terça-feira, 16 de junho de 2009

Caracolmania

Alguém me explica qual é a doidice em volta da temática "caracóis"?
E não é só a temática... é mesmo o acto da comezaina em si....
Qual é a magia, o encanto, a loucura, o ritual que eu só ouço toda a gente que me rodeia a falar em comer caracóis!!
"Ai agora iam umas minis e uns caracóis!
"E uma caracolada??"
"Epá agora era mesmo esplanar, beber uma jola gelada e chupar uns caracóis!"
Todo o santro dia nisto...
Amigos: para mim os caracóis são uns bichinhos nojentinhos que andam muito devagarinho, deitam gosma quando se arrastam, têm corninhos, e uma carapaça que quando é pisada e esmagada no chão faz um barulho que me arrepia. São bichinhos pelos quais nutro igual simpatia do que pelas osgas e sanguessugas. Estão a perceber o tipo de relação que tenho com a espécie?
Mais... é simplesmente nojento o barulho que vocês, os loucos pela caracolada, fazem ao chupar o bicho da casca. Já se me constou que a molhanga é uma delícia e coiso e tal, e bem sei que havendo molhanga à mistura é sempre difícil não fazer o típico barulho do sorver... Mas o que eu vejo é que os fãs da modalidade têm especial prazer em sorver alto, bem alto, o mais alto possível, para toda a gente à volta perceber que são os maiores porque estão a chupar bichos rastejantes. Parabéns!
Vamos a controlar essa gula pelos moluscos gastrópedes terrestres de concha espiralada?
Vamos falar de outro tipo de petisco à séria tipo tremoços, amendoins, quiçá um pica-pau, vá! Que também vai tão bem com a bela da mini geladinha, e pelo menos não pertencem à ordem stylommatophora, que só por acaso é a mesma das lesmas.
E se tiver mesmo que ser... seja, mas com pouco sorvimento, que a (pelos vistos) minoria dos mortais que não gosta de caracóis, não tem que levar com esse triste espectáculo que parecendo que não corta o apetite!
Estamos conversados? Bem haja.

sábado, 13 de junho de 2009

Previsão meteorológica: Sei lá...


Ando como o tempo: instável.
Acordo todos os dias sem saber o que me espera quando abrir a persiana, tal como não sei qual o meu estado de espírito para as 24 horas que se seguem.
Sinto-me saturada como o dia de hoje, aqui na serra. Um bafo que não se aguenta em lado nenhum, mas sol que é bom... nem vê-lo. Núvens escuras a cobrir o céu, ambiente pesado, de trovoada. Ainda não choveu... mas está para chover.
Tal como eu.
Devia sentir-me primaveril, já em vésperas de Verão. Mas os dias cinzentos e de chuva teimam em não ir embora. E se de repente vem um ou outro em que o sol aparece em todo o seu esplendor, em que não há núvem que estrague a minha boa vibe, e onde tento aproveitar ao máximo as energias positivas que no passado tanto me ajudaram.... a seguir vêm logo 5 ou 6 dias de chuviscos, aguaceiros e até trovoadas.
Resta-me torcer os dedos, fazer figuinhas, e esperar que este estado do "tempo" não se prolongue muito mais. Afinal dia 21 já é oficialmente Verão... e espero que por essa altura todas as núvens do meu estado de espírito decidam ir oficialmente embora. Ok? Bem haja.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Como domar a fera

Devagar devagarinho a coisa vai passando.
Sim, "a coisa". Aquela que me fez escrever o último post e que agora não é pr'áqui chamada!
Depois de várias horas de sono sem remorsos nem sobressaltos a pegar no telemóvel para ver quanto tempo falta para o dito cujo tocar. Depois de respirar bem fundo. Depois de ficar em total silêncio. Depois de aspirar o quarto de uma ponta a outra. Depois de arrumar a roupa que se amontoava no sofá. Depois de passar a ferro. E sobretudo depois de fazer a minha rica caminha de lavado....
O poder que uns lençois branquinhos, passados a ferro, a cheirarem a lavado, têm sobre mim....!É quase tão bom como me fazerem festas na cabeça ou simplesmente passarem-me as mãos pelo cabelo. É terapeutico, é tão relaxante, deixa-me zen, quase como a entrar numa dimensão paralela a esta onde o caos permanece instalado.
Por isso, a quem isto possa interessar por ser alvo directo das minhas neuras: não me dêm xanax diluidos em chás de camomila. Enfiem-me antes numa cama branca, feita de lavado e façam-me festinhas no cabelo. Juro que fico mansa, maaaansa.....

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Biatch" Mode!

