terça-feira, 15 de abril de 2008

Cromos! Daqueles que ninguém quer para troca

Sábado, estudo colectivo com parte da turma em ambiente descontraído onde se falou mais de coisas que nao interessam a ninguém, nomeadamente do HI5 desta e daquela, do que propriamente da composição do FAP... Jantar combinado e uns belos copinhos de qualquer coisa que servisse pra acalmar a rouquidão! Horas volvidas, Futuras PNC em restaurante na 24 Julho a 25€ por cabeça (OUCH!) acompanhadas por um bando de cromos (amigos de um futuro CAB) que já partilham a profissão a que aspiramos. Não sei se chore ou se ria.
Imaginem minhas Queridas/Queridos gente que se acha a última coca-cola do deserto porque anda bronzeada a toda a hora do ano (o que quer dizer q nunca têm aquele gostinho de esperar pelos primeiros resultados dos 1º dias de praia), de t-shirt justa pra se ver o resultado das horas intermináveis que passam no ginásio e como se não bastasse, a indumentária toda igual, tal é o hábito de andarem uniformizados. A falarem com nosotras como se fôssemos um bando de anormais fascinadas pelos Deuses Gregos que se apresentavam à nossa frente. Não ouvi metade da conversa porque assim que percebi a onda que se vivia pus o cérebro em piloto automático... Ora bem meus amigos vai um advice?
Não sei que tipo de pessoas estão vossas excelências acostumbradas mas PELO AMOR DA SANTA, as miudas não são todas estupidas só porque resolveram estigmatizar esta profissão como tal. Não falem mal aos empregados... São gente como nós e não animais como vocês. Sejam educados e por favor não se achem os ultimos bodes do deserto... É que mesmo que o fossem há sempre o Convento das Carmelitas Descalças que era para onde iria eu se houvesse um apocalipse do género... Ah! E se um bando de miudas estiver nem aí pra vocês, nomeadamente a puxar o banco do carro pra frente com o nariz colado ao vidro, e de 2 em 2 segundos a perguntar o caminho do BBC como se estivessem apavoradas e fossem da Lourinhã, e a tratar-vos todos por Tozé... Não levem a sério. ..É o bailinho da Madeira em plena Capital!

