sexta-feira, 12 de março de 2010

Flashforwad


Quem acompanha a série sabe bem do que estou a falar.
Quem não acompanha, imagine este cenário:

- Durante 2 minutos e 17 segundos, todas as pessoas do mundo sofriam uma perda de consciência, uma espécie de desmaio, onde tinham uma visão daquilo que ia acontecer dali a precisamente 6 meses.

Se fecharem os olhos agora, e sendo que podem escolher a vossa visão, qual seria??

O que é que viram??

Contem a vossa, que eu conto a minha!!! Seja o que for!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

"O casamento é como o cheque; já não se usa"


É esta a frase que uma cidadã (expressão que adoptei do sr. Vitor de Sousa) que eu tenho no meu msn apresenta, seguida de um "Ahahahahah" de ironia e sarcasmo.
E eu, que não falo com a dita cidadã há pelo menos 2 anos, (nem sei porque é que continua no meu msn), mas que em tempos estive a par das aventuras e desventuras da sua vida amorosa (sendo que as desventuras ganhavam em larga maioria), dei por mim a pensar na bela da frase e na quantidade de pessoas que hoje em dia falam do Casamento com o mesmo escárnio e mal dizer.
Ora a minha visão sobre o casamento tem tido altos e baixos ao longo dos anos. E quando digo Casamento, falo na instituição em si, no compromisso, na consciência total e absoluta do passo a que se propõe dar, e não da festa, do "sermos felizes para sempre", da lua de mel, de ostentar as alianças e do encher o peito para dizer que agora sou casado e já não posso fazer, dizer ou pensar em X. Mas apesar desses altos e baixos, houve algo que sempre se manteve: sonho em casar-me, em encontrar "aquela" pessoa especial, e com ela construir um futuro a dois, que se multiplique por mais dois, por aqueles que a vida nos trouxer.
Mas o sonho, o de menina, o que todas as meninas têm (o que não quer dizer que todas as Mulheres o tenham), não voa mais alto do que a parte racional, aquela que pondera tudo, que analisa, que se preocupa com os pormenores de que quem apenas sonha em casar se preocupa. Por ser filha de pais divorciados, por ter ficado desde muito cedo a apoiar a minha mãe no crescimento e educação de dois irmãos mais novos e pequeninos, por ver o esforço que ela fez para que eles nunca sentissem o peso do divórcio nas nossas vidas, as ausências e as falhas de quem na altura não esteve e falhou, a força infinita para sozinha nos dar o amor, carinho, atenção, compreensão, acompanhamento que devia ser divido por dois... por saber o quanto foi dificil para ela ter ficado sozinha, sem o homem que tinha escolhido para ser feliz para sempre, com quem tinha tantos planos de futuro a longo prazo, que sempre amou até ao fim dos dias... por saber tanto de tanta coisa... o Casamento assusta-me.
Mas sei que me quero casar, com "aquela" pessoa. Aquela com quem quero fazer os mesmos planos e sonhos e contruir uma vida a dois, tal como a minha Mãe fez, mesmo sabendo que há o risco de poder acabar, mas sempre com a certeza de que vou fazer de tudo, por ser "aquela" pessoa, para que não acabe nunca. E sempre com a certeza de que, por ser "aquela" pessoa, ela vai fazer o mesmo por mim.
Não acredito na frase "estou sozinha por opção". Acho que ninguém está sozinho por opção. Acho que se fazem opções, e se escolhe não namorar, não sair, não casar, não juntar (seja o que for), com aquela ou outra pessoa, por não ser a pessoa certa. Mas se aparecer a pessoa certa, ninguém escolhe ficar sozinho! Tal como me faz confusão pessoas como esta cidadã, que por estarem amarguradas com a vida, com o amor que não lhes bate à porta, com o medo de que um pedido de casamento não chegue nunca, preferem desdenhar do mesmo, e ainda fazer bandeira disso!!
Acredito mesmo que o que move tanta gente é apenas e só isso: o medo de, no fim do dia, saberem que não são elas que querem estar sozinhas, mas que não há ninguém que queira realmente estar com elas, partilhar a vida com elas, construir algo com elas.
E logo hoje que fui depositar um cheque tão importante na minha conta, quando li a frase soltei uma gargalhada e pensei que não é bem assim... que os cheques ainda se usam e há quem lhes dê muito, mas muito valor. Bem como ao Casamento. Usa-se, vai usar-se sempre, e tenho a certeza de que enquanto duas pessoas gostarem a sério uma da outra, vai fazer sempre todo o sentido, e sem dúvida ser a melhor das opções.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Gosto tanto, mas tanto!







