ao fazê-lo sentem-se menos bem consigo próprios, como se algo lhes faltasse, algo que nem sabem bem o que é... Ao celebrarem genuinamente a felicidade do outro percebem a ausência da sua, e isso custa.

A mim também me custou aceitar isto durante algum tempo. Mas agora criei defesas, um airbag, que não deixa que a frustração dos outros cause impacto na minha felicidade.

Quando me lembrar de mais coisas volto cá


Tenho sono.

Estou cansada.

O Benfica perdeu.

O Porto ganhou.

O Porto é campeão.

O cheiro dos autocarros mata-me.

Não tenho roupas giras para vestir.

Estou chateada com a minha franja.

Ui ca neura!


Para já é só isto.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Supimpa!!


Tenho alguma dificuldade em lidar com elogios.

Fico corada que nem um tomate, nunca sei o que dizer, não gosto de me sentir o foco das atenções. Mas sem dúvida que é das melhores coisas que há. Quando menos esperamos, quando são sinceros, desinteressados, e sobretudo merecidos. Venham eles!