sábado, 30 de agosto de 2008

A Vanda

Este post é uma simples ode ao que me faz sentir bem, a mim e ao meu umbigo... A vanda é um simples café no meio da praça das caganáteas nessa bela localidade que cheira a café todos os dias de todos os meses de todos os anos. É lá que procuramos a luz da vida no croissant clarificador e no galão da consolação. Eu e o meu umbigo somos engraçadas...! A vida corre mal socorremo-nos além de uma na outra, na passagem obrigatória na Vanda, em tranças de chocolate do minipreço que são inigualáveis, em musicas que pomos em sistematico repeat, no QR, que quando tem as portas trancadas nos dá o poder de ficarmos invisiveis e de fingirmos que somos a Mariah e a Duffy e cantamos como se disso dependesse as nossas vidas.
Ou seja a vida até que pode correr mal, tem dramas, tem dias em que não se tira o pijama, em que há nuvens cinzentas nas ilhas mais paradisíacas mas a fórmula mágica é tão simples. E adoro porque na nossa complexidade somos mesmo simples e descomplicadas =)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Amassei mamassamamacumssa

Não não é uma ofensa, nem tão pouco uma língua nova que aprendi mas apenas a parte do refrão do Wanna Be startin' something do grande Michael Jackson de quem tenho saudades e com quem queria casar, apesar das sucessivas tentativas de dissuasão da minha rica mãezinha, quando era mais pequena. Achava-o lindo de morrrer, dançava como ninguém e ainda tinha vídeos maravilhosos. O Thriller que via sem me cansar, o Smooth Criminal em que ele estava "lindo" de morrer, e o Bad! Who's bad?? E agora com 50 anos (faz hoje para quem não sabe) o Sr. está irreconhecível e débil, com uns desgraçados de uns filhos, com a reputação arruinada e mais estranho que nunca. Agora Michael, quem não quer casar sou eu!

A minha infância foi toda pautada por muito boa música e tenho imensas recordações de quando cantava o Michael como sabia e quando a minha música preferida da Madonna era o Isla Bonita e "wowowwo in the omy now "(que é como quem diz in the army now! dos status quo) ou então it's the final tow tow turutu turututu ("Final Countdown" dos Europe) hoje em dia as musicas surgem quase todos os dias, mas não deixam aquele sentimento de nostalgia...

"Do you remember the time? When we feel in love..."

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Faz-me espécie...isto #2:




Porque sou uma alma que não gosta de migalhas na mesa, nem de areias na toalha da praia, nem de sentir que os lençóis não estão totalmente lisos e sedosos lá no fundo da cama, nem gosto de cremes demasiado gordos, nem de loções corporais que colem...é natural que imagens como esta me façam uma certa comichão, vá.
Chamem-me sem graça, mas não consigo achar piada nenhuma ao evento em questão: é uma tradição que não se sabe ao certo como surgiu, e que consiste basicamente no arremesso de tomates aos seres que nela participam. E quando digo "basicamente" não podia escolher melhor expressão porque é isso mesmo, apenas e só. A malta vai pra rua semi-nua que não há tira-nódoa que salve qualquer traje que se apresente, e vai de atirar o belo do tomate à fronha uns dos outros. À fronha e onde quer que seja que se apanhe a jeito....vale tudo, até levar óculos de mergulho porque às tantas as ruas são autênticos rios de ketchup onde as almas chafurdam como se não houvesse amanhã.
E pergunto eu: mas fazem ideia do disparate a que está o kilo do tomate? Então e porquê tomate, que é um fruto (e não um legume, para os mais distraídos) cuja dignidade já é beliscada através de metáforas sobejamente conhecidas de cariz sexual? Porque não atirarem Abóbora-menina uns aos outros?? Só no halloween é que se lembram delas?? Usem-nas agora e arremessem-nas qual Marco Fortes já depois das 15h, que mais cedo do que isso é interromper a siesta do senhor!
Acho mal. Acho indecente banalizarem o tomate desta maneira, e gastarem-no de forma tão ingrata. Se querem chafurdar, chafurdem em vossas casas, com pacotinhos de polpa já devidamente preparada, ou quando muito tomate pelado, que assim como assim já tem outra dignidade, pois tomate que se preze já vem pelado.
Acho mesmo mal, brincarem assim com a tomatada...perdão Tomatina!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Diferenças

Matámos quase todas as saudades de vários dias, semanas, sem contacto físico...quase!
Falámos todos os dias por telefone, mensagens, mas óbvio que não é a mesma coisa que estar frente a frente, lado a lado, olhos nos olhos, guincho com guincho!
Almoço com conversa séria, tarde com dolce fare niente equivalente ao nosso "quality time", que adoramos e aproveitamos ao máximo por mais inútil que seja, e café divertido onde posso observar como ela é ao lidar com os outros.
Estou a falar de mim e de Fifs, claro.
Comigo ela é doce, meiga, coração de manteiga, lamechas, piegas, sensível, panhonha e xoninhas se preciso for! Com os outros é impenetrável, com um humor cortante e incisivo, de uma segurança que para quem não a conhece pode roçar a arrogância, a frieza, até agressividade. "Aqui (batendo com as mãos no peito), ninguém põe as patas!" Cartão de visita para quem a está a começar a conhecer. E ergue essa bandeira até que lhe provem por A mais B mais C...e mais umas quantas contas e raízes quadradas, que se é merecedor de conhecer o outro lado da personagem.
Mais: nada nem ninguém lhe é indiferente. E não consegue disfarçar. Não há meios termos, não consegue nem quer abstrair e quando não lhe agrada alguma situação, ou não vai com a cara de alguém, apenas porque não, não consegue ignorar. É transparente como água (pelo menos aos meus olhos), pelas expressões de desprezo que faz, pelas bocas irónicas e sarcásticas que manda, pelos comentários laterais que faz questão de repetir se a pessoa em causa não percebeu, pelo tom e colocação de voz. pelo nariz empinado. Não gosta e faz questão que se perceba que não gosta.
E eu sou tão diferente dela...
Primeiro porque demoro a dar-me a conhecer. Nem o bom nem o mau. Prefiro ficar sempre low profile, e se há alguma bandeira que ergo é a azul, tipo "Praia de Qualidade". Depois porque sou mais discreta...lá está, os meus olhos pal-plus ao contrário dos olhos grandes dela, apenas captam o que lhes interessa e captam de forma extremamente discreta. E ainda porque quando não gosto, ignoro. Abstraio, desligo, simplesmente não me interessa, é-me indiferente, passa-me ao lado.
Pergunto-me: serei eu demasiado "desligada" ou ela demasiado contestatária?

