terça-feira, 22 de novembro de 2011

Do egoísmo feminino (ou antes solidariedade masculina?)



Uma amiga queixava-se das constantes desilusões que as amigas lhe causavam. Procuram-na por email, mandam SMS, desabafam, pedem conselhos, convidam para os casamentos, festas dos filhos, batizados, aniversários e inaugurações de casas. E ela está lá, ela responde, ela vai sempre. Mas quando ela as procura, quando é ela a convidar, quando tem a ver com ela... as outras não podem. Porque vão passar o fim de semana fora. Porque têm cá família. Porque já tinham coisas combinadas.... porque não dá jeito.
Já os homens, se quiserem, podem sempre. Basta um telefonema. Basta dizer o dia, hora e local.
E ela tem muita razão no que disse, e em ficar triste e desiludida. Porque as mulheres, de facto, são mesmo assim. Parvas. Sofrem de um tipo de egoísmo parvo porque primeiro pensam sempre nelas próprias, é certo, mas tendo em conta uma série de fatores como os seus afazeres, as suas prioridades (que normalmente implicam sempre a existência, a vontade e os programas que o homem tem ou quer fazer). E só depois é que pensam em quem está do outro lado. Na amiga. Que a convidou, que quer estar com ela, que tem saudades, que tem algo para partilhar.
Já os homens também são egoístas (muito mesmo!). Só que pensam sempre, mas sempre, apenas e só no seu bem-estar. Naquilo que lhes apetece fazer. E é por isso que quase sempre dizem que sim na hora e não desmarcam à última. E fazem bem.
São mais verdadeiros. Mais solidários. Mais unidos. Podem não passar a vida a ligar uns aos outros, nem a querer saber tudo o que acontece nas respetivas vidas. Mas quando é para estarem juntos, estão. E não há cá desculpas da treta, nem "deixa ver com a minha namorada o que é que ela vai fazer nesse dia e se dá para encaixar as duas coisas ou se ela já tem alguma coisa combinada porque se tiver então eu posso ir, porque não estou a desperdiçar tempo de programas de casal!".
Somos egoístas e parvas. O que nos faz ficar em desvantagem em relação a eles. E temos memória curta. Esquecemo-nos depressa demais de como era a nossa vida antes deles aparecerem, e de como arranjavamos tempo, vontade e disponibilidade para aquelas pessoas que também arranjavam tempo, vontade e disponibilidade para nós.

3 comentários:

Miss G. disse...

Muito bem escrito.

Kikas disse...

tens plena razão. esse é um dos erros que eu espero nunca cometer.. o certo é que, quando as coisas dão para o torto com o namorado (ou namorada, que isto nos dias que correm é extremamente vulgar), se voltam a lembrar das amizades!

Ritititz disse...

Todas acabamos por cometer estes erros, de uma maneira ou de outra...é pena termos perfeita consciência disso mas mesmo assim continua a ser difícil pensar só em nós. Deve ser um gene feminino qualquer!!!