domingo, 27 de dezembro de 2009

Balanço

Depois de um 2009 repleto de libertações, revelações e sobretudo grande consciência de quem sou sozinha, por mim, sem muletas, sem amparos nem refugios emocionais (positivos e negativos), sem depositar nos outros a responsabilidade de ser feliz, nem a culpa da minha infelicidade. Depois de ir lá ao fundo, lá onde achava que já tinha ido, mas afinal não... Lá onde se ouvem as verdades e se encara a realidade de frente, sem eufemismos, sem floreados, sem passarem a mão na cabeça. Depois de perceber que tenho quem goste de mim a sério, como eu sou, quem esteve lá no minuto e hora certa, durante muitas horas, durante muito tempo, que ouviu em silêncio, que aceitou apesar de não perceber, que me deu um voto de confiança, apesar de no fundo eu saber que tinham um pé atrás e receio que ainda não fosse desta. Depois de ter provado a mim mesma que afinal foi mesmo desta. Depois de ter sentido um orgulho imenso da minha capacidade de trabalho, de empenho, de brio e vontade de chegar mais além, de fazer bem feito, e cada vez melhor. Depois de aceitar que me falta espírito de sacrifício, lutar ainda mais e com mais convicção, ser mais responsável, mais determinada e competente. Depois de descobrir que apesar de estar constantemente a dizer que não tenho instinto maternal e que não me imagino com filhos, sou hoje mais Mãe na prática e vivo esse papel intensamente dia a dia, do que quem adora criancinhas e sonha dia e noite em pôr lacinhos no cabelo das meninas, e levar os meninos aos treinos de futebol. Sonhar e projectar é uma coisa. Sentir na pele a responsabilidade de ter pessoas ao nosso cargo, a dependerem fisicamente e emocionalmente de nós é outra muito diferente. Afinal tenho instinto maternal, e sei que vou ser uma excelente Mãe... um dia.
Depois de separar o trigo do joio. Depois das noitadas, das viagens de taxi, das festas, de rir muito, de dançar, de conhecer e falar com este mundo e com o outro mais cor de rosa, cor de morangoska, cor de daiquiri, mil cores porque felizmente não sou daltónica. Depois de fazer novos amigos, dar-me a conhecer e conhecer sem estar à procura. Depois de dar 2ªs oportunidades. Depois de chegar à conclusão do quê e de quem sinto realmente falta. Depois de dar muito valor a alguém do meu passado que nunca deixou de estar presente. Depois da emoção de ir ao casamento de 2 grandes amigas e da alegria imensa de saber que outra está grávida e que vou ser "Tia emprestada" pela primeira vez. Depois de ver uma outra amiga encontrar o que achava não lhe estar reservado. Depois de ver ainda outra erguer-se das cinzas qual Fénix e construir o seu Reino sozinha, por si, e consigo mesma. Depois de fazer uma nova amiga que de virtual já tem muito pouco, mas que me lê, me escreve e compreende tão bem. Depois do orgulho que sinto pelos meus irmãos, por serem quem são e como são.

Depois de tudo isto... "FOCAR" é a palavra chave para 2010.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mais do mesmo?!?


É quando menos esperamos que as coisas vêm ao nosso encontro: as pessoas, as verdades, as emoções, os segredos.
É quando não queremos saber, já nem pensamos muito no assunto, ou pura e simplesmente como a minha avó diz tantas vezes, quando "mais estamos longe das ervilhas" que somos confrontados com o que não esperavamos.
Às vezes era melhor ficar na ignorância reconhecida. "Olhos que não vêm, coração que não sente", não é assim?
Quando sabemos demais, pensamos. E quando pensamos podemos estar a pensar tão errado... a queimar neurónios preciosos, a cada minuto que passa, a construir cenários de hipóteses e possibilidades. A fazer rewind e tentar perceber exactamente o que do outro lado se terá pensado e sentido. A fazer flashforward e tentar adivinhar como seria ou será daqui a um tempo se agirmos assim ou assado.
É quando se pensa que já se viu e ouviu de tudo, que somos supreendidos e alguém lá em cima que gosta muito de brincar e soltar umas valentes gargalhadas à nossa custa diz: "Ai é? Achavas que já tinhas tido a tua dose? Então pega lá e não digas que vens daqui!"
E eu tudo bem.
Eu até acho uma certa graça. Às vezes. Outras não acho muita. E preferia continuar na ignorância. Assim, de olhinhos fechados, na minha bolha de magia de sorrisos e piadas interiores, só minhas e cheias de ironia. Não preciso saber mais do que aquilo que já sei... a sério. Está bom assim! Nem preciso conseguir prever exactamente o que de lá vem, mesmo antes de chegar! Palavra que dispenso.
E também não preciso que daqui a um tempo, quando já me tiver esquecido daquilo que veio ao meu encontro hoje, as pessoas voltem a insistir, porque acham que eu me esqueço, e voltam à carga. Porque é que o fazem? Não sei. Mas também não me interessa.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ídolos


Anteontem pela primeira vez vi os "Ídolos", obrigada, obviamente já que estava num quarto de hotel, e o poder do comando não era meu... Duas horas agoniantes, não pelos cantores mas por aquele júri ridículo que é repetitivo, percebe tanto de música como eu e pura e simplesmente não se sabe expressar. Aquele júri que padece de complexo de inferioridade, porque somos um país tão pequeno, porque apesar de tão bons músicos são eles os responsáveis por "so called" artistas como o João Pedro Pais, Pedro Kima e outros que tais. Porque apesar de termos tão bons músicos, cantem eles em inglês ou em português ou em krioulo o grande grosso do dinheiro e da notoriedade vai para os actores e actrizes das novelas que nunca hão-de ser boas. De uma total rigidez e inexpresividade seguida de uma grande falta de imaginação e retrato totalmente irreal de uma sociedade de aparência.
De regresso aos ídolos... Podem-me dizer que o franchise do programa exige sempre um mau da fita. Um Simon Cowell. Aceito. O problema, no formato português, é que o mau humor e a tromba do "todos me devem e ninguém me paga", passa a vida a mudar. O júri é fraco e enerva-me. O que ainda se aproveita é aquele trompetista, o único que tem formação de músico e que pode até perceber qualquer coisa de música. Podem-me falar que o dito showbizz também é importante mas um homem que critica a prestação de um concorrente porque ele, numa malha recente e ritmada dança e canta é dose.
Assim desejo desde já a maior das sortes aos concorrentes. Há boas vozes, há pessoas deslocadas e muito "made" mas há boas vozes e boas figuras. Quanto à forma como o nosso povo vive a música... Vamos aceitar que (in)felizmente temos um grande caminho a percorrer. Temos artistas vivos que nos podem despegar da nostalgia de Amálias e afins e até nos permitem reinventá-la. Temos uma língua mãe forte que se torna demasiado rígida para representar mas que dá canções de amor lindas. E o amor vende.

By the way o cheek to cheek não é só uma música de iogurtes. É uma música de um filme chamado Top Hat, protagonizado pelo Fred Astaire e mais tarde é interpretada pela Ella Fitzgerald. Sr. Pedro Whats Your Name, da próxima vez tome um alka seltzer ou peça um aumento. E já agora peça umas aulas de tacto. A sua profissão devia excluir contacto com pessoas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A reter da entrada nos 26:


- Beijos à meia noite em ponto do meu Pai e da minha mana Ju;
- Telefonema do meu irmão meia hora depois... compensado por mil telefonemas durante todo o dia onde me desejou os Parabéns no fim de cada frase pronunciada;
- Telefonema de Copenhaga, ensonado e desorientado, de quem pôs o despertador a tocar de propósito a meio da noite só para me dar os Parabéns (obrigada, Fiiiifs!);
- Telefonema de alguém acabado de chegar a Punta Cana, onde eu ponderei estar também...;
- Acordar feliz, realmente feliz, com a melhor musica do mundo a sair de minha casa para toda uma cidade que já cheira a Natal;
- Almoço com a minha avó;
- Risos e gargalhadas com a minha irmã;
- 3 velas que se mantiveram acesas apesar do vento gelado, uma por cada filho que Ela guia e protege;
- Brinde entre amigos de sempre, de muitos outros aniversários, com Bolo e champanhe surpresa levados por duas grandes amigas do coração; (Adorei o gesto, o carinho e a atenção. Devo estar mesmo mais crescida para ter contido a emoção. Obrigada Maria e Sara...mesmo.)
-As flores, as prendas maravilhosas e os mimos vários que recebi durante o dia. E ainda as dezenas de sms, telefonemas e mensagens via facebook, mais os e-mails que fizeram com que durante 24horas me sentisse realmente uma Princesa. É exactamente essa a minha parte preferida de fazer anos... perceber o quanto as pessoas se lembram, e se dão ao "trabalho" seja de que forma for, de me dar os parabéns. Obrigada a todos!!
- Chegar ao fim do dia e perceber que, pela primeira vez, em muitos anos, no meu dia, a personagem principal fui Eu. Mais ninguém. Não esperei que alguém fizesse do meu dia mais ou menos feliz. Não dei esse poder a ninguém, e essa foi a principal lição, e talvez a mais importante desde há muito tempo.
- Antes de adormecer, a última coisa que fiz foi escrever um mail a alguém muito especial a retratar-lhe o que estava a sentir naquele momento. Vou transcrever aqui uma parte que sei que esse alguém não se importa que eu partilhe:

"Também percebi que gosto mais de mim hoje, do que quando tinha 20 anos. De que sou mais segura, mais estável, mais responsável, mais tranquila. Sou mais culta, mais interessada e mais curiosa hoje. Mais sincera, mais ponderada, mais sensata. Consigo ter uma visão periférica de tanta coisa ao mesmo tempo, ouvir todos os lados da mesma história, saber estar calada, saber não me meter quando não sou chamada, saber cheirar a confusão e o perigo a tempo de não me envolver nele. Conhecer-me a mim própria, sobretudo os defeitos, as falhas, os "pecados", as vergonhas, as angustias, os bloqueios, os medos.... ai os medos!! Ao estar mais perto dos 30 do que dos 20, como estou hoje, sinto-me Mulher e não menina. Sinto que gosto do que vejo quando me olho ao espelho, mesmo nos dias em que me acho com kilos a mais (depois de 20 e poucos anos com kilos a menos), mesmo quando ainda me aparecem borbulhas como nos 20, mesmo quando percebo que demoro o dobro do tempo a recuperar de uma noitada. Sinto que há tanto que quero e que sei como mudar em mim, mas que aos 20 não tinha sequer consciência de que havia coisas a mudar! Sinto que penso no futuro sem fazer grandes planos. Que há coisas que gostava de fazer um dia, sonhos, metas e objectivos a atingir... mas que não sei o dia de amanhã e que por isso o importante mesmo é viver bem o hoje"...

