sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Wishlist #2

Hoje era um daqueles dias em que eu pagava para não ter de sair de casa. Ando cansada (muito, mas assim muiiiiiiiiiiiiiiito mesmo), e dava tudo para poder ficar no meu ninho, a deambular entre o sofá e a cama, na paz do Senhor.
Quando fecho os olhos vejo-me nesse cenário, mas com este belo outfit! Este robe-panda é só a coisa mais fofinha (não só de cutxi cutxi mas de toque mesmo que eu já lhe passei a mão pelo pelo)! Já me estou a imaginar a recriar uma nova espécie de panda, que hiberna, enrolada no meu sofá nos sábados e domingos de chuva e agarrada a um pedacinho de bambu... ahhh.... maravilha!



Oysho. P.V.P: 29,99€

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Wishlist #1 - (Este ano não vou ser burra)

Passo 364 dias a queixar-me que não tenho nada para vestir, que queria tanto isto e aquilo, e que giro que é não sei quê, e que gostava tanto de não sei que mais... Mas quando chega a altura de poder pedir qualquer coisa (a.k.a aniversário e Natal que, por acaso, até calham no mesmo mês), nunca sei o que responder.
De maneiras que este ano, e visto que já estou totalmente em modo Natal e só vejo coisas giras à minha frente e quero tudo e mais alguma coisa só porque sim, resolvi começar a fazer a minha Wishlist bem cediiiiiiinho, para não terem a desculpa de "ah e tal que tu nunca dizes o que queres e por isso é tão difícil e o camandro".
Para as 4 pessoas que me lêem e me conhecem, se quiserem mandar um miminho dos que aqui vou espetar, estejam à vontade. Para as outras que cá vêm parar sem querer, ficam só a saber de coisas giras que andam por aí e que podiam ir morar lá para casa, que eu não me importava.
Vá, no fundo no fundo, isto serve mesmo para eu me orientar e ver que prendas vou dar a mim mesma, porque eu mereço!
Então, para começar em grande, deu-me na cabeça que quero.... uma Yammi!
Sim senhores, uma Yammi. Não é uma Bimby. É uma Yammi. Primeiro porque o nome é mais giro. Segundo porque é mais barata. Terceiro porque o meu rico namorado/chef tem cozinhado consideravelmente menos devido ao horário tardio a que chega a casa, e eu achei por bem chegar-me à frente. Não do fogão, que é coisa que me dá nervos, mas de uma alternativa que me dê o mínimo trabalho possível, mas que faça um brilharete e de mim uma Chef com, no mínimo, 4 estrelas Michelin.
Portanto, é isto. Uma Yammi. Eu sei que ninguém estava à espera que o meu primeiro desejo fosse direitinho pr'á cozinha... (nem eu!). Mas é assim, vou fazer 30 anos, estou crescida, há que definir prioridades, e enfim, comer acho que é daquelas coisas que parecendo que não... faz falta.


À venda no Continente. P.V.P: 349€

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

É por isto que as 2feiras me custam tanto

Sábado:
- Dormi até às 12h.
- Fui arranjar as mãozinhas e os pezinhos.
- Fui fazer uma massagem geotérmica, aquela com pedras quentes, nas costas (que é SÓ das melhores massagens de sempre).
- Jantei sushi.
- Vi o Justin Timberlake e o Ben Afflek juntos (no cinema... bah!)

Domingo:
- Dormi até às 12h.
- Almocei coisas boas em casa dos sogros e recebi beijos e abraços daqueles mesmo muito apertados da sobrinha mais velha (que a mais nova ainda não é dada a essas lamechices).
- Lanchei um croissant de chocolate da Portela.
- Enchi a sobrinha Tita de beijos (e não levei grande troco porque ela ficou mais vidrada no Tiiiio).
- Esbardalhei-me para cima do sofá a ver programas de domingo à noite onde não penso em absolutamente nada e falo mal de tudo e todos, até adormecer...

Perante isto, não hei-de ter um piqueno ódio a uma 2ª feira cheiiiiiiiiia de trabalho?? Huuumpf!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Digam-me de vossa justiça!

Com os elogios e comentários tãooooo queridos que fui recebendo, ficou no ar a pergunta que deu o mote ao meu regresso: "O que mudou com a chegada dos 30? O antes, o durante e o depois?"
Hoje uma amiga faz 35 anos e disse-me que sentiu que não viveu os 34 "em condições". Que ficou numa ansia tal pelo número redondinho, que desde o ano passado já estava a pensar nos 35.
"Disparate!", respondi-lhe eu. E depois pensei: "Realmente comigo aconteceu mais ou menos o mesmo. Acabadinha de fazer os 29 e só pensava: estou quase nos 30"... whatever that means...
Eu acho que a culpa é dos meus irmãos, que desde os 23, mais coisa menos coisa, me chamam de cota e dizem que estou quase a fazer 30, como se fosse sinónimo de que me vou transformar numa abóbora.
Mas tirando isso, não percebo muito bem de onde vem esta inquietude geral em torno do número redondinho...
E vocês, percebem?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O poder do elogio

