terça-feira, 1 de outubro de 2013

A 2 meses dos 30

Começa a cair-me a ficha... Vou fazer 30 anos. Sou adulta. Independente. Tenho o meu ordenado. A minha profissão que tanto gosto e orgulho me dá. Tenho uma vida boa, feliz.
Não sei o que vai ser diferente a partir daqui, provavelmente nada, mas sinto algo a mudar em mim.
Contem-me: sentiram-se diferentes com a chegada/passagem dos 30?

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ficar sem chão (parte II)

É como quem nos tira o tapete e damos por nós a cair em câmera lenta, como desenhos animados, a ver o mundo girar à nossa volta, até batermos no fundo, sem dó nem piedade.
Dó e piedade também são sentimentos muito comuns quando se fica sem chão. É tão fácil sentirmos pena de nós próprios, e acharmos que somos vítimas de todo um complô do destino, que não nos pode ver finalmente com a vida encaminhada, sem grandes tumultos e felizes com aquilo que temos.
Não, de repente vem uma espécie de tsunami que arrasa tudo à nossa volta e lá nos deixamos ir, levados por aquela onda gigantesca que nos arrasta não sabemos bem para onde, e na verdade tudo o que podemos fazer é não oferecer grande resistência e deixar-nos levar... até certo ponto.
Fiquei sem chão por estes dias, e foi uma grandessíssima merda. Foi mesmo. Só eu sei a merda que foi. Eu, e quem me aturou. Felizmente pude dividir "o mal pelas aldeias", e em turnos rotativos tive quem literalmente cuidasse de mim. Porque quando se fica sem chão pensa-se que se fica sem nada. E precisamos que nos façam quase tudo. Como naquela cena do filme do Sexo e a Cidade em que o Big decide que afinal não vai casar com a Carrie, e ela vai arrastada e anestesiada para o México com as amigas e fica em modo vegetal durante um par de dias, sabem...? Foi mais ou menos isso que eu senti (não a parte do ter sido abandonada no altar, calma..).
Não precisei que me dessem sopa à boca, nem fiz curas de sono, mas a parte do "cuidar", do ter quem olhasse por mim, quem me arrastasse de férias para zona neutra, quem me ligasse logo pela manhã para garantir que eu saía da cama, quem me ligasse à hora de almoço para garanir que estava a comer, quem me ocupasse os finais de tarde para garantir que não estava sozinha, quem me ligasse até às 3h da madrugada, para garantir que ficava exausta de tanto falar e ia mesmo dormir, quem ficasse ao meu lado, em silêncio, enquanto eu chorava para garantir que não chorava sozinha. Tudo isso eu tive. E foi tudo isso que me fez perceber que ficar sem chão é uma grandessíssima merda, sim. Mas que ficar sem chão não é o mesmo que ficar sem nada. Na verdade fiquei com muito mais do que tinha. Mais certeza de que tenho grandes amigas, mais certeza de que sou mais forte do que pensava, mais focada em mim e nas minhas prioridades, mais consciente daquilo que eu tenho de mudar por mim, mais EU (sempre com a ajuda delas).
Isto para dizer que, quando se fica sem chão, fica-se sem muita coisa. Mas não é o fim do mundo. Ganha-se muito, aprende-se muito e tiram-se lições para a vida. E constroi-se um novo chão, devagar, um dia de cada vez, como um puzzle. As peças ocupam o seu lugar, encaixam, e formam um todo, que, depois da tempestade passar, faz de ti uma pessoa melhor.
Ficar sem chão é uma grandessíssima merda, mas se acreditarmos que foi preciso deitar tudo abaixo para construir alicerces fortes, paredes e um telhado, se no fim, o propósito for conseguir um Lar, tudo terá valido a pena.
Obrigada a todas (vocês sabem quem são) que me ajudaram a recuperar as peças, uma a uma, do meu puzzle, e a ter forças para reconstruir o meu novo chão! :)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ficar sem chão

É adormecer e, naqueles instantes antes de acordar, desejar ardentemente que tenha sido só um pesadelo e que, quando os olhos se abrirem, tudo esteja como sempre esteve, como deve estar.
E perceber, mesmo antes de a luz entrar, que não.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Pensamento do dia


E já falta pouco..... :)

sábado, 20 de abril de 2013

E porque um post nunca vem só...