Mais um ano, mais crescida.
E este vai ser "o" ano. Ouvi dizer...
Parabéns a Mim, não por fazer anos, mas por aprender com a passagem deles.

sábado, 28 de novembro de 2009

Eu resolvo; não esqueço


A propósito do lançamento do último livro de Margarida Rebelo Pinto, autora cuja obra desconheço, cuja figura não me desperta especial simpatia, mas de quem uma ou duas vezes ouvi assim umas coisas (de sua autoria ou não, não me interessa) que me ficam no ouvido e na ideia, dei por mim a pensar: "Será, de facto, possível esquecer um grande amor?"
Numa resposta impulsiva acho que 99% de nós dirá que não.
Eu digo que não.
Mas também digo, e já de forma reflectida e ponderada, que é possível esquecer parte desse amor.
Não se apagam as pessoas do pensamento, não se eliminam as memórias do passado. Nós somos no presente aquilo que fomos num pretérito, tenha sido ele perfeito ou imperfeito. Somos uma construção de memórias genéticas, acumuladas, sobrepostas, um efeito de camadas onde as boas vão sobrepondo as menos boas e lhes retiram força e poder. Não sofremos nenhuma amnésia dos afectos, do companheirismo, da felicidade que um grande amor nos deu. Isso guarda-se, para sempre. Para quê esquecer? Disparate...
Mas acredito que, depois de resolvido um grande amor, seja possível não lembrar do que correu mal. Seja possível viver sem recordar datas em que fizeram x ou y que tanto magoou. Seja possível voltar sozinho ou com um novo amor, a um lugar onde se foi muito feliz com um grande amor, sem medo de ser assombrado pelo seu "fantasma". Seja possível ouvir aquela canção, que era dos dois, e não lembrar de todas as vezes que a ouvimos com lágrimas nos olhos por já não estarmos juntos. Seja possível vê-lo passar com outro alguém no carro, saber que frequenta a sua casa, que faz com ela o mesmo que fazia connosco, e o estômago não doer nem andar às voltas. Acredito que seja possível esquecer aquilo que nos fazia sofrer nesse grande amor, e mais uma vez "guardar só, o que é bom de guardar..." (o que eu gosto deste verso!).
Acredito porque também já me esqueci de algumas tabuadas, as mais difíceis, mas no geral sei quase todas e ainda bem.
Acredito porque não me lembro das letras de algumas músicas que adoro desde sempre, mas continuo a adorá-las tanto como antes.
Acredito porque dentro da desordem natural das coisas, o ser humano tem a capacidade de guardar as boas recordações e de enviar as más para um arquivo mental, num cantinho qualquer bem escondido, uma espécie de "closet" daquilo que já não usamos, mas nos recusamos a deitar fora, nem tão pouco a dar a alguém, porque são nossas. Não se dá nem se empresta.
Tal como os afectos: dão-se e já não se tiram... são para toda a vida.
Se eu quero esquecer um grande amor? Não, não quero. Vivo muito bem com a consciência de que ele existiu, de que me fez feliz, até ao dia em que deixou de fazer. E é apenas isso que eu quero lembrar, é isso que realmente lembro, e é isso que me dá a certeza de que está resolvido. Quem diz o contrário, ainda tem um longo caminho a percorrer...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Queridos, mudei o blogue!


O Umbigo está diferente.
Está com cheirinho a Natal, que já começa a ser tempo.
E está azul. Inédito na história do blogue. Por aqui sempre se escreveu e leu em rosa, mas era tempo de mudar. Um reflexo do que vai cá dentro? Sim.
Vontade de olhar, escolher e usar outras cores que não a minha preferida de sempre.
Se vai durar? Não sei.. é até me fartar. Qualquer coisa fica até ao fim do ano... logo se vê!
Espero que gostem..
E levada na onda do azul estou com vontade de que a minha árvore de Natal este ano seja como esta da imagem. Não é tarde nem é cedo, vai ser mesmo assim. Tenho dito!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Just wondering...


Eu: A tua sobrinha é mesmo Princesa! E tu és um tio babado, vais ser terrível quando ela crescer!
Ele: Tio é tio! Vou protegê-la sempre!
Eu: Não sei, porque não sou tia. Mas sou irmã mais velha e sou tãoooo galinha!

Ele: E a ti, quem te protege?

Eu: ...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

In too deep

Long time no see... Um pulinho rápido a Nova Iorque, que amei e aconselho vivamente, uma subida de escalão na "firma" (aquilo é so gangsters mesmo), a decisão de me inscrever na maldita Ordem e por o cérebro back on track e outras coisas pelo caminho. Tudo desculpas, bem verdade mas agora a saudade apertou! Olá!

Ando a atravessar uma fase de insatisfação pura. De ânsia de provar qualquer coisa que sinto que ainda falta provar.Talvez por sentir q o mundo me foge, o tempo urge e as pessoas vão. E em vez de agir não sei para que me lado me vire.
Conduzo às voltas e ouço o Oceano Pacífico e o meu companheiro de indecisões, João Chaves...

sábado, 21 de novembro de 2009

Porque eu até mereço!



"Chove que Deus a dá"... expressão que gosto tanto!
E é que chove mesmo, e está frio, e está um dia de edredon, cinzento e feio.
E eu faço jus ao dia e estou enfiada na cama, de pijama (às 16:27h) pronta para quê, perguntam vocês???
Não perguntam mas eu respondo à mesma:
-Devorar a 1ª das 6 séries que recebi no meu correio esta semana.
E que séries são essas? Perguntam de novo... (faz de conta!).
-Umas das minhas preferidas, e de milhões de Mulheres e algumas unidades de Homens, vá, de extremo bom gosto- "Sexo e a Cidade"
E como é que esta relíquia me veio parar à caixa do correio, estão vocês mortinhos por saber??
-Porque uma querida, amorosa, simpática, e de extremo bom gosto fez a gentileza de, sem eu lhe pedir, me enviar directamente da Madeira, as 6 séries!!
Foi ou não foi um amor? Estão ou não estão verdinhos de inveja? Queriam ou não queriam ter amigas assim, blogosféricas, que dão mimos apenas porque sim?
Fiquei histérica, pois claro que fiquei. E ando em pulgas para fazer uma maratona de pipocas, gomas, chocolates, edredons, risos e graçolas com amigas, enquanto vemos todos os episodios de uma ponta a outra e nos identificamos, frase sim, frase não, com o que vemos!
Pois que então apenas me resta agradecer mais um milhão de vezes à Inês, que encontrei por acaso na blogosfera, que gosto de "ler", saber como está, das suas aventuras pelas ilhas, do gosto musical que partilho (viva a MPB, viva!), desde o início do Meu Umbigo. E que, num gesto do qual não estava nada à espera me ofereceu a primeira prenda antecipada de aniversário, e que eu adoreeeiiiii!!!
Obrigada, Inês!!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Actualização de estado


Em Seia há 3 dias.
Tranquila, sossegada, estou em paz. Em família, no quente na minha fria serra.
A saborear cada gota de chuva fria que me bate no rosto, cada rajada de vento gelado que me despenteia o cabelo, cada relâmpago que vejo da minha janela e ilumina a cidade, cada cheiro de fogueiras que ardem aqui e ali nos intervalos dos aguaceiros, cada sabor de chá quente, de frutos vermelhos, de jasmim, de menta, de todos os que me lembro de pedir...
Cada sorriso da minha irmã que me surpreende a cada segundo que passa; cada boleia conduzida pelo meu irmão que me enche de um orgulho imenso; cada minuto que passo com o meu pai, numa meia ida ao cinema, só os dois, onde vimos embora no intervalo porque ambos adormecemos; cada canção que a minha avó ainda hoje nos canta, que ela nos ensinou desde pequeninos, e que provavelmente só as avós conhecem; cada gargalhada que os meus amigos me provocam, em noite de magusto onde nem uma mísera castanha se comeu, mas muito se riu... (só se não for, porque ó mais é!)!
A ouvir palavras sábias de quem me conhece tão bem, e que me confirma tudo aquilo que eu penso sobre tanta coisa, mas com o tom maternal, seguro e sereno de quem já leva 25 anos de avanço de experiências fantásticas neste mundo.
Sem pressas de ir embora, sem ansias de ficar. Com saudades... sempre tantas saudades! Com receio de não me lembrar de tanta coisa que não quero esquecer. Do bom e do menos bom... Mas no coração, guardar só o que é bom de guardar...
Surpreendida pela calma que aqui se faz sentir. Aqui, cá dentro.
De maneira que estamos assim. E estamos tão bem...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

45 Lições de Vida de quem chegou aos 90

"1. A vida não é justa, mas ainda assim é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é demasiado curta para perdermos tempo a odiar alguém.
4. O trabalho não vai cuidar de si quando adoecer. Os seus pais e amigos vão. Mantenha contacto.
5. Pague as facturas de cartão de crédito todos os meses.
6. Você não tem que vencer todas as discussões. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. Cura mais do que chorar sozinho.
8. Não há problema em ficar chateado com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para a reforma, começando com o primeiro ordenado.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com o seu passado, para que ele não estrague o seu presente.
12. Não há mal em que os seus filhos o vejam chorar.
13. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não tem ideia de qual é a sua jornada.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Acalma a mente.
17. Desfaça-se de tudo o que não lhe dá prazer, não é útil nem bonito na sua vida.
18. O que não mata, realmente torna-lo-á mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas isso só depende de si e de mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que ama na vida, não aceite um “Não” como resposta.
21. Acenda velas, faça a cama com lençóis bonitos, use lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se bastante; depois, deixe-se levar pela maré…
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de si.
26. Encare aquilo a que chama de "desastre" com esta pergunta: Daqui a cinco anos, vai importar?
27. Escolha sempre a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29.. O que as outras pessoas pensam de si não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente de a situação ser boa ou má, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva…
33. Acredite em milagres.
34. Deus o ama por ser quem Ele é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.
35. Não faça uma auditoria da sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Os seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todos os dia. Milagres estão à espera em todos os lugares.
40. Se todos atirássemos os nossos problemas num monte e víssemos os dos outros, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como se está a sentir. Levante-se, vista-se e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada com um laço, mas ainda assim é um belo presente.”