O filme do fim de semana levou-me numa viagem pela minha Wonderland.
E Johnny Depp continua a ser presença forte e marcante no meu imaginário de filmes fantásticos, de mundos paralelos, que me surpreendeu pela primeira vez aos 7 anos, não me deixando dormir durante quase 1 semana. As tesouras de Eduardo assombraram-me o sono e ainda hoje me arrepio quando vejo imagens do filme. Hoje, 20 anos depois, os filmes de Tim Burton não me tiram o sono, mas fazem-me sonhar acordada, e estou completamente rendida ao país das maravilhas que vi, em 3D, ontem. Pelo meio fica a lembrança de ver Charlie e a sua fábrica de chocolate, que me deixou de água na boca! Vi o filme a primeira vez no sofá, embrulhada numa manta, com a minha mãe, enquanto comiamos chocolates. Vou-me lembrar sempre desse momento, e de que foi tão doce como a fábrica de Willy Wonka.
Para terminar, e apesar de ainda não ter encontrado as imagens que queria, uma pequena referência aos vestidos da Alice durante o filme... que guarda roupa fantástico!!! Adorei todos, todos, todos!!!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Há jantares fantásticos, não há?


Há jantares entre amigas que servem para muito mais do que degustar um bom petisco, dar umas risadas, contar as novidades ou falar de assuntos vários de cariz fútil (e que bem que sabe!).
Há jantares entre amigas em que, por nos sentarmos frente a frente, por estarmos olhos nos olhos, por querermos mesmo estar ali umas com as outras, por não haver as distracções de quando estamos juntas mas às compras, a sofrer na depilação e só dizemos disparates para abstrair da tortura que se passa nas zonas "baixias", por não haver o barulho das luzes das saídas nocturnas, por não estarmos a ver a novela e constantemente a comentar tudo o que por lá se passa, por não estarmos a morrer de saudades e por isso num estado de total histeria, onde falamos por cima umas das outras, guinchamos e nos atropelamos num ritual de aves raras... por tudo isso e mais umas coisas....
Há jantares entre amigas em que se fala de coisas sérias.
Em que, subitamente e apenas porque sim, porque estamos entre amigas, abrimos o livro e partilhamos coisas que, mesmo sendo amigas, ainda não sabiamos umas sobre as outras.
Há jantares em que, a cada garfada acompanhada por um encher o peito de ar, por um gole de imperial bem gelada, vamos dizendo e ouvindo coisas que nos custam dizer. Não são propriamente segredos, não são assuntos tabu. São coisas que guardamos cá dentro, aquelas das quais nos custa falar, e que, de repente, do nada, se tornam faceis de partilhar.
Um pedido de ajuda, um baixar as armas, um poder ser insegura durante um bocadinho, mais sensível, admitir o que nos deixa realmente tristes, frustradas, e o que nos preocupa a sério.
Mais do que os desgostos amorosos, do que acharmos que estamos com kilinhos a mais, do que querermos um aumento.
Coisas mais sérias, histórias de vida, das nossas, de antes de nós, das "heranças" que cada uma carrega, sem nunca ter feito por isso. São fardos, são pesos, são castigos nos dias mais cinzentos...
Mas nos outros, nos de sol, e sobretudo quando temos Amigas que nos elogiam e nos dizem que têm orgulho de nós por tudo o que já passamos, são vitórias, são conquistas, são chapadas de luva branca, são motivos para nos orgulharmos sempre de quem somos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Vou fazer um para mim