Cá está, a foto do momento. Aquela que se vê em repeat em tudo quanto é facebook e instagram da vida.
Ora eu sou fiel ao lema: "Podes tirar a miúda da Serra, mas não tiras a Serra da miúda". E isto porquê? Porque eu passei grande parte da minha vida, diria uns valentes 20 anos, onde o conceito de praia se reduzia a uma quinzena em agosto. Durante o resto ano, pés na areia era coisa que só se via na TV. Quem vive lá prá minha zona deve saber ao que me refiro: temos lagoas lindíssimas, temos montes e vales de cortar a respiração, temos rios de água cristalina, temos pedras e pedregulhos onde se apanha sol, que nem sardaniscas coladas à parede, mas praia a sério, com areia branquinha, mar salgado com ondas e tal, não. Vai daí que só no pico do verão, nos benditos 15 dias que tinhamos para as chamadas "férias", é que se faziam 300km ou 600km ou mais de 1200 km, para se ir à praia na Costa da Caparica, no Algarve, ou numa qualquer cidade espanhola, na loucura, mas em AGOSTO, leram bem?
É por isso que, após mais de uma década de vida alfacinha, me continua a fazer muita espécie as pessoas que, ao primeiro raio de sol, passam das botas de cano alto e pelo felpudo para as sandálias, deixando à mostra todo um pé branco, quando tem cor (o meu por exemplo nem branco está... está incolor, uma coisa tipo medusa, assim pró transparente), ou vão a correr estender o lombo no areal mais próximo, e toca de tirar fotos ao bendito pé (quase sempre feio que dá vómitos, mas a isso já lá vamos), e a postar em tudo quanto é rede social, para que todo o mundo saiba que sim senhores já deram início à sua época balnear, em março ou abril, e por isso merecem uns 620 likes e "ai que inveja que eu tenho daquela porca que já está na praia e com o pé na areia." Não. Tudo isso é muito errado. Primeiro porque eu não tenho necessidade de ver 300 pés horrorosos a passar em scroll no meu mural. A sério, dispenso. Não sou fã de pés, muito menos dos outros, e acho fantástico aquelas pessoas que dizem: "Ah mas os meus são lindos e estão arranjadinhos,!"... não, não podes e ninguém quer saber disso. São pés, toda a gente tem dois e os teus não são lindos, tu é que te convenceste disso porque assim como assim os pés são aquela parte do corpo onde não se nota se engordaste 5 kg durante o inverno, ok? E depois porque é de uma falta de imaginação brutal... Ponham outra coisa, sei lá... o pâncreas, por exemplo! Ou o fígado. Que é tão cor de rosinha, tão lindo!
Moral da história: ténis, sabrinas, qualquer tipo de sapatinho fechado, com ou sem meia de vidro (já nem vou por aí...) existem por uma razão. Para fazer a passagem entre as meias de lã até ao joelho, para o coto de fora que ninguém quer ver. E outra: fazer praia em março ou abril é cool e motivo de inveja se for nas Caraíbas, ou em Bora Bora ou coisa que o valha. Na praia da Cruz Quebrada ou Caxias ou no Barbas é só triste, ok? Pronto.