domingo, 13 de abril de 2008

WC para Dignas

Não sou menina de passar muito tempo no WC. Verdade que não. Mesmo nas rotinas sagradas pré-saída nocturna de ramboia, que levam sempre o seu tempo e cuidados extremos especialmente no momento da "Maquilhage", que, no último instante podem ser decisivos e fazer com que se volte à estaca zero (desmaquilhante, creme hidratante, base, pó, sombra, rímel, risco e gloss! uff!...uma canseira!). Mas ainda assim, passo pouco tempo dentro do WC.
Não gosto de WC's públicos, seja onde e quais forem, e aguento o máximo que posso até me deslocar a um deles. Vá, se estiver mesmo aflitinha vou...mas também já várias vezes preferi fazer na rua (xixi, claro!) nas queimas das fitas ou latadas, em Coimbra, do que ir a um daqueles cubículos nojentos, mal cheirosos, e que das duas uma: ou se faz de porta fechada mas não entra um raio de luz e por isso arriscamo-nos à incerteza do que já lá se encontra...ou fazemos de porta aberta, para alegria e aplauso da multidão em geral que por ali passa!
Depois há a questão dos WC's dos restaurantes, bares ou cafés, já quase todos equipados com sensores accionados pelos nossos movimentos e que, acabaram com os interruptores e consumo excessivo de energia, mas que nos fazem passar umas tristes figuras!
Acompanhem-me: uma menina vai ao wc. Entra, está escuro. Instintivamente levanta as mãos para que se acenda a luz. Faz-se luz e reparamos automaticamente no tampo da sanita e se há papel. No caso positivo, passamos um papelinho no tampo, que não gostamos de tampos pingados, e há ainda quem se dê ao trabalho de forrar o tampo com o papel higiénico pois tem dificuldade em fazer seu xixi sem se sentar. Ora, aquando do momento de desapertar os botões, já a luz foi com o camandro e damos por nós mais uma vez com uma mão no ar e outra nas calças. Tudo se ilumina. Preparamo-nos para o xixi e eis que, por inibição, por estar gente à espera, porque o chão está molhado e há restos de papel higiénico ensopados que se prendem aos nossos sapatos dos quais temos de nos livrar imediatamente, porque olhamos em frente e a porta tem pura poesia ou arte sob a forma de desenhos e declarações de amor do tipo "Alberto, quero um filho teu", e nós imediatamente pensamos: "Que gaja estupida! Isto é a casa de banho das mulheres! O Alberto nunca vai saber disto!"... Bem, certo é que o xixi nem sempre sai assim tipo torneira tambem de sensor, leva o seu tempo, e quando se dá por ela....pimba! Escuro que nem breu!!! E lá ficamos nós outra vez, já em posição de agachamento, uma mão nas calças para não tocarem no chão que está imundo, outra mão já com um pedaço de papel higiénico para o pós-xixi, e escolher qual das duas vamos pôr no ar para que se faça luz!!!
Já para não falar de quando vamos no shopping e a vontade aperta, e lá vamos nós, carregadas com nossos sacos de compras básicas e sempre necessárias, cheios de coisas de que estamos "mesmo a precisar!", e é outra odisseia, entrar nos cubículos, que às vezes nem cabide têm, e só nós sabemos o que passamos para fazer um xixi descansado com tanto saco, mais a poxete, mais o casaco..tudo sem que se dê uma desgraça!!!
Por tudo isto e mais umas coisas que agora não me lembro mas que sei que me mexem c'os nervos, sou a favor de que os WC passem a ser equipados com uma quantidade de apetrechos próprios para dignas que somos nós, e nos arreliamos com estas coisas!
Nomeadamente: muita iluminação, e sensores mais sensíveis aos movimentos para não termos de fazer praticamente uma aula de body pump até a luz se acender; um espelho GIGANTE mas nunca, jamais, em tempo algum, daqueles que engordam! Ainda na secção dos espelhos, um de aumentar para vermos tudo ao pormenor e regulável! (Calma meninos, eu sei que isto vos vai fazer confiusão: não queremos espelho que engorde e depois queremos um de aumentar...eu explico: o de aumentar é para ver os pormenores que nos escapam no gigante, mas não nos fazem enogrdar nem aumentar, ok?); Cabides vários para pendurarmos tudo quanto é coisa que nos ocupe as mãos; Papel higiénico (sempre!), com cheiro e folha dupla; Boas toalhas de algodão egípcio; Um bom sabonete de mãos e um creme hidratante; e velas perfumadas mas nada de cheiros intensos de loja de chinês nem monhé (não se aguenta!).
Será pedir assim tanto?? Aceitam-se mais sugestões dignas!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Horas extra procura-se

Ora bem... Finalmente consegui ter um tempinho para vir aqui, para sentir um cheirinho da minha vida antiga... =) verdade... Pus a outra a arrendar e lancei-me sem pára-quedas para uma vida nova... Horários novos, pessoas novas, uma realidade completamente diferente daquela a que estava habituada e a preparação para uma profissão que é no mínimo anti-natura... O Homem não foi feito para voar... Mas o grande problema da minha vidinha e das minhas decisões é o apegar-me às que deixo para trás, ou seja, sou uma pessoa muito orientada para seguir em frente mas custa-me muito deixar as coisas para trás... E assim tenho saudades... Do tempo que tinha, das conversas parvas com gente igualmente parva como eu, das brincadeiras que tinha com algumas pessoas e que só vou ter com elas e não vão voltar atrás... Tenho saudades de ter vida e andar com os pés em terra.
E depois há aquelas pessoas que não puseram a vida a arrendar mas pura e simplesmente desistiram dela e foram brincar às casinhas para outro lado, fora de Portugal, abriram asas e planaram longe daqui porque viver aqui assim não faz sentido... Pus-me a pensar: Eu já fui, de certa forma, a causa do negócio de compra e venda da vida de alguém. Interferi... Fiz parte da decisão de evacuação (se vocês soubessem a quantidade de vezes que eu ouço isto...) de alguém pra longe daqui, para fora do território nacional porque aqui não fazia sentido, não assim...
Conclusão: Gostava que o meu dia tivesse 30 horas pelo menos, e as minhas energias fossem alimentadas por cada vez que eu berro "ABRAM OS CINTOS" assim teria todo o tempo de guinchar pelo menos duas vezes por semana, de estar com antigos inquilinos da minha vida e principalmente uma meia horinha diária pra pensar... "Mazondé cômevim meter?"

