quarta-feira, 7 de maio de 2008

Não contes a ninguém...

A propósito deste blog que visito diariamente, do que por lá leio, e de como tanta gente se pode identificar com o mesmo assunto....dei por mim a questionar: Qual a importância dos segredos na nossa vida?
Será que toda a gente, sem excepção, guarda em si algo que esconde do resto do mundo?
É bom ter segredos? É saudável? Porque é que se guardam segredos?
É óbvio que, de uma maneira ou de outra, toda a gente tem partes da sua vida, lembranças, medos, receios, actos, pensamentos, que ou por serem dolorosos, angustiantes, por representarem algo de negativo, preferimos manter no silêncio do pensamento, na consciência de cada um, não materializar, não partilhar, não dividir.
Gosto deste blog porque, ainda que todos nós tenhamos o direito de ter os nossos segredos e de não os querer partilhar com ninguém, a verdade é que, havendo uma oportunidade para os libertar da prisão que encerramos dentro de nós, sem medo de ser julgado ou criticado...há muita gente que prefere e acredito que fique aliviada ao contar o tal segredo.
Faz-me pensar que muito do que fica por dizer se deve a uma censura auto-imposta, por medo das consequências, e não tanto porque seja doloroso tocar no assunto em questão. Faz-me pensar que há muita gente que precisa mesmo de partilhar esses pensamentos, mas que por não confiarem, por não terem quem ouça sem falar de seguida, por se sentirem automaticamente julgados e condenados, alimentam uma dor que podia ser minimizada ou mais leve, se partilhada com alguém em quem confiassem realmente.
É bom ter segredos. É um sinal de individualidade, de humanidade, de seres únicos e distintos que somos. Mas também era bom que conseguíssemos confiar mais uns nos outros, que se soubesse ouvir mais e falar menos, que não se adoptassem duas caras, dois pesos e duas medidas. Continuo a ir ao blog todos os dias, não por mera "cusquice" nem para me entreter com a vida alheia. Mas porque me identifico com muitos dos segredos, porque ainda que nunca tenha enviado os meus para lá, dá-me conforto saber que há mais quem sinta o mesmo do que eu. É na identificação com o próximo que deixamos de nos sentir tão sozinhos e diferentes neste mundo. Seja ele quem for, esteja onde estiver.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Moita...cala-te pá!

Estou fartinha do Moita Flores!!
É que já não aguento ouvir nem mais um pio proferido pelo homem. A culpa não é dele...é de quem o está constantemente a pôr no ar, (e lhe paga para tal!), a debitar clichés, falsos moralismos, e conversa que apela ao coração do tuga que já o tomou como referência porque leva com ele 12 horas por dia, desde que esteja com o seu televisor ligado na Sic!
Ele enche chouriços todas as manhãs, de 2ªa a 6ªf, no programa da Fátima; ele enche chouriços enquanto comentador da nova rubrica do Jornal da Noite "Aqui e Agora"; ele enche chouriços na Sic Notícias para dizer mais do mesmo, do caso Maddie e outros que tal, onde não há desenvolvimento nenhum há meses, mas ainda assim, sempre que vem à baila, lá está ele, com aquele ar bonacheirão e muito afectado com a desgraça alheia, sendo que, como é óbvio se está perfeitamente a borrifar para o caso e seus intervenientes.
Mas ele não tem uma Câmara para presidir, pergunto eu??? Então mas não o elegeram como autarca de Santarém e por lá não lhe dão trabalho?? E os romances?? Que se dedique a eles, sossegadinho, em seu escritório, recorrendo à palavra escrita para fantasiar e encher chouriços...mas em silêncio!!
Ora bolas, que não há pachorra!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

4 minutes to save the world (and us...)

Adorei este vídeo... Vejam-no com atenção e abram o coração. Encarem todas as posibilidades da vossa vida e não se prendam a determinado caminho e a determinada maneira de ser... Aproveitem a vida e o que ela de melhor vos pode trazer... Palavras para quê?


Mimos

Ontem ofereci-Me esta flor.
A tua preferida, na côr que sei que ias gostar.
Está num jarro lindo, na mesinha de cabeceira, ao lado das molduras com as fotografias de nós duas de que mais gosto.
Por todas aquelas que ficaram por Te oferecer.