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Glorioso


Comi as castanhas.
Trouxeram-me um cachecol sem eu ter pedido.
Não tive frio, mas calor, muito calor no Inferno da Luz.
A Catedral entoava o seu hino em uníssono afinado quando subi ao 3º anel.
Eu cantei a plenos pulmões o orgulho de "Ser Benfiquista...", com ênfase nas "Papoilas saltitantes!" (O que eu gosto dessa parte!)
A Vitória desenhou o vôo dos vencedores e aterrou, sem "borregar", imponente e magestosa.
Berrei. Sofri. Disse palavrões. Apertei a mão que estava ao meu lado de nervos. Agarraram na minha de volta. Perguntei mil e uma vezes, num tom já familiar entre nós: "É agora, pois é?"
-"É!"- respondiam-me de lá com um sorriso confiante.
Sofri mais um bocado. Não desanimei apesar de ver o tempo chegar quase ao fim. Quase...
Aos 89 minutos a explosão. Saltei, vibrei, abracei e fui abraçada.
Eu sabia que não podia sair da Luz sem um golo... não hoje.
Javi marcou e eu fiz a festa. O restantes 4 minutos gastei-os a assobiar, subir à cadeira, fazer dança de vitória, assobiar mais um pouco porque entretanto fiquei sem voz, e com a pouca que me restou gritar BENFIIIIIIIIIIIIIIIIICAAAAAAAAAAAAAAAA, SOU TUA!
Saí com a alma cheia e o coração descompassado, a bater forte e quente.
Quero mais. De tudo o que o Glorioso hoje me deu.
Ele dá-me "cenas", "cenas" dentro de mim. E eu gosto tanto!

domingo, 8 de novembro de 2009

Laranja, Castanho e..Vermelho!

Enquanto as respostas ao anterior post não chegam (continuo à espera de opiniões elucidativas, não sejam preguiçosos!), aproveito para dizer que muito me agrada a temperatura que se faz sentir!
Um grande bem haja a quem de direito, S.Pedro ou S.Martinho, entendam-se que eu cá não gosto de confusões.
Já aqui disse e repito um milhão de vezes que adoro frio, adoro roupa de Inverno, adoro esta contagem decrescente para o meu mês preferido, para a minha estação preferida, adoro o cheiro a castanhas assadas pelas ruas! E este ano estou cheia de ansias por elas.
Não falo de outra coisa a não ser Magustadas. Em Lisboa, na santa terrinha, várias, e bem regadas a Jeropiga, Vinho do Porto, e Favaios. Venham elas...
Isto deve ser efeitos secundários de não respirar o ar serrano há mais de um mês.
Mas está para breve!
Até lá conto comer castanhas, quentes e boas, em óptima companhia, no aconhego do lar e sobretudo à porta do estádio mais lindo do mundo, com o coração aos pulos, de emoção, de nervos, de euforia, de felicidade, de orgulho, de paixão...e outras coisas mais!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

More than friends


"Sola vermelha é sinal verde para os Homens".
Dizia Louboutin a propósito daquela que é uma das marcas distintas das suas criações; sapatos de salto vertiginoso e sola bem vermelha.
A inspiração é contraditória, mas o propósito não deixa margem para dúvidas: atrair a atenção do universo masculino, e depois de captada, mostrar que se está disponível para... o quer que seja do interesse da mulher.
E no meio desta linguagem simbólica, de meias palavras, deduções e sinaléticas várias, dou por mim sem saber muito bem como é que nos dias de hoje uma mulher demonstra interesse por um homem, sem ser vista pelo mesmo como "fácil"?
Que sinais pode dar, que iniciativas pode ou não ter, que disponibilidade deve ou não mostrar??
Numa altura em que a velocidade da sms é precedida pela vontade do desejo, e que basicamente tudo se resolve através de uma mensagem escrita, o que é que está para além disso?
O que é que se pode fazer para mostrar interesse sem parecer demasiado interessada?
E aquelas velhas máximas do "toma tu as rédeas da coisa, convida para café, para beber um copo, para cinema" não servem... não é por aí.
Estamos a jogar numa liga diferente.
Estou a querer compreender o que é que faz com que um Homem sinta o "click" que faz com que para além de saber que do outro lado está uma mulher interessante e com quem gosta de estar, perceba também que há um feedback muito positivo, e que pode avançar.
Para nós, meninas, é sempre tudo tão complicado, tão analisado, tão revisto ao pormenor, fazemos mil e uma suposições sobre o tudo e o nada que possa vir do outro lado. E dou por mim a pensar que do lado deles muito provavelmente é tudo bem mais simples e que se limitam simplesmente "a ver no que dá, se bate ou não!"
Será que é mesmo assim?
Colaborem, vá lá!
Bem haja

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Balões


Para bom entendedor, meia palavra basta.
Às vezes até menos, digo eu.

domingo, 1 de novembro de 2009

Sweet November


E se cada mês fosse o último?
E se tivessemos sempre um mês para reiniciar as nossas vidas?
Se no dia 1 de cada mês pudessemos mudar de casa, de cidade, de amigos, de família, de vida?
O que é que mudavamos?
Se de repente aquela inevitavel sensação de que somos imortais e de que, mais cedo ou mais tarde a felicidade vem ao nosso encontro, desaparecesse?
Se parassemos de procrastinar, de delegar responsabilidades, de procurar defeitos, obstáculos e razões para não irmos atrás do que realmente queremos, apenas porque não é seguro, não é certo, porque assusta, porque dá trabalho, porque pode correr mal...
Se tivessemos os dias contados, não sob a forma de pena de morte, mas como compromisso moral, um prazo que temos de cumprir, tal como cumprimos com a entrega do IRS, com o pagamento do condomínio, da renda da casa, do empréstimo do banco, das contas de água, gás e luz...
Se em vez de acomodação, de rotinas, de bloqueios, de muralhas que construimos à nossa volta mesmo sem darmos conta, acordassemos no dia 1 de cada mês com a responsabilidade de sermos felizes?
Viver esses 30 dias com a certeza de que muito pouco passou ao lado, muito pouco ficou por fazer (há sempre algo que fica..), pouco ficou por dizer, por tentar, por arriscar. Saber que nesses 30 dias se incluiu quem faltava para nos fazer sorrir, e se excluíu quem já não fazia sentido nas nossas vidas. Que fomos aos lugares certos, por mais banais que sejam aos olhos do outro. Que comemos aquele prato que nos estava mesmo a apetecer, mesmo que nunca antes tivessemos gostado dele. Que ficamos a dormir 2 dias seguidos sem sair de casa, mas que isso soube pela vida. Que fizemos directas, mas que foram tão bem passadas. Que nos apaixonamos. Que fomos correspondidos. Que rimos muito. Que durante 1 mês inteiro não choramos... uma única vez.
Saber que estamos vivos, a sério.
Hoje é dia 1 e eu faço questão de fazer tudo isso por mim.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Was it It?


Foram 111 minutos em que olhei embevecida para o ecrã e me deixei levar.
Polémicas à parte. Totalmente alheia aos aspectos que, infelizmente, fazem com que tanto se fale de Michael Jackson desde a sua morte.
Fui ver o filme ontem, porque ele morreu, mas afirmo com toda a certeza de que o compraria, daqui a uns largos meses, quando saísse em DVD, sobre a forma de "Making Of" dos espectáculos agendados para Julho passado.
O que Mr. Jackson tinha preparado para Nós, os fãs, era simplesmente genial.
Os meus olhos ficaram rasos de lágrimas nos momentos em que me emocionei perante tamanho talento. É o talento daquele homem que me comove. Sempre foi. Desde que me conheço como gente, e já aqui o referi, que Michael Jackson é "A" referência musical da minha vida.
Nascida numa família de músicos, o fenómeno M.J sempre foi comentado e admirado pela qualidade musical do mesmo, pelo perfeccionismo de cada compasso, pela força da guitarra baixo, pela quantidade de watts em cada concerto, pelos efeitos especiais nunca dantes vistos, pela produção das baterias e percussões com a boca (o que hoje se banalizou como beatbox, já ele fazia nos anos 80), gravando as baterias com sons que produzia com a boca e que eram religiosamente guardadas em bobines e depois em cofres arrefecidos para não perderem um milésimo de qualidade. Os restantes instrumentos somavam-se noutras pistas à parte, a réplicas dessas baterias, e só no master final é que se ia buscar a informação inicial.
O resto nunca interessou. Absolutamente nada. E hoje continua sem interessar.
Depois de ontem paira no meu pensamento algo que normalmente se pensa quando perdemos alguém muito querido: Incredibilidade.
Acho que, tal como eu, muita gente saiu e sairá das salas de cinema a pensar: "Ele morreu mesmo?!"
E muitos questionar-se-ão devido a, mais uma vez, polémicas que envolvem a vida pessoal de M.J, e que, mais uma vez, não me interessa nada.
Quando pergunto se ele terá, de facto morrido, faço-o de forma ingénua e consciente do facto de que a admiração que sinto por aquele músico superdotado, por aquele artista único e de um perfeccionismo atroz, pelo dançarino de estilo incomparável, pelo excelente produtor, pelo humanitário incansável, não me permite conceber a ideia de que ele simplesmente já não existe.
E de facto isso não faz sentido. Porque ele continua a existir. A obra que deixou existirá e será relembrada, perpetuada, usada, abusada, e repetida por muitos mais anos do que aqueles que eu vou existir. Ele continua a existir tanto quanto existia antes, para mim.
A ironia do nome escolhido para os últimos concertos de M.J, que o próprio definiu como "The final curtain call", acaba por ser o oposto daquilo que, nem a própria morte conseguiu alcançar.
This wasn't it, Mr. Jackson... and it will never be.
Rest in peace, M.J - The King of Pop