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Para VOCÊS

Sinto-me injustiçada.
Sinto que fui condenada sem direito a julgamento e nem sequer me foi aplicada a máxima universal de "inocente até prova do contrário".
Tive conhecimento da existência de uma série de conversas, deduções, suposições e elacções que visam a minha pessoa. Falou-se de mim, de certas atitudes e da falta delas, da minha mudança enquanto pessoa, da minha ausência, do meu egocentrismo, da minha frieza, da minha reserva em falar sobre mim e procurar quem antes procurava.
Tudo muito bem.
Vivemos numa democracia e felizmente que existe liberdade de expressão para se falar do que, e de quem bem se quiser. Já não acho que seja assim "tão bem" ter conhecimento dessas conversas e conclusões a que chegaram, sem nunca me terem procurado para o quer que fosse: Para me chamarem à atenção, para me criticarem, para discutirem comigo, para me pedirem satisfações, para dizerem que sentem a minha falta, para serem injustas, como acho que estão a ser, mas pelo menos que o fizessem para comigo e não entre vocês.
E não digam que iam falar comigo, e não digam que estavam à espera do melhor momento, e não digam que não tiveram tempo, e não digam que não falaram tanto assim e que não é tão grave assim. É grave, sim!
E foi grave quando ontem descobri, como uma revelação, que estavam magoadas, tristes e desiludidas comigo. Não fazia ideia, fui apanhada de surpresa, e fiquei sem reacção durante algum tempo. Mas foram apenas 20m, porque ao contrário de vocês, não esperei por momento nenhum, e procurei imediatamente quem estava magoado comigo. Podia não o ter feito. Podia permanecer no silêncio de que me acusam, e esperar pela altura em que me viessem dizer alguma coisa...se é que iam dizer! Mas não. Apesar de me sentir injustiçada fiz questão de procurar as pessoas e de querer saber e esclarecer o que se passa.
Porque é que estou a escrever aqui e a expor este assunto? (Que sei que vai ser mais um motivo de crítica!)
Porque é outra coisa que me entristece: saber que lêm o meu blog frequentemente, que por isso estão a par da minha vida ou pelo menos da parte que escolho aqui expor e que não o faço como acto de egocentrismo mas como passatempo, porque gosto e me faz bem, tal como ir às compras ou ir à depilação, (sendo que aqui sempre exercito mais neurónios!). E nunca foram capazes de me dizer, sob a forma de elogio ou crítica que liam, que gostavam, que não axavam piada, fosse o que fosse. Simplesmente fingiam que ignoravam...mas afinal continuam a ler e a querer saber e a comentar entre vocês. Não entendo isso.
Estou magoada. E estou magoada porque vos tinha em consideração, porque gosto de vocês, por todos os momentos que já passamos juntas, porque acho que nunca vos falhei e porque se mudei, como todas mudamos, é uma consequência da vida e das partidas que ela nos prega. Nunca falhei nem prejudiquei nenhuma de vocês. Se estou mais distante, a distância que nos separa é a mesma, e também eu sinto falta de alguma iniciativa da vossa parte para se aproximarem de mim. Mas não cobro isso. Cada um tem a sua vida, cada um tem os seus problemas, eu sou a primeira a dizer que não me sinto tão disponível como antes para dar o que dava de mim, para acompanhar como acompanhava, para partilhar o que partilhava. Mas também não cobro o facto de vocês não o fazerem comigo.
Espero poder estar pessoalmente com cada uma, para falar e esclarecer tudo o que houver para esclarecer. Até lá, fica aqui mais uma prova de que não sou indiferente ao que dizem e pensam de mim, porque são VOCÊS.
Têm o meu número. Sabem onde me encontrar.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Somewhere over the Rainbow