Não falem comigo hoje.
Não me perguntem se está tudo bem, ou porque é que estou de trombas.
Não deduzam que estou com o período ou que é da TPM.
Não me peçam satisfações.
Não façam comentários desnecessários e inúteis.
Não me dêm ordens nem me chamem à responsabilidade do quer que seja.
Não me lembrem que amanhã tenho de acordar antes das 7h.
Não me perguntem o que é que vou vestir.
Não digam na televisão e na rádio a toda a hora que a chuva e as núvens cinzentas vão continuar.
Não me tentem mostrar o lado bom da coisa, porque mesmo que ele exista, hoje não me apetece saber qual é.
Não me dêm conselhos que eu não pedi.
Simplesmente... esqueçam que eu existo, por um bocadinho.

domingo, 7 de junho de 2009

Águas Wuso


Olá! Saudades? Não? Tá bem...

Ora vamos lá ao que interessa. Acho a escolha da Luso, para publicitar as suas águas das formas ou o que é um nadita, vá, inusitada!


A ideia que a mocinha dá é basicamente a seguinte:


"Como que nem um animal quando não compito (compito é uma palavra engraçada não é?) portanto como está a aí a chegar o mundial deixa cá fechar a boquinha e esperar por um milagre das águas, strictu sensu.

Depois não entendo a história do carrapito... Sei que é imagem de marca mas a ideia com que fiquei foi "Olha esqueceram-se de lhe tirar o carrapito da maquilhagem..!" Mas não, afinal diz que a moça luta mesmo com aquilo que até tem a sua graça, no tapete, que não se vê lá nos truques da judoquice.


Por fim um último apontamento... Com todo o respeito pelos problemas de dicção, mas águas wuso já ganhou!


Já agora experimentem as águas que são boas. Não sei se tiram assim tanto a fome mas ao menos sabem bem!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Não quero!!!!

Se vocês soubessem o quanto me custa levantar cedo....!!!
Sim, eu sei que custa a todos. Mas eu acredito piamente que custa bem mais a uns do que a outros. E eu cá faço parte daqueles a quem custa quase a própria vida tirar o belo do lombo da palha!
Porque a minha cama é SÓ a melhor do mundo; porque eu adooooooro e preciso tanto de dormir; porque é de manhã que durmo profundamente e sinto que estou realmente a descansar, e não nas primeiras horas de sono (ao contrário de muita teoria que já li sobre o assunto, que diz o contrário); porque quando o despertador toca fico automatica e instintivamente com vontade de matar alguém!
Verdade verdadinha... nasce uma fúria dentro de mim, que não sei de onde vem, nem como se acumula dentro de tão pequeno ser. Levanto-me como um furacão, nada de fazer fitas e ficar a enrolar e adiar "só mais 5 minutinhos". Isso é tortura! Ainda o despertador vai no meio "Piii" e já eu estou a abrir as persianas que um dia destes vão com o camandro porque são logo o primeiro alvo da minha fúria. Seguem-se as portas dos armários, as gavetas, o shampô e gel de banho que caiem vezes sem conta da prateleira para dentro da banheira, enfim... todo um ritual de descarrego de fúria que não é bonito de se ver.
É por isso que a Fifs, mesmo que esteja acordada, não sai do quarto antes de eu me ir embora e bater uma última vez com a porta. Até pode estar aflitinha para fazer xixi, mas prefere esperar no escurinho do quarto dela até que aqui a Diaba da Tazmania saia de vez, do que ter de dar de frente com as minhas belas trombas matinais.
Mas se soubessem mesmo a sério o quanto me custa, o sofrimento que eu passo, a luta diária que travo contra mim mesma e este meu mau despertar.... davam-me razão!
Ah pois davam!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Para ti, Kika