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sete Vermelhos Capitais

Porque é tão bom cometer um pecado de quando em vez...
Porque umas mãos bem arranjadas fazem toda a diferença!
Porque já não me lembro da última vez que não pintei as unhas de cores fortes.
E porque tinha mesmo de partilhar este mimo convosco:
A nova colecção de vernizes da Risqué: "Sete Vermelhos Capitais".
Como já nos vem habituando, a Risqué sempre na vanguarda das cores mais apetecíveis para as nossas ricas mãozinhas de Princesa. Desta vez, para além das cores fantásticas, os nomes de cada verniz só dão mesmo vontade de "pecar":

-Toque de Ira;
-Santa Gula;
-Preguicinha:
-Inveja Boa;
-Possessão Rosa;
-Doce Orgulho;
-Pura Luxúria;
Estas mãos que vos teclam estão abrilhantadas com "Preguicinha" (não fosse o meu pecado preferido, e o primeiro que experimentei desta colecção). Mas já vi outras cores depois de pintadas e são todas maravilhosas!
Agora toca a pecar meus amores, que a vida sem pecado não tem graça nenhuma!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Coisinhas


O horóscopo do personare anda a avisar-me já faz tempo.
A leitura das cartas do tarôt do facebook idem aspas.
Já nem falo das "galhetas de la fortuna", nem da "suerte de la hada mágica", que isso já são coisas em estrangeiro e eu até ponho a hipótese de se calhar estar a ler mal!
O meu perfume acabou.
As roupas mudaram.
Os sonhos são variados e bem explícitos.
Não posso pedir mais sinais porque todos os dias, a toda a hora, os tenho recebido e só não os vejo nem os sinto se fechar os olhos com força, tapar os ouvidos e gritar: "O ar é de todos, o ar é de todos, não te estou a ouvir... la la la la!
Não preciso pôr o pé fora de casa para o "Mundo" vir até a mim. Para coisinhas boas, daquelas que eu gosto e quem gosta de mim também gosta, virem ao meu encontro. Ao nosso encontro.
O Universo conspira a meu favor, a minha Estrelinha acompanha-me noite e dia, e eu sinto e sei que tudo está a mudar! E quando acho que não sei, há sempre quem faça questão de me relembrar noite e dia, dia e noite, que "Tudo vai dar certo!" Quem acredita em mim, mais do que eu mesma, e olhem que eu acredito muito em mim!!
E sinto um frio na barriga, e sinto vontade de sorrir, de rir, de gargalhar alto e bom som.
E esperar, todos os dias, de braços abertos, por tudo de bom que está para vir.
Pois que venha: eu deixo e quero! Quero mesmo. Muito!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Guarda para Ti


Não preciso falar para marcar a minha posição.
As Não respostas servem exactamente para isso.
O silêncio é muito mais explícito do que qualquer dissertação de 500 páginas.
Se não procuro, se não vou atrás, se não respondo, é porque não quero.
Não é jogo, não é birra, não é estratégia, nem sequer mágoa é.
Não é assunto mal resolvido: é falta de assunto.
E se não falo não quer dizer que não saiba. Porque sei... sei de tudo, sei tanta coisa! Se soubessem aquilo que eu sei....
Mas não me diz respeito, já não é comigo, e sinceramente, prefiro nem saber.
E quem acha que apesar de eu não falar os meus olhos me denunciam, tem de aprender a ler melhor o meu olhar.
Ele brilha sim, mas o brilho vem de dentro... Não vem de fora, não vem de quem está à minha frente, não é o reflexo do brilho do outro. O meu brilho é meu, não é de mais ninguém.
E se esse brilho ofusca e perturba os demais, têm bom remédio: não olhem, não procurem, não se iludam nem venham atrás. É que já não vale a pena.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Revelações

Há dias assim, em que tudo surge claro como água.
Água potável. Sem nada que a turve, insípida, inodora e incolor. Sem margem para dúvidas e para suposições. Sem espaço para desculpas e para análises detalhadas. Sem tempo para "o que tiver de ser será", ou ainda "deixa andar e logo se vê".
Dias em que se percebe o que é realmente importante. Em que se dá valor a quem realmente o tem. Por ser como é, fazer o que faz, lutar como luta, esperar como espera. Em que se respira fundo e se tem a certeza absoluta de que o pior já passou.
Dias em que ainda antes de acordar já se sonha com o que virá a seguir, e nas horas que se seguem se percebe que aquilo que achavamos ser "pendente" ou "por resolver", há muito que está mais do que resolvido e encerrado...e só ainda não tinhamos dado conta de que era capítulo encerrado porque simplesmente já nem pensamos nele.
Dias em que o silêncio é ainda mais precioso do que já o é, naturalmente, para mim. Porque faz com que os pensamentos soem mais alto, mais firmes, mais seguros.
Dias em que o calor do meu quarto vai embora, e fica uma brisa suave com sabor a fim de Verão, que corre pela casa, faz abanar os cortinados brancos e me acorda com um arrepio.
Dias em que se tem perfeita noção de como o tempo é precioso. Mais do que pensar no que ficou para trás, perceber o quanto é urgente ter consciência do que se faz com aquele que está para vir, e que é tão incerto.
De como olho para mim e percebo que estou tão crescida! Não me sinto mais velha....sinto-me crescida. E também isso é tão revelador.

domingo, 11 de outubro de 2009

Não m'apetece!


Hoje não me apetece falar, não me apetece comer, nao me apetece pensar na solidão da minha avó, não me apetece fazer de mãezinha de ninguém, não me apetece desancar pessoas, não me apetecia votar (mas fui...), não me apetece ficar em cuidados, não me apetece estar bem-disposta, não me apetece andar atrás de ninguém. Não me apetece explicar nem sequer perceber.

Apetece-me que seja amanhã.

sábado, 3 de outubro de 2009

6ªs Feiras

Têm sido agitadas. Animadas, divertidas e inesperadas.
Com um toque de magia vinda de quem a tem para dar e vender. Com um bocadinho de mistério e daquele frio na barriga do nunca saber o que vai acontecer, quem vamos encontrar, que estórias teremos para contar na manhã seguinte.
Têm sido intensas, de tal modo que os sábados acabam por ser dolorosos e custam a passar, porque as pernas já não têm 15 anos, e os saltos nunca menos de 15 cm!
Umas vezes com sabor a morango, outras a melão, outras mistura dos dois, saladas de frutas nas pistas de dança e que bem que me sabe dançar assim!
Mas o serão desta 6ªfeira soube a mais e melhor do que qualquer vitamina de A a Z, ou o gosto do imprevisivel, acompanhado com o som ensurdecedor daquela música que me faz dançar até cair para o lado.
Soube a lar, família, risos, TV e sofá já com direito a mantinha porque estou na serra.
Soube a descanso, a tranquilidade, a sossego e certeza de que era aqui que queria e devia estar.
Não troco umas 6ªs feiras por outras, todas têm sabido bem, todas a seu tempo.
E agora é tempo de repousar.
Vou dormir... tranquila.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tudo a seu tempo

Isto vindo de mim, a "Ansias" em pessoa, que não consegue guardar para o minuto seguinte aquilo que lhe apetece fazer e dizer agora e já!
Mas nunca isto fez tanto sentido para mim como agora: tudo a seu tempo.
O que é verdadeiro é imutável. É firme, e permanece intacto independentemente da fase que estamos a atravessar. Há fases de adaptação a novas realidades, que levam tempo até se descer das nuvens e voltar a pôr os pés no chão. E quando se põe novamente os pés no chão, percebemos que entretanto a realidade mudou, inevitavelmente, porque as horas passam, os dias passam, e acontecem coisas que exigem que nos adaptemos às nossas mudanças e às mudanças de outrém.
Percebo que, para quem desce das nuvens, seja complicado aceitar aquilo que mudou enquanto esteve ausente. Mesmo que a mudança não seja para pior, mas só a simples sensação de não ter estado lá quando mudou, já provoca um vazio. E percebo que ponha até em causa o espaço que ocupava outrora na vida, na casa e no coração de quem sempre esteve lá, ao seu lado... e que continua lá, ao seu lado. E o lugar na vida, na casa, e no coração também continuam lá: imutáveis, intactos e exclusivos.
Mas para quem ficou cá em baixo, de pés bem assentes na terra, a ver a ascensão rumo ao infinito azul, também custou muito perceber que as amarras que nos prendiam foram lentamente soltas, as prioridades trocadas, as vontades e os interesses sobrepostos. Para quem ficou cá em baixo, arrisco em dizer que o vazio foi um bocadinho maior, e a "S" Word bateu mais forte. Porque assistiu à partida para uma viagem para a qual não foi (nem podia!) ser convidada, e onde não lhe restou muito a não ser desejar "Bom Vôo", torcer e esperar que tudo corresse pelo melhor, com a certeza de que na hora da chegada estaria no mesmo lugar. E estive.
Entretando nem é preciso dizer que a vida aqui pela terra e de pés bem assentes no chão não é tão cor de rosa como aquela que se vive nas nuvens, com borboletas na barriga, a dormir "spoony", a passar fins de semana fora, com direito a jantares regados a bom vinho e muito romance!
No meio disto tudo, enquanto uma andava nas nuvens e a outra no underground, resta a certeza de que ambas pensavamos uma na outra, ambas sentiamos a falta uma da outra, ambas incluimos a outra nas nossas vidas, na maneira que a "actual conjuntura" (influências da Tia), permitia.
Porque tudo se ajusta ao seu tempo. Tudo toma forma e ocupa o devido lugar ao seu tempo. Tudo é conciliável. Basta querer... e nem é preciso pensar muito no assunto, porque o Universo acaba sempre por arranjar maneira de colocar tudo no lugar certo, a seu tempo.
E sempre que te apetecer subir no teu balão colorido, sobe. Quando se acabar o gás e desceres eu vou estar cá, com uma área assinalda para aterragem em segurança! Com alguma sorte ainda nos encontramos pelos ares, cada uma em seu balão, gritando bem alto:
"Amo você"!