Pois se ontem a minha pessoa era o reflexo do tempo que faz lá fora...hoje o dia continuou cinzento e tristonho, mas eu NÃO!!
Há pequeninas coisas, tão pequenas que parecem quase invisíveis, insignificantes aos olhos dos outros, que conseguem acender um fogo que eu julgo adormecido dentro de mim.
Recebi três notícias que me aceleraram o coração. Nada de especial....mas que ele bateu mais depressa, lá isso bateu!
E é nesses momentos que nasce uma nova alma, ou melhor, que a minha verdadeira alma dá sinal e se sobrepõe à outra que, tal como azeite em água, não se mistura e acaba por ficar sempre por cima.
Gosto de arco-íris, e gosto de fingir que acredito na lenda que diz que no fim de cada arco-íris há um duende que guarda um pote de ouro! Gosto de olhar para o céu e acreditar que também eu tenho o meu " pote d'ouro" guardado por um duende chamado "Lepricon", de calcinhas verdes, camisola e botas castanhas e chapéu verde e pontiagudo, tal como as orelhas proeminentes e longas.
Ás vezes desanimo porque nem todos os dias os arco-íris aparecem, e fico com dúvidas se o Lepricon ainda estará a guardar o meu "pote". Mas depois há dias como o de hoje, em que mesmo sem olhar para o céu vejo as cores todas, fortes e intensas, e quase que consigo ouvir o risinho maroto do meu duende, só para me avisar que está lá e que o "ouro" continua à minha espera.. e é Meu!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sem tirar nem pôr

Cinzenta, enublada, fugidia e calada.
Tal como o tempo que mudou de repente, também o meu estado de espírito vai do 8 ao 80 num piscar de olhos. E quando dou por mim sinto-me escondida de baixo de um guarda chuva invisível, que desejo que tenha poderes mágicos e me ponha igualmente invisível, onde quero ficar até a chuva parar e o sol voltar a brilhar....no céu e sobretudo dentro de mim.
Tenho saudades.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Boooring!

Alguém me explique, por favor, porque é que certos casais de namorados, ajuntados, amantizados (whatever!) têm tendência a tornar-se as pessoas mais aborrecidas e entediantes do mundo??
Mais grave: casais que, enquanto individuos em separado e enquanto não pertencentes à classe dos "comprometidos" eram os reis da diversão, da boa disposição, da iniciativa e da ramboia, de conversa interessante e fluida, de sentido de humor apurado e eficaz...enfim...pessoas interessantes e bem dispostas!!
Mas de repente, assumida a sua condição de pessoa comprometida e na presença da sua cara metade, tornam-se autênticos Trolls da Montanha, que fazem questão de conviver preferencialmente com outros casais igualmente chatos de dar sono, onde certos temas e programas passam a ser tabus e despropositados para "Pessoas comprometidas e felizes".
Não entendo!
Entendo que, quando se vive um relacionamento, se alterem certos hábitos, se adopte até uma vida mais pacata, mais recolhida, apetece mesmo é estar enfiado em 4 paredes e viver "o amor" em toda a sua plenitude e esquecer o resto do mundo!!! Mas não é disso que eu falo!!!
Primeiro nunca achei grande piada a saídas, jantares ou programas só de casalinhos. Gosto de estar com quem me sinto bem, independentemente de eu ou as outras pessoas terem namorado. Depois, acho rídiculo excluirem certas pessoas de certos programas com a desculpa de que "Só vão casais...é capaz de não se sentir bem!". E o que mais me enerva, a cima de tudo, é ver casais a brincarem aos "Crescidos, maduros e respeitáveis" de um momento para o outro, e como tal a perderem toda a sua personalidade e individualidade, para assumirem uma postura supostamente mais adequada à sua nova condição de membro de casal feliz. E ainda outra, e essa então dava pano para mangas...aqueles casalinhos de fachada, que passam a vida a elogiarem-se um ao outro, e vangloriarem-se da felicidade que é existirem na vida um do outro, a contarem suas peripécias chatas comó camandro que só eles acham graça, mas que mal viram as costas suspiram de alívio, nasce-lhes uma alma nova e dizem: "Então pessoal, quando é que combinamos uma ramboia?? Ando mesmo a precisar!!!"....
A esses casais digo: "Sejam menos caretas e mais verdadeiros. E lá porque namoram não se fechem numa redoma onde só há espaço para dois. É por essas e por outras que mal saiem da redoma se revelam, e não da forma mais brilhante nem feliz!"