quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nostalgia



Hoje vamos passar a última noite naquela que foi a nossa Rica Casinha nos últimos 22 meses. Naquele lar que não o sendo, tomei como meu desde o primeiro dia em que para lá me mudei. Onde passei tantas e tantas e tantas alegrias. Tantos momentos bons. Onde no fundo tudo começou. Onde eu (assumida bicho do mato), me senti tão bem desde a primeira vez que lá entrei. Podia não ter sido assim. Podia ter pesado uma série de coisas, que, honestamente nunca pesaram. Nunca me senti a mais. Nunca senti vontade de mudar nada. Nunca achei que não pertencia ali. E há coisas que (já diz sabiamente a Fanny), não se explicam... sentem-se! E eu senti-me verdadeiramente bem ali, sempre.
Ontem, ao tirar todos os quadros das paredes, todos os tapetes do chão, todas as velas, todos os candeeiros, todas (e são tantas!) as fotografias nossas espalhadas pela casa, todos os imans do frigorífico, todos os "pedacinhos de nós" espalhados por todas as divisões, senti a casa despida. E também eu me senti assim: despida. E percebi que realmente aquele espaço foi, nestes quase 2 anos, muito mais do que uma casa onde morámos. Foi o espaço onde fui verdadeiramente feliz, onde me reencontrei, encontrei paz, tranquilidade, um porto-seguro, estabilidade, um recomeço, um novo rumo, e muito, muito Amor.
Independentemente de tudo de bom que esta mudança vai trazer, é impossível não sentir uma nostalgia, uma leve tristeza por deixar aquele cantinho onde fomos tão felizes... vou ter saudades, vou sentir falta e tenho a certeza de que me vai custar a adormecer esta noite, ali.
Obrigada, Rica Casinha...!

2 comentários:

Hugo Rangel disse...

Mudanças são sempre complicadas...sejam físicas, emocionais ou até de outro qualquer género.

Miss G. disse...

E eu que acompanhei tudo tão de perto sei bem que sempre te sentiste bem ali. Mas também sei que "home is where your heart is" e o teu vai estar nesta nova casinha. Sei que também aqui vais ser feliz.