The S word


Estar apaixonado é bom. Butterflies everywhere, olhos gazeados, sexo do bom, fins-de-semana ali e aqui, dormir a noite toda com aquela pessoa sem estranhar, jantares e não ter de conduzir quase porque ele conduz pra todo o lado. Toda aquela lamechada que sabemos que o é mas que nos sabe bem porque sim.

No entanto, tenho vindo a pensar, que mesmo assim, quando nos sentimos preenchidos, quando não queremos sequer imaginar como seria a vida, se ficássemos privados de tudo isto pode haver solidão. Há pessoas sós que têm uma vida amorosa não desastrosa.

Penso que de certa forma explicável por um afastamento inconsciente de quem é amigo e não está numa relação. Inevitavelmente os interesses são diferentes e seria pura hipocrisia dizer que não. Depois o amigo vai deixando mais e mais de ligar porque "não quer atrapalhar" ou "ligar para quê se está com o respectivo?" - (!ADORO!)... O amigo com o respectivo não liga por sua vez porque não se sente incluído, acha sempre que está a mais e se diz que está com sono ás quatro da manhã, é a caretice de uma vida "a dois".

Acaba por acontecer isto mais para o lado das mulheres (sim, sim Bonecas), a meu ver porque abdicamos muito mais de nós do que eles. Nós cancelamos a saída com amigas, que tínhamos marcado no dia de jogo da bola, porque ele se sentiu mal-disposto e não faz grande sentido estarmos a sair com ele doente. Quer queiramos quer não somos uma espécie de segunda mamã(OMG!). Por muito que nos custe admitir, viemos ao mundo cheias de hormonas e ovários para isso;tomar conta do que não é nosso. Tudo lindo. Mas ainda assim podemos ser visitadas pela "S" word. Podemos simplesmente sentir falta da(s) amiga(s) já que ainda temos capacidade de falar de bébes alheios, ainda temos pedalada para dançar em cima de uns saltos de 10cm e de vontade de ouvir o Bitch da Meredith Brooks aos gritos no carro (um clássico é sempre um clássico).

Assim meninas, liguem à vossa amiga de sempre e combinem uma coisa que só vocês faziam quando ela não andava de baby-sitting a ninguém. =) Vai-vos saber a morangos com chocolate quente!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Recado

Podia ser só uma alusão a uma música dos Expensive Soul que adoro (e que já agora é uma pena terem acabado...), mas não. É um recado em resposta a um outro recado pouco subtil que me foi dado noutro dia. Não é que faça do meu rico umbigo tanque de roupa, mas já que sou censurada noutros espaços, aqui sempre digo o que me apetece e a mais não sou obrigada.
Do princípio: Tenho visitado um blog, que consta da nossa lista de blogs, que falava certo dia das pessoas gordas. Num tom arrogante e de Miss Universo, a autora não entendia a razão pela qual os GORDOS diziam não compreender o porquê de estarem gordos, já que comiam o mesmo que ela, que era MAGRA. Toda esta filosofia de "Depuralina" vem na sequência de um dos episódios da Oprah (um exemplo extremo de magreza e elegância...).

No fim ainda nos deixa um conselhozinho género, Gordas e Gordos desta vida: Fermez la bouche! Confesso que me caiu mal o post, porque tal como já referi, achei o tom despropositado já que a autora do blog resolveu deixar bem claro que não era um problema do qual padecesse... E resolvi comentar, fazendo de advogada (já que estudei, não é?) dos gordos e mais rechonchudos porque, whatsoever, não me fazem confusão nenhuma.
O meu comentário não foi de todo ofensivo para a pessoa em questão, obviamente, já que não a conheço de parte nenhuma nem faço tenções de, (ao contrário da visada que me manda convites para o facebook). Disse apenas que se deveria mostrar um pouco mais de respeito por quem é gordo, porque muitas das vezes as pessoas gordas ou mesmo obesas são-no porque têm doenças do foro hormonal (Hipertiróidismo), e doenças tais como Obesidade que as fazem ser assim. Depois ainda porque o metabolismo é diferente em cada um. Há quem tenha um processo mais acelerado de absorção dos nutrientes, e outras pessoas em que esse registo é mais lento. Obviamente que o tipo de alimentação é importante, mas há formas e formas de se expressarem opiniões, principalmente relativamente à imagem pessoal que mexe tanto connosco. A minha última alusão foi ao facto de a autora do post ter revelado o seu peso; uns magníficos 54kg, que no entanto de nada nos valem se não soubermos a altura. Ora 54kg numa pessoa com 1.50m de altura pode não ser o melhor dos pesos (e atenção que não faço a mais pequena ideia se a autora é alta ou baixa). Uma leve teoria da relatividade com muito pouco de Einstein creio eu...
Pois bem. Fui censurada. Não só o meu comentário, em nada ofensivo, não foi revelado ao publico em geral, como ainda tive direito a um post subtil, onde a autora dizia ser visitada por uma "barata" nos dias que corriam e que a solução tinha sido uma chinelada. Metáfora pobre, digo eu, que de oval e viscosa não tenho nada. Por outro lado de louvar já que, como as ditas bichas, nem as bombas atómicas nos calam.
E pronto. Aqui exerço o meu direito de resposta/disparate encontrando-me muito mais aliviada... é que o direito à opinião é como o Sunrise... Quando nasce, é para todos!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Elas voltaram

Sorrateiras, sem anunciar.
Primeiro foram as noites mal dormidas, os sonhos (ou seriam pesadelos?) constantes, o adormecer e acordar de 2 em 2 horas.
Agora, para juntar à festa, o facto de serem 4h da matina e pregar olho que é bom, nem por isso.
Já vi um filme do princípio ao fim com muita atenção, já comi, já fiquei quietinha, já me virei para o lado ainda com a TV ligada para ver se o som me embalava, já desliguei a TV para ver se o silêncio me levava, já voltei a ligar tudo porque tanto o silêncio como o escuro me estavam a irritar solenemente.
Já olhei para o relógio centenas de vezes, já fiz as contas das horas que (não) vou dormir, já me proibi a mim mesma de pensar seja no que for, já tomei um zyrtec porque as alergias continuam a dar comigo em doida e com sorte pode ser que me dê sono, já rezei.
Não conto carneiros porque é estupido. Não mando msgs a ninguém a fazer queixinhas da minha insónia porque não são horas de se chatear nem mesmo as melhores amigas. Não fico de olhos fechados simplesmente à espera que o sono venha porque o meu cérebro não pára e não consigo relaxar.
E o pior é que já sei que quando elas voltam, vêm para ficar.
Porque a noite é pessima conselheira, mas à noite só à noite é que muito balanço se faz por estes lados. Porque de dia só quero que seja de noite, e agora só queria que já fosse de dia.
Porque vivo neste contentamento descontente, nesta estranha forma de vida.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Surpresa!!!

Há quem não goste de ser surpreendido. De ter de lidar com o inesperado, com o imprevisto. Ter de reagir perante algo que não estava à espera.
Eu gosto... ou gostava.
Não me lembro da última vez em que aconteceu. Mesmo.
Desde miuda sempre descobri antes do tempo qual ia ser a minha prenda de aniversário ou de Natal. Não porque andasse a bisbilhotar, mas porque acabava por ver a minha Mãe embrulhar a prenda, ou ouvir uma conversa entre Avós, até mesmo apanha-los em flagrante a comprar a Barbie que eu tanto tinha pedido. Eu sempre disfarcei e fingia que não via nem ouvia nada. E na hora H fazia a maior cara de surpresa e felicidade, (que era sentida!), porque sabia que metade da alegria do momento se devia ao prazer de receber, mas a outra metade ao prazer de quem ma dava.
Hoje em dia as coisas não mudaram muito. Agora já não falo das prendas, mas das atitudes, das posturas, das escolhas que as pessoas que me rodeiam fazem.
É difícil alguém surpreender-me. Tenho o dom (?) de conseguir antecipar tanta coisa, que poucas são as vezes em que sou realmente apanhada de surpresa.
Infelizmente quando isso acontece é quase sempre pela negativa, o que acaba por fazer com que dê por mim sem sentir falta de grandes surpresas. Mas de vez em quando, como em tudo na vida, bate assim um vaziozinho... nada de especial, é mais como um ratinho que se tem no estômago, mesmo antes de se sentir fome a sério, onde dou por mim a sentir falta de ser realmente surpreendida.
De que alguém se dê ao trabalho de fazer algo que eu não esteja absolutamente nada à espera ou a contar. Que me deixe de queixo caído. Que se antecipe à velocidade-luz do meu pensamento, me troque as voltas, e me faça acreditar que ainda é possível eu ser enganada... para o bem!
Não me lembro de quando foi a última vez que isso aconteceu. E não quero ferir susceptibilidades de quem possa achar que me fez X ou Y e agora estou praqui a ser uma mal agradecida e a querer chamar à atenção.
Nada disso...
Isto é apenas e só conversa de quem está já com a cara dormente de levar chapadinhas da vida, e de quem me rodeia. Nem são aquelas de luva branca que eu possa dizer: apanhei, mas também mereci! Não... são daquelas que eu vejo a vir, como que em câmara lenta, mas não me consigo desviar... e então acabo sempe por ser desagradavelmente surpreendida, ainda que em parte já estivesse mais ou menos a contar.
E o problema é mesmo esse... é que eu acabo por estar sempre a contar... e estou farta. Posso simplesmente ser "naive", ingénua, inocente, viver a zeros, ser tábua rasa do que ficou para trás e me faz activar o alarme ao meio sinal de perigo?
Será que já não há quem me surpreenda, ou sou eu que não me deixo mesmo surpreender?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

E tudo a chuva levou...