domingo, 24 de agosto de 2008

Resoluções

Já decidi! Não bebo mais alcool e nunca mais me deito às 5000 da manha! Já ta?

Take a bow

Ela arriscou! Seguiu o coração e foi até onde podia... talvez onde a Dignidade dela a deixou ir. Mas foi! E só por isso é de se lhe tirar o chapéu porque não se incluiu nas pessoinhas que se limitam a viver com medo! Com medo que doa, com medo que chova ou com medo que deixe marcas.
Apesar de se ter dado mal, saiu vitoriosa! Lutou com as forças que tinha e seja o que Deus quiser. Só não lhe admito uma coisa; Que se pergunte a ela mesma "Será possível bater mais no fundo?" Pois bem, minha Querida, não bateste em lado nenhum. Seguiste o que se deve seguir sempre, o teu coração com a tua razão contra. Foste corajosa! Lutaste e no segundo em que percebeste que fizeste a escolha errada deste as mãos à palmatória e recuaste, para tua segurança e para conseguires ter,ainda, o respeito que um ser humano, que te fez o que te fez, merece, só pela sua simples condição humana. E apesar de já sabermos que o mais provável era que acabasse assim e que iam chegar dias de alguma agonia, tudo valeu a pena... TUDO! E portanto Parabéns! Estás um bocadinho mais tu, mais mulher e mais vencedora.
E lembra-te... Por amor não há ruas a descer...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Há um ano atrás...

Começava uma nova etapa da minha vida.
Sem aviso prévio, sem pedir licença e a um ritmo alucinante vi o meu destino ser traçado por mãos que não eram minhas.
A contagem decrescente não me deu tempo para pensar nem tão pouco me preparar para o que viria a seguir, mas tive consciência de que nada seria como dantes desde o primeiro segundo.
Há diagnósticos médicos que podem estar errados, há desconfianças que podem não ter fundamentos, há suposições de quem quer ajudar sem saber como....mas o coração de quem ama nunca se engana.
O meu não se enganou...
E há um ano atrás soube que tudo o que tinha vivido até aí tinha sido uma bênção, daquelas a que só damos valor quando sentimos fugir das nossas mãos. E que queremos agarrar, queremos compor, queremos resolver e fazer com que tudo fique bem e volte a ser como era, e nos entregamos de corpo e alma porque tudo o resto deixa de existir a não ser aquela vontade de que corra tudo pelo melhor.
E pode não correr.
Há um ano atrás jantava na Portugália de Belém, com os meus irmãos, com o Tiago e com a minha Mãe. Tirei as ultimas fotos que tenho dela, e brindámos uma última vez, pelo seu 46º aniversário. O Tiago deu-lhe um ramo de flores lindas que ela adorou, eu e os meus irmãos roupas e acessórios que ainda usou. Recebeu dezenas de telefonemas durante o dia das Amigas de quem "fugiu" para passar o aniversário em Lisboa comigo. Sem vontade de falar, quando atendia o telefone esboçava um sorriso e só por isso a voz soava mais feliz, mais meiga, menos cansada e disfarçava a pouca vontade de receber os Parabéns. Os olhos, à minha frente, não deixavam espaço para dúvidas.
Hoje recebi vários telefonemas e mensagens das amigas dela, que também são minhas. Todas se lembraram, todas quiseram mandar-me um beijinho por ser um dia "especial". E recebi também de amigas minhas que se lembraram sem eu lhes dizer nada, e que sobre a forma de beijinhos me ajudaram a afastar a tristeza. É, de facto um dia especial...mas para mim é muito mais do que o dia de anos dela, que ela nunca achou grande piada comemorar. É especial porque foi neste dia que eu soube dentro de mim que cada segundo era precioso e que o tempo era escasso.
Foi o início do fim...
E perdoe-me quem se sentir ofendido por esta expressão, e por achar que estou a ser fria... Cada um tem o seu modo de encarar "o fim". Ela está comigo à minha maneira, mas foi o fim daquilo que toda a vida tinha tido como certo e seguro: Nunca perder o colo de quem mais amava.
Um ano depois passei este dia em silêncio, com muita saudade, com a sensação de que passou não um ano mas uma década, de que tudo foi há muito, muito tempo atrás, não sei se é bom ou mau, mas foi o que senti.
Hoje sinto que cresci num ano aquilo que algumas pessoas não crescem numa vida. Não o digo com orgulho, (quem me dera não ter crescido assim à força!), mas constato que é verdade porque olho para trás e vejo que não sou a mesma, com tudo de bom e de mau que isso pode trazer.
Obrigada a todas que se lembraram...e que sei que se lembram todos os dias...dela e de mim e dos meus irmãos.
Beijinhos