Back to basics

Este tempo afastada da blogosfera não significou que me ausentasse enquanto espetadora do fenómeno, que cada vez mais parece ser pau para toda a obra. Aquilo que começou, há vários anos atrás, por ser uma espécie de diário público, onde quem tinha gosto pela escrita publicava o que lhe apetecia, passou a ser uma ferramenta de trabalho, onde cada um, à sua maneira, tenta encontrar um lugar ao sol.
Ser blogger hoje em dia é cool. Se for um blogue temático melhor. Ter um blogue de moda, beleza, lifestyle ou tudo junto, é quase como um free pass para se ser aguém admirável. Alguém que se queira ser, alguém por quem nos inspiremos, alguém em quem procuramos algum tipo de referência. Seja porque se gosta dos looks, das dicas de beleza, dos restaurantes, hoteis e praias por essa pessoa frenquentados. E mesmo quando não se gosta, há um lado hatter em cada um de nós, que faz com que se continue a ir lá espreitar o que aquela alma anda a fazer. Temos curiosidade. Uma curiosidade mórbida em saber o que se passa na vida dos outros. Para amar, odiar, ou simplesmente invejar.
Confesso que não sou leitora assídua de blogues. Já segui uns quantos, mas fartei-me. Ou porque perdi a paciência, ou porque, para mim, deixaram de ter graça, ou porque se tornaram montras de marcas, ou porque simplesmente passei a perceber como a coisa funciona, e reconhecer facilmente quem escreve apenas e só pelo prazer de escrever, e quem vê num blogue um negócio. Nada contra, simplesmente, not my thing. Mas tudo isto para dizer que também esta noção do rumo que as coisas estão a tomar, e honestamente, na banalização cada vez maior da blogosfera, contribuiu para o meu afastamento. Se calhar passei por uma crise existencial (Que tipo de blogger eu sou? O que faço aqui? Que tipo de blogue é o Meu Umbigo? Em que tipo de blogue eu quero que ele se torne?). E enquanto não obtive respostas, preferi não escrever. Até que comecei a sentir a tal saudade, de que falava no post anterior, e que me fez lembrar por que criei este espaço, há 5 anos atrás. Para ter um espaço onde pudesse escrever sobre o que me apetecesse. E, se possível, ter algum feedback. Porque sempre defendi que quem expõe publicamente alguma coisa, seja de que tipo for, pretende, acima de tudo, feedback e atenção. Foi o que eu fiz. Juntei-me com uma amiga e as duas fomos depositando os nossos devaneios para aqui. Era o Meu (nosso) Umbigo, e aqui podiamos dizer tudo o que nos apetecesse. Se houvesse quem achasse graça, melhor. Se não, não fazia mal. Porque nos riamos as duas dos posts uma da outra e isso era suficiente. Já passaram 5 anos e muita coisa mudou. Mas esta paragem fez-me perceber que a essência do blogue se mantém: não há um tema, não um negócio, não vendo nada, não procuro nada, não quero ser famosa, não quero receber prendas de marcas, não preciso de 70 comentários e 5000 seguidores, não vou criar uma página no facebook do blogue, não quero haters, não deixo comentários noutros blogues para que visitem o meu.
Escrevo aqui porque gosto de escrever. Porque me sabe bem. Porque me faz bem. Porque gosto de voltar atrás no tempo e procurar o que estava a acontecer na minha vida em maio de 2009 e ter algum registo disso. Porque é fantástico ler as minhas próprias palavras e perceber o quanto e como mudei. Porque um pouco da minha vida está aqui. E é por isso que, ainda que fique semanas, meses sem publicar nada, o blogue me continua a fazer sentido. Faz parte de mim, de quem eu fui e quem eu sou. A paixão pela escrita mantém-se. Mais forte, viva e presente do que nunca. É aquilo que faço todos os dias, tenho a sorte imensa de fazer no meu trabalho aquilo de que realmente gosto, e é aí que mato a minha sede pelas letras e pela atenção que a sua publicação me dá e certeza de que sou lida por muita gente. É por isso que o blogue continua igual a si mesmo, sem qualquer ambição de se tornar noutra coisa que não isto: "O Meu Umbigo".
Welcome back! ;)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pausa da pausa

 
 
Para dizer que não abandonei o blogue. E que vou voltar porque me faz muita falta escrever. Embora o faça todos os dias, a todas as horas. Não é a mesma coisa. Este é o meu espaço e sinto falta dele. Sinto falta de me ler, por mais egocêntrico que isto soe. Sempre encontrei na minha escrita o meu próprio reflexo, e sinto falta desse exercício. A todas as pessoas fofinhas que me dizem que continuam a vir aqui espreitar para ver se já voltei, muito obrigada. Não imaginam como é bom saber isso!
Até já! :)