Hoje acordei com um trovão que me deixou em alvoroço. Provavelmente o mais alto e assustador que já ouvi. Daqueles que se percebe que rebentou mesmo em cima dos nossos telhados, e que só nos dá vontade de encolher e esperar que o céu não nos caia nas cabeças, à boa maneira gaulesa.
Chovia torrencialmente lá fora, e dei por mim ainda meio a dormir meio acordada, a correr para a cozinha e apanhar algumas peças de roupa estendidas de véspera. Mal abri a janela a chuva entrou e molhou-me braços, rosto e cabelo. Podia ter fechado a janela rapidamente e voltado para dentro num ápice, mas não. Deixei-me estar mais uns quantos segundos, pois que me estava a saber bem. Chuva fresca, mas não fria, forte mas não agressiva. Daquela que não molha tolos mas todos.
E uma súbita sensação de que nada será como dantes me invadiu. Porque sim...
Como se aquela chuva estivesse a lavar e levar tudo o que ficou para trás, na estação que passou, nestes meses que passaram, nesta fase que passou, que não me lembro quando começou mas quero recordar com certeza o dia em que acabou. Foi ontem... foi hoje... foi no dia daquela chuva que me acordou, me tirou da cama, me despertou de um sono morno e entorpecido para uma realidade que é fresca mas não fria, forte mas não agressiva.
A culpa podia ter sido delas, daquelas que me disseram o que me custa ouvir, que tomaram suas as minhas angústias, que perderam horas do seu tempo para acrescentar horas ao meu. A culpa podia ser do silêncio, daquele que dói, que fere mais do que mil facas, daquele que é ensurdecedor e me dá ganas e vontades de revirar o mundo do avesso à procura de respostas. A culpa podia ser minha, que decidi, escolhi, e assumi com firmeza o que ainda não tinha decidido, escolhido e assumido, porque não...
Mas não, a culpa foi da chuva. Veio sem ninguém esperar, veio com a força toda, e caiu sem parar enquanto quis e bem lhe apeteceu, levou tudo na sua passagem e lavou o que havia para lavar. Chuva e lágrimas misturam-se e às tantas já não sei o que é o quê.
Mas sei que tudo a chuva levou.... e agora, nada será como dantes.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dumb


Adorava perceber de onde vem a minha malfadada fobia de Baratas a.k.a. bichas porque só o nome me dá comichões...

Absolutamente irracional e paranóico esta minha mania com o raios das bichezas. Já fiz as figuras mais tristes, já gritei, já berrei, já pus desconhecidos em pânico sem saberem ao certo porquê. Já tive paragens de digestão dos nervos porque visualizei uma coisa daquelas na minha direcção e o meu maior medo é que algum engraçadinho, algum dia, ao saber da minha paranóia me ponha uma bicha no bolso ou no sapato... Eu nunca vi o wall-e por causa da bicha amiga do ET...

O facebook diz que o meu grau de Retardada é de 68%... Terá a ver com isto ou é porque me babo não raras vezes?


P.S. Também tenho medo de crocs e de que algum dia me enfiem lá os pézinhos!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu já andava a avisar...

Hoje comprei um perfume novo.
O que, para quem me conhece, sabe que é sinal de mudança.
Sim, sou daquelas pessoas que é capaz de usar o mesmo perfume durante 2 anos, 2 meses, ou somente 2 dias, mas uso sempre o mesmo até me fartar. Depois um dia, de repente, farto-me e preciso urgentemente de comprar outro. E muito, mas muito raramente volto a usar os perfumes antigos. Porque marcam de tal maneira certas fases, lugares e pessoas da minha vida, que quando os volto a usar, inevitavelmente trazem tudo de novo, o bom e o mau...
Ralph Lauren cheira a Brasil: Rio, Búzios e Londrina.
Escada Magnetism cheira a Natal de há alguns anos e estado de paixão assolapada.
Nina Ricci cheira a morangoskas no bairro alto.
Black XS (que tão pouco usei) cheira a Algarve do ano passado.
Um da Zara que nem o nome sei mas que na altura adorei, cheira às aulas de código e à D.Lina, minha instrutora adorada.
Guess cheira a Primavera, a almoços de saladunxa, ou de pizza na praia de S.Pedro.
E o último, da Mango, que já uso há algum tempo, por enquanto cheira a mim. Porque preciso de distanciamento, de tempo, e de cheirar a algo novo para associar o perfume anterior a algo ou alguém que não eu.
No fundo é isso mesmo que eu preciso agora: distanciamento.
O novo perfume: Escada Ocean Lounge. Escolhido por impulso, depois de muito cheiricar pelas prateleiras da perfumaria, hoje cheguei, cheirei uma vez e peguei.
Cheiro novo...etapa nova! Venha ela....



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Fado, Destino, Karma e afins

Há quem acredite que todos nascemos com o destino traçado, que não há coincidências, e que o que damos é o que recebemos de volta.
Há quem defenda o contrário, que o destino somos nós que o traçamos, nas escolhas que fazemos, e que nem sempre cada um tem aquilo que merece porque a justiça, pelo menos enquanto cá andamos, é feita pelos homens de carne e osso (e defeitos), e tem muito pouco de divina.
Eu faço parte do primeiro grupo.
Porque preservo uma ingenuidade romântica dentro de mim, que não me importa se certa ou errada, mas me aconchega.
Porque para aquilo que não encontro explicação reservo-mo ao direito de pensar: "Tinha de ser assim".
Porque para lidar com a frustração, com a perda, com a rejeição e a derrota conforto-me com o : "Não era para ser".
Porque o não saber as respostas, o não saber como lidar com algo, aquilo que me transcende, logo a mim que analiso tudo até à exaustão, com a mesma intensidade com que vivo de impulso, sem pensar por um segundo, é saltar para um abismo sem começo nem fim.
Porque tenho tanto de consciente e racional, de ponderada e assertiva, como uma ânsia sofrega de avançar no desconhecido, improvavel e menos recomendável.
Porque vivo no fio da navalha, sempre, no limite da escolha entre aquilo que eu sinto que me está destinado e aquilo que eu sei que sou eu que controlo, que só a mim me cabe escolher e manter-me fiel a essa escolha.
Porque em última estância sei que quem traça o meu destino a limpo sou eu.
Mas também sei que por baixo houve um rascunho, um tracejado, um esboço feito por mão que não a minha e que eu, com mais ou menos rigor, acabo por re-desenhar os contornos dessa mão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

48

Quando fizer 48 anos quero ser feliz.
Quero amar e ser amada.
Quero ter filhos fruto de um grande amor.
Quero acordar uns dias de melhor outros pior humor, mas sempre de bem com a vida.
Quero já ter viajado muito pelo mundo fora.
Quero ser bem sucedida no meu trabalho e gostar muito daquilo que faço.
Quero ter tempo e empenho para ser uma boa Mãe e Mulher.
Quero preparar e levar pequenos almoços à cama.
Quero ter uma casa na serra com lareira onde passo religiosamente cada Natal.
Quero ter uma mesa cheia e uma casa ainda mais cheia na ceia de Natal.
Quero ver os meus irmãos muito felizes.
Quero ter uma carrada de sobrinhos para mimar.
Quero deixar os meus filhos na casa da Tia Dee para ir namorar.
Quero ver o meu nome escrito, espalhado por esse Portugal.
Quero olhar para trás e pensar que andei às cambalhotas com o destino, mas no fim caí sempre em pé.
Quero lembrar-me dela tal e qual como me lembro hoje.

Hoje Ela fazia 48 anos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Tréguas

Tive duas semanas de cão.
Daquelas que dá vontade de riscar no calendário e fingir que não aconteceram. Daquelas em que para mim o tempo passou ora muito depressa ora extremamente devagar, enquanto que para os outros foram simplesmente mais duas semanas iguais a tantas outras. Daquelas em que dá para pensar em tanta coisa, querer mudar tanta coisa, ficar revoltada com tanta coisa e perceber que há tanta coisa que simplesmente não conseguimos controlar. Daquelas em que esotericamente falando, a lua devia estar a exercer uma influência extremamente negativa no meu mapa astral e parecia carregar o peso desta constelação e da outra nas costas. Daquelas em que se acaba por fazer, dizer e agir de maneira contrária a tudo o que o racional manda e só se vive com o coração, a mil, em angústia, ansiedade e medo. Daquelas que, finalmente, quando acabaram, quando a paz voltou a reinar de forma discreta mas ainda assim com sabor a paz, consegui respirar fundo, deitar a cabeça na almofada e dormir as horas que me foram permitidas num sono profundo e despreocupado. Daquelas em que no fim ergui bandeira branca a mim mesma e dei tréguas a esta minha cabeça tão cheia de tanta coisa, e ao meu coração tão vazio de outra tanta.

É assim que estou agora: numa paragem temporária das hostilidadades entre mim e o destino.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

"Espilrro" traiçoeiro

Indignada. É como me sinto.
Pois que há uns tempos, depois de já sentir uma certa rinite alérgica com a situação, me foi dito que, segundo as regras de etiqueta e boa educação, na verdade, não se deve dizer nada quando alguém espirra.
Isso mesmo. Se alguém espirrar ao pé de nós o que é que se diz? Nada. Nem pio.
E eu, depois de 25 anos de "Santinho!", "Saúde!", e "Já não há circo!", deparava-me com um silêncio sepucral de cada vez que soltava um atchim. Um desamparo! Um desalento! E ao perceber que era a única naquele espaço que ainda mantinha a (pelos vistos má) tradição de dizer o quer que fosse após o espirro alheio, dei por mim a conter-me, a engolir em seco, a obrigar-me a ficar bem caladinha e fingir que o outro não estava a ter o espasmo nasal tão libertador, que é o belo do espirro!!!
Desconsolada. É como me sinto.
Faz-me falta o "Santinho!", a "Saúde!" e o "A macaca está constipada". Bem como me faz falta poder dizer o mesmo, mesmo que não conheça a pessoa de lado nenhum, esteja onde estiver, porque foi assim que fui educada, e até acho que desejar saúde a alguém que espirra é tão importante como dizer "se faz favor" e "obrigada".
É por isso mesmo que continuo a dizer sempre, sem pensar, as benditas palavrinhas mágicas. Se acharem que sou possidónia ou bimba temos pena. Quem me tira o Santinho da boca, tira-me tudo!

P.S- Sim, no título escrevi "espilrro", que é daquelas expressões que eu adoro ouvir. Mas genuínas, vindas de quem acha de facto que se diz "espilrro", "selada", "capôm" ou até mesmo "imbigo".

