quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tortura #1



Ter ideias para artigos sobre o Natal. Nomeadamente presentes, decorações, menus e tendências, com 30 graus lá fora.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Coisas que podia ter sido eu a escrever #2



Finalmente, sinto-me compreendida.

Razões para a neura me invadir logo pela manhã:




- Porque o despertador toca.
- Porque tenho de me levantar.
- Porque não sei o que vestir.
- Porque não sei o que calçar.
- Porque no rádio dão máximas de 30 graus.
- Porque ainda são 10h e eu só penso no fim do dia.
- Porque tenho de aturar gente que me irrita.
- Porque tenho de ouvir conversas parvas.
- Porque o horário de verão já acabou mas o calor não.
- Porque só ainda é 3 feira.

... e por aí fora...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Meninas, isto é uma canseira



Chamem-me conservadora, mas acho que as nossas avós tiveram uma vida mais feliz. Ou pelo menos mais facilitada. Viveram numa época em que apenas lhes era exigido que fossem esposas fieis, donas de casa exemplares e mães extremosas. Bastante redutor aspirar apenas a isso, bem sei, mas também não lhes era imposta uma série de papeis a desempenhar na perfeição, sob pena de serem rotuladas de preguiçosas, desleixadas ou pouco interessantes.
Hoje, a mulher TEM de se manter informada e interessada em tudo o que se passa à sua volta, desde a guerra na Líbia aos concorrentes da Casa dos Segredos.
TEM de ser financeiramente independente, morar sozinha, ser ambiciosa, mostrar um percurso profissional de sucesso e objetivos de carreira bem delineados.
TEM de praticar desporto (quer goste ou não), porque se não o fizer revela desleixo com a saúde e aparência física.
TEM de mostrar um visual cuidado, preocupar-se com as tendências, segui-las e estar sempre no seu melhor. (E no caso das mulheres com namorado, parceiro, marido, ter em conta as suas preferências e gostos, recriando, tanto na intimidade como fora dela, aquilo que eles consideram bonito ou que lhes fica bem e obviamente, a depilação sempre impecável).
TEM de saber cozinhar. Porque embora os homens não procurem propriamente uma sopeira, com a explosão das Bimbis é inaceitável que elas não sirvam um banquete em casa para as amigas ou os seus mais-que-tudo.
TEM de comprar lingerie sexy. Mesmo que não goste de usar fio dental ou tanga, mesmo que as rendas e as transparências sejam coisa que não lhe assista, mesmo que seja solteira e durma todas as noites com o gato.
TEM de estar sempre bem disposta e com pedalada para sair e ficar na rambóia até às tantas. Estar cansada ou sem vontade é coisa para gente velha, chata e pouco interessante.
TEM de ter uma libido equivalente à do sexo masculino. Estar sempre pronta, com vontade, ter imaginação, querer experimentar coisas novas na cama, não deixar a vida sexual cair na rotina, realizar fantasias e desejos do parceiro.
TEM de ter o sonho de casar, mas não mostrar demasiada ansiedade em relação a isso.
TEM de ter instinto maternal, mas controlar o relógio biológico.
TEM de gostar de gadgets, e no mínimo ter um iPhone, ou um BlackBerry ou um iPad (ou os 3).
TEM de estar a ler algum livro no momento.
TEM de ser viajada e ter histórias para contar sobre os sítios que já visitou.
TEM de ocupar o tempo livre com algo que a torne ainda mais interessante: workshops de tudo e mais alguma coisa: sushi, maquilhagem, fotografia, cursos de linguas, dança do ventre ou do varão.
TEM de ter tempo para as amigas. Estar disponível a qualquer hora e exigir o mesmo delas.
TEM de ser amiga do ambiente e, no mínimo, reciclar.
TEM de ser liberal, segura, confiante, não sentir ciumes nem inveja... verdadeiros Dalai Lama, inundadas de espírito zen e equilibrio emocional.

Já dizia a Marilyn:
“I'm selfish, impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control and at times hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best.”

Afinal de contas, quando e porque é que nos tornamos tão exigentes connosco próprias?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Da dinâmica do casal (e o fenómeno PES)





Pro Evolution Soccer - aquele jogo de futebol para a Playstation que saíu há coisa de uma semana e pouco, e que já lá mora em casa desde a manhã de sábado. Manhã essa em que o meu rico namorado acorda às 8:30h e se rebola de um lado para o outro na cama, enquanto eu me finjo de morta para ver se ele volta a pegar no sono. Mas não... Impossível dormir. E porquê? "Porque já saiu o PES, amorzinho!", como uma criança na manhã de Natal. Estão a imaginar a minha cara de zombie ensonado e completamente a apanhar do ar, não estão?
Quando finalmente percebi do que se tratava lá me saiu (em vão) um: "Mas já tens o do ano passado e esses jogos são todos iguais e caros!"... o que provocou nele o mesmo choque que sinto quando ele me diz coisas como: "Outra mala? Outros sapatos? Outras calças?"... e aí caiu-me a ficha. Não vale a pena contrariar, argumentar o quanto esses 70€ são mal gastos, como isso vai implicar perda de tempo de qualidade a dois, ou fazer as contas do que eu poderia comprar com esse dinheiro (coisas que me faziam tanto jeito como mais uma mala, umas sabrinas e umas calças).
Conclusão: na vida a dois há coisas que não vale a pena tentar racionalizar ou argumentar; apenas aceitar.

Isso e rezar para que aconteça o mesmo que no ano passado: 3 semanas de euforia e nunca mais lhe pegou!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ando sem paciência #2



Para este calor.
Para o verão fora do tempo
Para as roupas decotadas.
Para andar de pernas ao léu, brancas como a cal.
Para dormir de janela aberta.
Para o ar condicionado que me deixa constipada.
Para pessoas que me mandam calar quando eu digo que estou farta do verão.
Para esperar pelo inverno, a minha estação preferida.
Para as fotos de pés na praia e comentários do estilo "que belo dia de outono".

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ando sem paciência






Para conversas de treta.

Para problemas de terceiros.

Para as cusquices.

Para cobranças.

Para a falta de profissisonalismo.

Para o egocentrismo.

Para as indiretas infelizes.

Para o mau feitio de gente frustrada.

Para garotices.


(...)


Para gente má onda, em geral.