-“Esta é que é a tua filha? É tão parecida contigo, Paula!”
-“Eu olho para a tua e vejo-te a ti, com esta idade, Gina!”
Lembro-me tão bem desta conversa… Nesse dia, em que fomos apresentadas, não falámos uma com a outra. Ficou cada uma atrás da saia da sua mãe, a olhar em volta, naquela que iria ser a nossa nova escola. Foi à porta do pavilhão B, no ciclo, quando tínhamos visto pela primeira vez que íamos ser da mesma turma, o 5ºE.
Na altura achei-te graça porque eras pequena como eu, usavas uma fita na cabeça a prender a franja como eu, e estavas tão “às aranhas” quanto eu.
Eu vinha da escola de Santiago, tu da de S.Romão. E talvez por isso, por ambas nos sentirmos intrusas naquela turma onde grande parte já se conhecia, acabamos por nos aproximar mais. Isso e o facto de ambas aparecermos no primeiro dia com uma mochila às costas que tinha o dobro do nosso tamanho, saia de pregas e collants. Para além disso ficámos as duas presas, literalmente entaladas, na porta do pavilhão C, porque resolvemos correr disparadas como se o mundo fosse acabar naquele preciso instante, mal ouvimos soar o primeiro toque. Ficámos debaixo daquele miúdo gordo, enorme, que teimava em não sair de cima das nossas pequenas pernas, pequenos braços, pequenas cabeças de fitas que entretanto voaram com o impacto.
Seguiram-se aqueles que eu ainda agora considero os melhores anos da minha vida. E tu sempre estiveste presente. Ficávamos juntas nas aulas de matemática do Catarino, e nas de música com o "Pestana Branca". Éramos bem comportadas, mas morríamos de vontade de fazer uma pequena rebeldia de vez em quando. Éramos as mais pequeninas, também as que gostavam mais de dançar. As nossas coreografias de festa de fim de período faziam um sucesso enorme, e nada nos dava mais gozo do que ir aos aniversários umas das outras. Com singelos 10 dias de diferença, ambas Sagitárias puras, festejámos várias vezes juntas, e juntas éramos as únicas que ainda não tínhamos o período que nos impedisse de fazer as aulas de natação. E nunca nos importámos com isso… Até que apareceu...com um mês de diferença, e foi uma grande festa!
A minha mudança de turma no secundário em nada mudou a amizade que nos unia. Os intervalos continuavam a ser passados juntas, os fins de tarde sem aulas também, as idas ao cinema e ao "Mónaco". As férias em Aguadulce, uma semana para sempre recordar… os teus avós que me trataram como neta, os pistolões da D.Palmira a apimentar a coisa, e o Javier, coitadinho, a lamber o gelado com ar sofredor.
A viagem de finalistas…foi…a viagem de finalistas. Boa demais para descrever ou resumir. E mais uma vez, juntas, no mesmo quarto, a partilhar roupinhas que só nos serviam a nós duas, tamanhos XXS, e a descobrir a Vodka Morango, numa sapataria, em plena luz do dia.
A entrada para a faculdade, que já foi há tanto tempo, não parece tanto assim pelo facto de sempre continuarmos presentes na vida uma da outra. Tu em Coimbra, eu em Lisboa. Tenho noção de que ambas construímos caminhos paralelos, que pouco se cruzaram e do qual não participamos activamente. Mas sinceramente, acho que não houve nada de realmente importante que não tivesse partilhado contigo na hora, apesar da distância.
No dia mais triste da minha vida estiveste o tempo todo ao meu lado.
Seguraste na minha mão, abraçaste-me, deste-me o ombro, o colo, o coração.
Nos tempos que se seguiram deste-me espaço com amizade incondicional. Nunca me julgaste pelas escolhas más, menos boas ou totalmente despropositadas à vista dos outros. Apoiaste-me em tudo, cegamente, mesmo naquilo que tanto eu como tu sabíamos ser errado.
Não nos telefonamos todos os dias. Não mandamos mil mensagens. Não sei de tudo com todos os pormenores da tua vida. Não conheço algumas das tuas amigas tão importantes quanto eu. Não te procuro constantemente para desabafar, chorar ou rir.
Mas guardo-te no meu coração, fazes parte de mim, de quem hoje sou, da menina que um dia fui. Sempre fomos assim uma para a outra, sem esforços, sem discussões, sem atritos, sem complicações.
Sempre estivemos lá uma para a outra, sem pestanejar, para o bom e para o menos bom. Sempre disse que de todas as minhas amigas eras aquela que achava mais parecida comigo. Sempre tive muito orgulho e admiração por seres tão boa aluna, tão empenhada, tão determinada, por conseguires todos os teus objectivos com tanto mérito. Tão boa profissional, namorada exemplar, Mulher linda por dentro e por fora, tão bom coração, tão minha Amiga.
E agora vais casar…
De véu e grinalda. De vestido de Princesa que ainda não vi, mas que toda a vida imaginámos entre conversas e risinhos, tentando adivinhar quem seria o nosso Príncipe Encantado. E tu encontraste o teu. E ele encontrou-te a ti. E são felizes… e isso faz-me muito feliz.
É um orgulho imenso partilhar este momento da tua vida contigo, Kika.
Tudo o que eu desejo para ti, é o mesmo que desejo para mim, do fundo do coração.
Obrigada por existires na minha vida, tão simples e discreta. Tão forte e presente. Tão minha Amiga.
Um beijo enorme,
Rita