terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Projectar não é pecado


Perguntavam-me ontem como é que eu me imaginava (a nível profissional) daqui a 10 anos. Uma pergunta que não se prendia com o passado, com o presente, nem tão pouco se pretendia uma resposta coerente com a realidade actual, com o mercado de trabalho seja em que área for, com a crise, com a vida prática, com o que pode ou não vir a acontecer. Simplesmente com aquilo que me imaginava a fazer, com o que gostaria de ser, para onde a minha vocação me inclinava.
E se essa sempre foi uma questão que me assombrou o pensamento, se sempre me senti um pouco perdida relativamente à questão "O que vou ser quando for grande?" (mesmo depois de já o ser), de repente percebi que, desprendida de qualquer tipo de constrangimento socio/económico/social, o que eu gosto mesmo é de escrever.
E com isto não tenho qualquer pretensão em achar que escrevo bem, que poderia ganhar a vida com isso, de que maneira o faria, se pela literatura pura, se pela vertente do jornalismo, da construção de uma narrativa literária ou factual... não sei. Não sei a forma, não sei os conteúdos, não sei como, nem onde. E sei que até esse dia chegar vou ter e querer de trabalhar em muitas outras coisas das quais não vou gostar, não me vão preencher, e em nada terão a ver com a escrita. Mas também não foi isso que me perguntaram.
Perguntaram-me como me imaginava daqui a 10 anos, e finalmente consegui responder: a escrever.

2 comentários:

Rita disse...

Esse pensamento de Confúcio tem sido o meu lema =)
Eu sempre soube o que queria e como me via a nível profissional, e depois de um pequeno "desvio", consegui chegar à profissão dos meus sonhos: professora de piano.
E realmente é verdade =) Não tenho de "trabalhar" um único dia porque amo o que faço =)

Por isso, força, luta pela tua escrita!!
Beijinhos,

Rita

Eu Mesma! disse...

Ainda há pouco tempo pensei no mesmo... como me imaginava há dez anos atrás... dez anos depois...

mas não a nivel profissional... a todos os níveis..
confesso que nao me imaginava desta forma... não num dia a dia tão semelhante...

imaginava-me numa casa diferente... com uma vida diferente... muito diferente no final do dia...

contudo...escrever nunca foi uma ambição...