Pendurar um quadro vazio na parede e ir preenchendo com momentos que têm preenchido os últimos tempos e os que ainda estão para vir. A máquina já tenho. Agora é ir congelando no cartão, e depois congelar em papel, e no fim colar no quadro, para que congele na minha memória de cada vez que olho para ele, e descongele o meu coração nos dias mais frios.
Não quero deixar espaços vazios nesse quadro, e também não quero ter ansias de o atafulhar com o que não interessa. Foi essa a minha resolução de início de ano, "Focar", lembram-se? Não parecia tarefa fácil para quem andou toda uma vida a dispersar atenções, a contruir castelos no ar (e na areia, e na neve), a espalhar magia por aqui e por ali, pelos outros sobretudos, e a guardar muito pouca para mim. Mas no início do 3º mês de 2010 posso dizer que estou imensamente orgulhosa por estar a fazer um óptimo trabalho de focagem!! A separar o trigo do joio com uma facilidade que me arrepia, a estabelecer prioridades sem margem para dúvidas, sem vacilos nem hesitações. E sobretudo, a "guardar só o que é bom de guardar", como já é meu lema... (esse e "Tuuufas!!)
É esse lado "Bom", óptimo, maravilhoso, gostoso, delicioso da vida que eu quero pôr no meu quadro. Vai haver espaço para tudo de bom que eu sei que merece lá estar. Tudo e todos. Com imensos post scriptum, que eu sou menina que tem sempre algo mais a dizer, depois do que já foi dito, e quando não tenho é mau sinal! Com ainda mais "I love you", porque felizmente tenho muita gente que merece os meus "I love you", todos os dias, e de quem não me esqueço nunca.
Vou criar um quadro que me lembre, porque acho que todos deviamos parar uns minutos por dia para nos lembrarmos, das pequenas grandes coisas que me fazem feliz.
E é disso que eu não me quero esquecer nunca mais: Ser feliz!

segunda-feira, 1 de março de 2010

As coisas que eu aprendo!!





Gostava aqui de partilhar com vocês, meus amores, uma lista de palavras das quais faço uso recorrente no meu dia a dia, e que, há um mês atrás me eram totalmente deconhecidas, bem como o seu significado:

- Surchemise
- Totem
- Coffret
- Cinta Teaser
- Product Placement
- Sachê
- Badana
- Stopper
- Barquette
- Guidelines
- Glorificador de coffret

Em compensação, tenho de ouvir constantemente pérolas como "prontos", "a gente fizemos, vamos e falamos", e repetições constantes do nome a quem a pessoa se dirige, do género: "Olá Maria, tudo bem Maria, precisava mesmo de falar consigo Maria, já lhe tinha tentado ligar duas vezes Maria, prontos Maria, ainda bem que agora a gente falamos, Maria."

E é isto!
Feliz 2ª feira!

P.s- Pelo menos está sol! (Por enquanto)

O meu domingo foi assim...


De pijama e pantufas, de cabelo apanhado, de volta das lides domésticas, com pausas para adormecer enquanto fingia que via os filmes da tarde.
Com tempo para pôr a máquina a lavar, estender roupa, fazer um jantar daqueles caprichados para mim e para o meu irmão, e ainda um bolo de chocolate que, não é para me gabar, mas ficou maravilhoso!!
Uma verdadeira dona de casa ("sopeira", diria eu noutros tempos!), com direito a banho demorado e cheiroso, chá quentinho enquanto chovia lá fora, trocas de mimos e surpresas de quem está longe e me deixa saudades e o coração quente, e deixar a casa toda com uma mistura de cheiros bons a lavado e bolinho acabado de fazer. Com cheiro de casa onde há gente, onde há vida, onde se mora, se cozinha, se dorme, se vive!
É por estas e por outras que não percebo aqueles que não gostam do domingo, que se queixam, que ficam deprimidos... eu não gosto é das 2ªs feiras!!