Não tenho facilidade em aceitar elogios. Não que duvide da sinceridade de quem mos dá, mas porque não sei como reagir. Ou melhor, sei que quando acontecem cara a cara fico corada e sem saber o que dizer. Quando são por escrito, (como foi o caso desta manhã, ao ler o comentário que fizeram ao meu post anterior), fico literalmente sem palavras. E fico um bocadinho a saborear cada palavra. Porque acredito que são palavras genuinas, desprovidas de qualquer tipo de interesse, apenas uma partilha, um elogio puro.
Hoje, ao saber que alguém "devorou" um blogue que está praticamente em coma induzido há meses, do qual me desliguei , mas que já foi tão importante para mim porque na verdade contém, literalmente, grande parte de mim, e talvez a parte menos boa, da fase menos boa da minha vida, tive mais uma vez a certeza de que nada acontece MESMO por acaso. Se calhar este comentário foi o empurrão que eu precisava para voltar a escrever aqui. Se calhar continua a fazer sentido a partilha, a verdadeira razão pela qual criei e alimentei o blogue. Mesmo quando achei que já não tinha/não me apetecia/não queria/não me dava jeito continuar a escrever aqui, nunca tive coragem para acabar com este espaço, e ainda bem.
Ainda bem também que, seja de que forma for, toquei em alguém, de forma igualmente genuina, desprovida de qualquer tipo de interesse ou expetativa. Ainda bem que as minhas palavras fazem sentido mesmo para quem não me conhece, mesmo quando sou evasiva, mesmo quando não posso chamar as pessoas e as coisas e os sentimentos pelo nome.
Obrigada, do fundo coração!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A 2 meses dos 30

Começa a cair-me a ficha... Vou fazer 30 anos. Sou adulta. Independente. Tenho o meu ordenado. A minha profissão que tanto gosto e orgulho me dá. Tenho uma vida boa, feliz.
Não sei o que vai ser diferente a partir daqui, provavelmente nada, mas sinto algo a mudar em mim.
Contem-me: sentiram-se diferentes com a chegada/passagem dos 30?

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ficar sem chão (parte II)

É como quem nos tira o tapete e damos por nós a cair em câmera lenta, como desenhos animados, a ver o mundo girar à nossa volta, até batermos no fundo, sem dó nem piedade.
Dó e piedade também são sentimentos muito comuns quando se fica sem chão. É tão fácil sentirmos pena de nós próprios, e acharmos que somos vítimas de todo um complô do destino, que não nos pode ver finalmente com a vida encaminhada, sem grandes tumultos e felizes com aquilo que temos.
Não, de repente vem uma espécie de tsunami que arrasa tudo à nossa volta e lá nos deixamos ir, levados por aquela onda gigantesca que nos arrasta não sabemos bem para onde, e na verdade tudo o que podemos fazer é não oferecer grande resistência e deixar-nos levar... até certo ponto.
Fiquei sem chão por estes dias, e foi uma grandessíssima merda. Foi mesmo. Só eu sei a merda que foi. Eu, e quem me aturou. Felizmente pude dividir "o mal pelas aldeias", e em turnos rotativos tive quem literalmente cuidasse de mim. Porque quando se fica sem chão pensa-se que se fica sem nada. E precisamos que nos façam quase tudo. Como naquela cena do filme do Sexo e a Cidade em que o Big decide que afinal não vai casar com a Carrie, e ela vai arrastada e anestesiada para o México com as amigas e fica em modo vegetal durante um par de dias, sabem...? Foi mais ou menos isso que eu senti (não a parte do ter sido abandonada no altar, calma..).
Não precisei que me dessem sopa à boca, nem fiz curas de sono, mas a parte do "cuidar", do ter quem olhasse por mim, quem me arrastasse de férias para zona neutra, quem me ligasse logo pela manhã para garantir que eu saía da cama, quem me ligasse à hora de almoço para garanir que estava a comer, quem me ocupasse os finais de tarde para garantir que não estava sozinha, quem me ligasse até às 3h da madrugada, para garantir que ficava exausta de tanto falar e ia mesmo dormir, quem ficasse ao meu lado, em silêncio, enquanto eu chorava para garantir que não chorava sozinha. Tudo isso eu tive. E foi tudo isso que me fez perceber que ficar sem chão é uma grandessíssima merda, sim. Mas que ficar sem chão não é o mesmo que ficar sem nada. Na verdade fiquei com muito mais do que tinha. Mais certeza de que tenho grandes amigas, mais certeza de que sou mais forte do que pensava, mais focada em mim e nas minhas prioridades, mais consciente daquilo que eu tenho de mudar por mim, mais EU (sempre com a ajuda delas).
Isto para dizer que, quando se fica sem chão, fica-se sem muita coisa. Mas não é o fim do mundo. Ganha-se muito, aprende-se muito e tiram-se lições para a vida. E constroi-se um novo chão, devagar, um dia de cada vez, como um puzzle. As peças ocupam o seu lugar, encaixam, e formam um todo, que, depois da tempestade passar, faz de ti uma pessoa melhor.
Ficar sem chão é uma grandessíssima merda, mas se acreditarmos que foi preciso deitar tudo abaixo para construir alicerces fortes, paredes e um telhado, se no fim, o propósito for conseguir um Lar, tudo terá valido a pena.
Obrigada a todas (vocês sabem quem são) que me ajudaram a recuperar as peças, uma a uma, do meu puzzle, e a ter forças para reconstruir o meu novo chão! :)