Recebi ainda uma mensagem que significou muito para mim. Por não estar à espera, por se ter lembrado de mim, por ter sido sincera, por saber que sente o mesmo que eu e porque tinha e tenho saudades.
Obrigada, SP.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

The Licious Party

Já têm programa para dia 10 de Maio? Não? A Pips ajuda e recomenda:

Spot: Delmare Café, Praia da Cabana do Pescador, Costa da Caparica.
Horas: A partir das 23h até às 6h, para quem tiver pedalada!
Dress Code: Casual...pois claro!


Porque, assim como eu, imagino que já toda a gente esteja oficialmente farta deste tempo de bradar aos céus (literalmente!), e nada melhor do que uma festa com sabor a Verão para trazer finalmente os dias e as noites quentes!
Um convite aos sentidos: fazer o gosto ao olho e ver gente gira e bem disposta (porque olhar não tira pedaço!), poder finalmente usar aquele top maravilhoso e colorido, perfeito para festa na praia, queimar milhões de calorias sem dar conta de tanto dançar, sempre com o mar de pano de fundo e disfrutando de um espaço de referência neste Verão.
Os ìndios faziam a dança da chuva, certo? Nós vamos fazer a dança do Sol, do calor, da ramboia e da FESTAROOOLA!
Vão por mim que vai valer a pena!
Para mais informações estejam à vontade que Pips esclarece!

(Not) Guilty

Nada acontece por acaso; Tudo tem uma razão.
Acredito piamente nestes dois "Clichés" que tantas vezes se usam para consolar corações magoados. E a maior parte das vezes não faço a mínima ideia de qual será essa razão tão bem escondida...parece um novelo bem enroladinho, que só depois de encontrada a ponta se vai desenrolando lentamente, os nós desfazem-se, e algures lá pelo meio, ou quem sabe só mesmo na outra ponta, se encontra a tal razão pela qual tudo aconteceu.
Mas também há outras vezes em que a razão é tão simples como: "Aconteceu porque eu deixei que acontecesse!"
Não há mistérios, não há vontade divina que tenha interferido, não é o destino, não é voodoo nem praga que tenham rogado. Há muito que já aprendi que só nos fazem aquilo que nós deixamos que nos façam, e as pessoas só vão até onde nós permitirmos. Por isso mesmo, é muito importante saber assumir responsabilidades pelas escolhas que fazemos, pelos caminhos que tomamos, pelos meios que usamos para atingir certos fins.
É tão fácil culparmos os outros pelas nossas tristezas e angústias. Por estarmos a sofrer, por não nos sentirmos totalmente completos ou preenchidos, pelas frustrações e falhas que não conseguimos resolver.
E a melhor parte é compreender e aceitar isso mesmo. Que não há culpa nem culpados. Não há vilão nem vítima. Ninguém tem a capacidade de controlar tudo o que o rodeia, mas temos sempre a hipótese de escolher até que ponto nos deixamos levar, até que ponto ficamos envolvidos em certa situação que mais tarde causa danos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Hanging by a moment

Deu-me meio toque de tristeza...
Não me encontro de momento à espera de ninguém que me faça concluir que valeu a pena esperar.
Ninguém... Se bem que não sou de ficar à espera, não gosto e não se coaduna com o meu feitio... Aprendi que "Se não me acompanha então também que não me atrase!"
Há quem espere uma vida inteira por algo/alguém que inconscientemente não vem a não ser que o procure.
Há quem não admita que espera e arranja bodes expiatórios em tudo o que a rodeia para haver aquele tal click que a faça avançar e deixar de esperar. Há quem espere que alguém mude, até cansar de amar para deixar de acreditar que esse alguém alguma vez vai mudar.
Há quem não espere por ninguém nem por nada, é desacreditado, conta consigo e com a sua metodologia, vivendo na ilusão de que nada o pode surpreender num momento.
Há quem ache que esperando desespera. Há quem se assuste porque não tem ninguém que a faça esperar e que de certa forma vive de reminiscências de uma espera que já não existe porque assim escolheu.
Ah... A música é dos Lifehouse desta feita.