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

To Blog or not to Blog

Perguntava-me a Neferet no post anterior porque não escrevia aqui tudo o que quero e me apetece. Que devia fazê-lo, já que o blog é meu, e depois aceitar as consequências e não me preocupar com o que os outros pensam de mim.
Pergunta essa que me fez também lembrar de uma conversa que tive há tempos com um grupo de pessoas com opiniões bastante divergentes sobre o uso que se dá aos blogues, ou melhor, o que leva uma pessoa a criar e manter um blog.
Ora, respondendo à Neferet, e repetindo o mesmo discurso que fiz aquando dessa conversa, eu não escrevo tudo o que penso e quero aqui no blog pela mesma razão que não digo tudo o que penso na minha vida "normal", chamemos-lhe assim. No trabalho, com os amigos, com a família, no plano social, por maior que seja a intimidade, ou à vontade, nunca ninguém diz TUDO o que realmente pensa. E ainda bem que assim é. Ainda bem que há algo chamado bom senso, que dependendo da criatura existe em maior ou menor abundância, e nos permite ter o descernimento de guardar para os nossos botões muita informação que veícula no pensamento. Nessa mesma conversa, eu defendia que quem cria um blog em primeira estância é movido por uma só razão: quer ser lido ou visto, o que na minha perspectiva é o mesmo que querer ter alguma atenção. Por mais que se fale na "troca e partilha de experiências, banalidades, coisas do dia a dia de maior ou menor importância", ninguém escreve para si só, usando um blog como veículo. Quem escreve só para si fá-lo num diário, em post-its que cola à testa se lhe apetecer, lembretes no telemovel. Quem escreve num blog, escreve para ser lido por outrém... seja "ele" quem for. Quem escreve num blog espera um feedback. Mesmo que não seja sobre a forma de comentário, elogio ou crítica. Mas conforta-se com o facto de saber que é lido... e isso é por si só uma forma de feedback.
Falava-se em solidão, em poucos amigos, em subtrefúgio para dizer aquilo que não se tem coragem de dizer cara a cara, mandar recadinhos, enfim... Isso eu já não sei. Não gosto de generalizar e acredito que haja vida social activa e saudável atrás de grande parte dos autores de blogs.
Voltando à minha querida Neferet, outra das razões pelas quais não escrevo tudo o que penso é simplesmente porque apesar de assinar como Pips, nunca me escondi atrás do anonimato, nem utilizei este blog para mandar recados para ninguém. Quem me conhece pessoalmente, sabe que este blog é meu. E quem me vem cá ler espera saber novidades da Rita, não da Pips. Não escrevo tudo o que me apetece porque ao fazê-lo aqui, não há filtro que separe quem me apetece que saiba certas coisas da minha vida, e quem não me apetece. Bem como não vou prá baixa com um megafone dizer que me nasceu uma borbulha no nariz, e que o meu pseudo-não-existente namorado me ofereceu flores. Se aquilo que os outros pensam de mim importa? Importa, claro que sim. E quem disser o contrário provavelmente é quem mais se esconde e fecha em copas com medo que a sua vida seja invadida por comentários ou indescrições alheias. Mas não escrevo tudo o que me apetece não tanto pelos outros mas sobretudo por mim. Porque toda a gente tem direito a ter os seus segredos, que partilho contigo numa conversa de msn, em trocas de sms, num testamento de e-mail. Porque ainda que separadas por um pc, eu sei que és Tu que está do outro lado... não uma blogosfera de perfeitos desconhecidos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cortar o cordão

Acho que este blog tem os dias contados, pelo menos para mim.
Tudo o que me apetece realmente escrever não posso nem quero escrever aqui. Sobre as banalidades do dia a dia não faz sentido escrever, não agora.
Abro esta página e quase que sinto uma corrente de ar de tão vazia... ainda me faz sorrir e emocionar, como no último post da Fifs, mas começa a ser cada vez mais raro.
Vou começar a fazer as malas...


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Planos











Fazemos um monte deles. Mesmo quando a lição que tirámos, da última vez que rachámos a cabeça e/ou o coração, era de não fazer planos e viver um dia de cada vez.
Quando temos uma pessoa a quem queremos muito é inevitável não fazer planos para ela também. Impossível quase (pelo menos para mim) de não ter um sentimento muito maternal e não sonhar que ela seja assim ou assado quando for grande (ou pelo menos maior)
Na minha cabeça ela vai ser um misto de Bradshaw com Samantha Jones, personagens de ficção bem sei, mas muito fidedignas de uma ou outra amigas nossas. Sucesso tardio profissional
Ela vai esperar que ele mude. Ele vai mudar (quando eu já não o engolir nem com água tónica). Ela vai casar tarde, da noite para o dia (eu furiosa porque como boa amiga/mãe/irmã não vou ter tempo de nada. Ela Não vai querer filhos (Azucriná-la-ei até à morte...). Ela vai ter sucesso com a escrita (E vai-me pedir dicas de moda). Vai ser o meu grande apoio um dia que a morte passe ao meu lado...
Ela vai almoçar comigo todas as semanas e jantar uma vez por mês (só nós); e quando vier a criança ela vai pô-la na Tia Diana, quando precisar de escrever um artigo importante...

Uma nota


"Mão quero fazer cócó" ou "O melhor é mexer o rabo" não são lá grandes frases cheias de sentido publicitário e grafismo agradável pois não?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Apetece-me

- Ir ao cinema
- Fazer um bolo
- Arranjar mãos e pés
- Devorar um livro em 3 dias
- Ir a um concerto onde saiba as letras das músicas de cor
- Mudar a decoração do meu quarto
- Almoçar saladunxa com a Fifs e meter guincharia em dia
- Beber morangoskas
- Dançar
- Cafunés

.... e por agora é só.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Chocaholic

Uma das gavetas da minha secretária lá no Bunker contem:
- Um croissant de chocolate
- Um twix
- Um pacote de leite chocolatado

Acham que isso diz alguma coisa sobre mim, ou nem por isso?

P.s- Na mesma gaveta encontra-se ainda pasta e respectiva escova de dentes, a que dou uso frequente.

terça-feira, 28 de julho de 2009

I Get Lonely

Hoje jantei sozinha.
Não é novidade, pois não. Janto sozinha muitas vezes, quase sempre. Mas hoje jantei mesmo sozinha.
Sem televisão a fazer companhia, sem rádio, sem pc à minha frente, sem sequer mexer no telemóvel e responder a msgs em atraso. Jantei de garfo e faca, mesa posta, janela aberta e silêncio total. Só eu e eu.
E eu, a sôdona "all by myself", que gosta é de estar sossegada, que vive segundo o lema: "Não me chateiem que eu também não chateio ninguém!", que tanto aprecia o seu espaço, o seu tempo, a sua solidão, dei por mim a perceber que sinto falta de companhia.
Não é de estar acompanhada... isso é bem diferente. Continuo a ser 100% fiel ao velhinho ditado tão sábio, e a preferir estar só do que mal acompanhada. Mas sinto falta da companhia certa.
Daquela com quem tenho vontade de jantar, frente a frente, de rir, de contar como foi o meu dia, de ouvir como foi do outro lado, de comer só com o garfo porque a outra mão está entrelaçada com outra, de arrumar a cozinha a meias enquanto continuamos a conversar porque com a companhia certa o assunto nunca se esgota. De ficar em silêncio, no mais profundo silêncio, porque na companhia certa o silêncio nunca é ensurdecedor, nem se torna incómodo. De fazer tanta coisa que sempre gostei de fazer, mas entretanto esqueci de como se faz.
Talvez não tenha esquecido. Mas deixou de ser prioridade. A prioridade passei a ser Eu, sozinha, comigo mesma. A fazer todas as coisas que muita gente tem medo de fazer sozinha. A mim nunca me meteu medo... sentia mesmo necessidade de o fazer. Perceber quem era a Rita por si só. Gostei do que descobri, quase sempre. E descobri que é motivo de orgulho gostar muito da minha própria companhia, mas sobretudo que não é motivo de vergonha assumir que se sente falta da companhia de outrém. Da certa.

P.S- A música da Janet que dá título a este post está a tocar em repeat over and over again aqui no pc da menina.

domingo, 26 de julho de 2009

Let's go!!

Há várias maneiras de recomeçar.
Há quem recomece sem sequer dar conta disso.
Há quem passe por todo um processo de mentalização e consciencialização até dar o grande passo de recomeçar.
Eu recomeço em silêncio. Consciente mas sem grande mentalização. Sinto que está a chegar a altura... e vamos a isso! Estou a recomeçar. Outra vez. Nova fase, nova etapa, novos objectivos, novas motivações. E gosto quando isso acontece.
Afligem-me as rotinas, a estagnação, a perda de entusiasmo, a tentação do virar as costas.
Afligem-me as energias negativas de outrém que tenho tendência a absorver, vai-se lá saber porquê.
Aflige-me perceber que começo a ver problemas e obstáculos com demasiada antecedência e que esse tempo de ansiedade devia ser dispendido a ter pensamentos positivos, e a esforçar-me para que tudo corra pelo melhor.
Desta vez recomecei a fazer 300km em silêncio. Cheguei a casa e o silêncio permaneceu pois que estava vazia. Fifs fora por tempo incerto, mas feliz, e é isso que importa. Vesti pijama cheiroso e novo, mudei lençois da cama, pus roupa para lavar, desfiz a mala que no último mês foi feita e desfeita vezes sem conta, comi qualquer coisa e vim até aqui. Cantinho abandonado, mas não esquecido. Fiquei sem vontade de falar de mim por uns tempos, só isso. Estive mais ocupada a viver, de facto, do que a pensar e escrever sobre a vida.
Amanhã, bem cedo, recomeço.
De cabeça erguida, sorriso nos lábios e pensamento mais do que positivo. E muito, muito importante: sem olhar para trás.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ponto da situação

- Continuo em luto pelo MJ e a ouvir músicas do dito over and over again.

- A Kika casou, teve o dia de princesa com que sempre sonhou e que tanto merecia. Estava linda, correu tudo tão bem, e as fotos que vi hoje mostram isso mesmo. Que a felicidade dos noivos naquele dia se repita e multiplique todos os dias das suas vidas.

- Fui à Madeira. Aproveitei e vivi ao máximo cada momento. Dias de revelação. Não morri de amores pela poncha, e vinho da Madeira tem de ser bem doce. Já o bolo do caco conquistou o meu coração, e enjooei de tanto peixe que comi. Dou muito mais valor à Fifs e "bixas voadeiras" em geral, depois da aterragem mega atribulada em Lisboa, onde aquela lata abanou por tudo quanto é sítio e me fez ficar sem pinga de sangue! Boa querida, és a maior!

- Mudança de visual. Cabelo com direito a extreme makeover do qual ainda não me habituei. E foi psicologicamente doloroso, é só isso que tenho para dizer.

- Fui ao Algarve e soube-me pela vida. Descansar, passear, comer bem e ser tratada como uma princesa pequenina, junto daqueles que me querem bem. Que bom que é...

- Momentos de nostalgia e lágrima no olho, ao voltar aos lugares onde já fui muito feliz. Lugares que permanecem iguais, como um quadro, onde se viveram momentos descontraídos, sem nunca imaginar que nunca mais se iriam repetir. Saudades que doiem, que não são tão boas como se costuma dizer.

- Saúde em baixo. Desde paragens de digestão, a cólicas fortes, a um cravo/sinal que carinhosamente apelidei de "a minha merda" que resolveu infectar e me anda a deixar com os nervos à flor da pele.

- A Fifs fez anos! Dêm-lhe os parabéns, mesmo que atrasados, se faz favor. E teve um B day que eu sei que vai relembrar sempre com um sorriso. E ela bem que merece! Isso e muito mais.

- Vontade de regressar ao sul.

- Saudades deste meu cantinho.

E é isto.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Peter Pan


Não sei se recordam de um post há tempos escrito por mim em que confessei que quando era canina me queria casar com o Michael Jackson, que fazia parte do meu imaginário de criança e de adolescente, como um homem peculiar, excelente dançarino, músico brilhante que não queria crescer e que adorava crianças. Foi sempre assim que o vi...
O meu maior desgosto foi quando em 92 não pude ir ao concerto, embora com bilhete...
O MJ era brilhante, dançava como ninguém, fazia sons nunca dantes vistos, tornou-se conhecido por ter ficado branco, quando na verdade tinha nascido preto em Indiana.
A mim isso nunca me interessou. Sempre o achei um artista fabuloso, ímpar e sem igual. Sempre me assumi super fã, sempre o defendi nas excentricidades dele e tenho todos os álbuns inclusive alguns vinis. já tinha imaginado o MJ velhinho... Pelos vistos não vai acontecer...
=(

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Keep on moonwalking...

O som era ensurdecedor. O meu coração batia acelerado e compassado com o ritmo da música que parecia tomar conta de mim. Tinha 8 anos mas se hoje se repetisse vibraria com a mesma intensidade. Ele estava tão longe, não era mais do que um pontinho luminoso lá no fundo, que deslizava de uma ponta para a outra do palco. Nos ecrãs conseguia ver em grande o chapéu, a luva, a calça que deixava as meias brancas bem à mostra, os sapatos pretos.
Tinha o Michael Jackson à minha frente.
Faltei às aulas de propósito e fiz 300km para o ir ver. O meu primeiro concerto, do meu grande ídolo, na companhia da minha mãe e do meu pai. Nunca mais se repetiria.
Nunca tinha estado num lugar com tanta gente. Faltava-me o ar de emoção, de entusiasmo, de excitação, de felicidade por estar ali, por estar tão perto dele, por poder ver aquele espectáculo. Ninguém da minha idade, dos meus amigos, sabia sequer quem era o Michael Jackson.... eu não só sabia quem era, como tinha todos os cd's dele, cantava as músicas a plenos pulmões sem fazer ideia de como pronunciar correctamente as letras, e imitava-o a dançar o tempo todo.
Michael Jackson foi o meu primeiro ídolo. Adorava as músicas dele, achava genial os videoclips, ficava completamente paralisada com as coreografias que gravava via e revia vezes sem conta.
O resto não me interessa. Se era preto ou branco. Se era pedófilo ou inocente. Se era uma aberração ou um génio.
Era, é, e será sempre uma grande referência da minha vida. De uma infância repleta de músicas cheias de ritmo e melodias de embalar, de uma adolescência de quarto com porta fechada com cd em repeat. De uma fase adulta em que vibro quando em qualquer discoteca tocam o remix do Billie Jean ou do Bad.
No passado fim de semana o meu pai pôs um dvd a tocar de propósito para mim, da tour anterior aquela que o trouxe a Portugal, em 1992. Revivemos memórias dessa noite de Setembro onde, de colar fluorescente na cabeça, e às cavalitas de um rapaz com cabelo cortado à "tropa", bati palmas e cantei, e senti que aquele momento ia ficar guardado para o resto da vida.
Ficou, e vai ficar...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Just be yourself

De certeza que em algum momento da vossa vida, por algum motivo concreto ou por nada em especial, já se perguntaram: "O que é que os outros pensam de mim?".
Que imagem deixamos transparecer para aqueles que nos rodeiam?
E aquilo que nós achamos que os outros pensam de nós... será que corresponde à verdade? Ou deitamos um bocadinho de areia nos próprios olhos, e optamos por achar que aquilo que os outros vêm, é aquilo que nós gostávamos que eles vissem??
Por razões que podem ser sociologico/antropologico/culturalmente explicadas e que não vêm aqui ao caso, durante toda a minha adolescência e alguns anos da considerada já fase adulta, sempre me preocupei com aquilo que pensavam de mim. Não em demsia ou de forma excessiva, mas na dose certa perante o cenário em que estava.
Preocupava-me, e muitos dos meus comportamentos eram regrados com base não só na educação e valores que me foram transmitidos, mas em última estância, e em caso de dúvida, optar sempre pelo "socialmente correcto", pelo mais discreto possível e que não desse azo a grandes alaridos.
Curiosamente, acho que nunca deu muito resultado porque mais uma vez, por este ou outro motivo que também não é para aqui chamado, meia volta e havia algum zum zum zum com o meu nome... fosse porque fiz madeixas, porque estava magra demais, ou porque começava ou terminava algum namorico. Não esquecendo nunca que me refiro a um contexto de cidade pequena, onde toda a gente se conhece e onde as novidades são poucas, daí o simples facto de eu ter uma foto em bikini no hi5, ou até mesmo a existência deste blog, ser, eventualmente, motivo de conversa.
Sem querer perder o fio à meada, hoje dei por mim a pensar em como mudei, ao longo dos anos, do tempo, e como as vivências me moldaram e sobretudo me tornaram muito mais segura de mim mesma.
Ao entrar há 3 meses para uma empresa pela primeira vez, e conhecer pessoas novas, quase todas mais velhas, com as quais iria ter de lidar todos os dias, durante bastantes horas, conhecê-las e dar-me a conhecer por mais superficial que seja, mas que a convivência acaba por obrigar, nunca pensei nem me preocupei uma única vez com "o que é que eles iriam achar de mim?".
Percebi que só hoje, passados 3 meses, pensei realmente no assunto. Porque em 3 meses há pessoas com as quais ainda hoje não troco muito mais do que um "bom dia" quando chego, e um "até amanhã" quando saio, mas que hoje me disseram que já faço parte da mobília e que se fosse embora agora iam notar a diferença. Não estava à espera, confesso, e soube-me bem.
E pensei que em momento algum me esforcei o mínimo que fosse para que gostassem de mim. Para que me aceitassem. Para ser algo que não sou. Entrei tímida e calada, como sou sempre quando não conheço. A falar pouco e só quando necessário, como faço sempre quando não estou no meu ambiente natural. A dar-me a conhecer aos poucos e só quando me perguntavam, porque continuo a ser fiel ao meu lema de que "quem quiser saber, pergunta!". Preocupava-me que gostassem do meu trabalho, que me saísse bem e não fizesse asneira, que desse o meu melhor e que esse esforço fosse reconhecido.
Mas nunca pensei se eles me achavam xoxa, antipática, convencida, insegura, tímida, mal encarada ou se simplesmente, e porque sim, não gostassem de mim. Coisa que sei que há muito tempo me iria preocupar.
Hoje dei este conselho a alguém que conheço há pouco tempo, mas por quem já nutro um carinho especial, pelo que temos em comum, por ter sido a primeira pessoa com quem falei mais desde o início: "Sê tu própria. Não dês importância ao que não tem. Não penses demasiado nas coisas. Nem te preocupes com aquilo que os outros acham ou pensam de ti, desde que estejas com a consciência tranquila". E foi aí que percebi o quanto cresci nos últimos anos. Porque é exactamente isto que eu tenho feito, sem ter grande consciência disso, mas que me tem ajudado imenso nas coisas mais distintas que vão surgindo:
- Afastar o que não interessa;
- Valorizar tudo que há de bom que acontece e que me rodeia;
- Não querer provar nem impressionar ninguém a não ser a mim mesma;

É tão fácil, não custa nada... e não dá milhões, mas tem-me valido milhões de vitórias que só eu sei!


Desconhecido


Tenho um novo amigo ou amiga que dá pelo nome de desconhecido e liga-me por volta das 16:00 da tarde e poe uma gravação no mínimo original que consiste em : "Ai Ai Ai"; alguém que está em extremo esforço, sei lá deve estar a fazer limpezas ou a passar a ferro de castigo que estava muito afogueada! E depois heis que entra em cena um piqueno que diz: Gostas? Gostas? E ela responde: "Sim, sim"
A minha teoria é que ela deve ser mazé maluca! Quem é que gosta de passar a ferro? Ou de limpar o chão? Ninguém! Portanto a moça é mentirosa e ele é um abusador porque pelos vistos não a ajuda nas tarefas domésticas e ainda goza com ela a perguntar se gosta.
Eu só tenho a agradecer ao amigo Desconhecido que sempre me dá um minuto de antena e me abre as janelas para o quotidiano de uma família portuguesa.
E já agora, amigos nunca são demais. Obrigada!